<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213</id><updated>2012-01-22T17:48:39.161-02:00</updated><title type='text'>Filosofia de Botequim</title><subtitle type='html'>Um espaço para falar de tudo que me vier na cabeça: Futebol, cinema, música, política, bomba atômica, a morte da bezerra, sexo dos anjos, etc, etc, etc...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-8028250488931976800</id><published>2010-12-04T01:30:00.004-02:00</published><updated>2010-12-04T10:53:07.989-02:00</updated><title type='text'>Pequenos Golpes em Bancos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cena 1 – Auto-Atendimento de uma Agência Bancária – 13:00hs &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora pendurada num celular ocupa durante mais de 10 minutos um terminal. As meninas do Posso Ajudar acham a situação estranha e chegam próximo oferecendo auxílio. A senhora as despacha veementemente, continua no celular e ininterruptamente no terminal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cena 2 – Minha Mesa – 13:20hs &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A mesma senhora pede para falar comigo. Senta-se na minha mesa e um tanto sem graça dispara a primeira frase: “- Eu acho que caí num golpe”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pedi para me narrar o acontecido. Diz ter recebido um telefonema “Caminhão do Faustão” e que havia sido premiada. Para receber seu prêmio, teria que pagar uma espécie de taxa pelo carreto, bastaria ir na agência bancária e realizar algumas transferências bancárias . Foi à agência e com o celular em punho começou a disparar as transferências. No momento em que as meninas do Posso Ajudar se aproximaram, a pessoa do outro lado do celular mandou que a senhora não aceitasse ajuda em hipótese nenhuma. Assim que terminou a operação caiu em si e resolveu me procurar.Antes de verificar as contas que receberam as transferências, tive que ser franco e direto: “ A senhora tem razão, a senhora caiu num golpe”. Verifiquei as contas que receberam as transferências, todo o dinheiro havia sido sacado destas imediatamente. Foram aproximadamente R$ 4 mil reais transferidos para 3 contas de diferentes titularidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Você deve estar pensando: Ah! Ninguém é ingênuo suficiente para cair nesse tipo de golpe! Ou Deve ser gente humilde, sem esclarecimento, que mora na periferia. Ledo engano. As pessoas caem sim nesse tipo de golpe e não apenas gente de baixa escolaridade, nesse caso foi uma funcionária pública federal aposentada, moradora do Leblon. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro Dia - Outra Cena: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Faço a liberação de um Fundo de Garantia de uma moça, aproximadamente 30 anos. Ela vai em direção ao elevador para ir ao guichê do caixa e receber o dinheiro. Ao abrir a porta do elevador se depara com um cheque no chão. Um senhor entra junto com ela no elevador, pega o cheque no chão e pergunta: - É da senhora? Ela responde que não. O elevador chega no andar dos caixas, a porta se abre e um senhor do lado de fora exclama: “- Graças a Deus vocês acharam meu cheque, eu estava desesperado atrás dele achando que o tinha perdido”. Agradece muitíssimas vezes para a moça e para o senhor que estava com ela no elevador. “Tenho que dar uma recompensa para vocês, vocês não sabem como me ajudaram, faço questão!”. A moça recebe seu FGTS no caixa e juntamente com os 2 senhores deixa a agência. O senhor, dono do cheque diz: “Olha, já falei com o meu pai pelo celular, você pode ir ali na nossa loja , a Pontapé, que ele vai te dar a recompensa”. Deu o endereço da loja, que ficaria a umas 2 quadras dali. Apenas pediu: - enquanto você for lá, só me deixa sua bolsa como garantia que assim você voltar eu te devolvo. A moça deixou a bolsa e atravessou a rua em direção a loja, assim que chegou do outro lado da rua caiu em si e pensou: “Ei, isso não está certo”. Virou-se para os 2 senhores do outro lado da calçada, neste momento cada um deles correu para um lado diferente, carregando a sua bolsa e todo o dinheiro suado do seu FGTS de anos de trabalho. Até hoje eu não entendi essa garantia, garantia de que? Mas enfim, aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sexta-Feira, dia 3 de dezembro – 11:16 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora de bengala saca R$ 1.200,00 no caixa e se encaminha para o elevador com intenção de sair da agência. Enquanto o elevador não chega, vai arrumando seu dinheiro e documentos na bolsa. Nesse momento chega por trás uma mulher de aproximadamente 40 anos e lhe diz:&lt;br /&gt;- Eu conheço a senhora!&lt;br /&gt;A senhora de bengala olha para a mulher e responde: - É possível, seu rosto não me é estranho.&lt;br /&gt;- Eu moro no mesmo prédio que a senhora&lt;br /&gt;- Em que apartamento?&lt;br /&gt;- No 302.&lt;br /&gt;- Na casa da Fulana?&lt;br /&gt;-Isso, eu moro com ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A porta do elevador se abre e as 2 saem juntas da agência. Até esse momento eu consegui, posteriormente, ver as imagens do circuito interno de TV. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As duas vão juntas para casa, já que “moram no mesmo prédio”. A velhinha dá um parada antes numa farmácia, sua “vizinha” a ajuda, segurando a sacola das compras na farmácia. A "vizinha” sobe numa balança, se pesa. Insiste para a senhora se pesar também. A senhora sobe na balança e a “vizinha” diz: - Deixa eu segurar sua bolsa para a senhora se pesar. A velhinha lhe dá a bolsa e o resto da história eu não preciso contar, né? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois é, contei 3 pequenas histórias, aparentemente ridículas, das inúmeras que tenho presenciado. Sim, as pessoas caem nos golpes mais esfarrapados e absurdos, independente de classe social, poderia escrever um livro sobre o tema. O golpe do Caminhão do Faustão já apareceram uns 3 na minha mão, mas as pessoas ficam cegas quando ouvem dizer que ganharam prêmios e só nos procuram após terem feito a bobagem, quando já estamos com as mãos atadas e com muito pouca coisa de útil a fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto importante, nunca aceitem ajuda de estranhos, principalmente em auto-atendimento. No máximo das meninas do Posso Ajudar. Na semana passada um senhor estava sacando dinheiro do terminal, quando uma moça pediu ajuda no terminal vizinho, justamente na hora em que ia sair o dinheiro da máquina. O senhor gentilmente foi ajudá-la. Resultado: Veio uma outra mulher por trás, pegou o dinheiro do senhor e se mandou. Quando ele voltou para seu terminal, já não havia dinheiro. Essa cena também pude presenciar nas imagens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Evitem dar papo na fila do caixa para aquela pessoa simpática que começa a puxar assunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Uma lição de moral: Nada vem de graça, dinheiro honesto vem sempre acompanhado de suor e trabalho. Desconfie sempre de facilidades, prêmios e recompensas dentro de um banco, que não seja feito por um funcionário portando crachá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro e desconfortável assunto a tratar, sim, já vi inúmeros casos de golpes dos próprios parentes. Nesse tenho um caso curioso. Uma senhora, advogada, solicitava o ressarcimento de vários débitos e despesas em sua conta feitos através do seu cartão. Negava veementemente tê-los feito. Fomos verificar se o cartão havia sido de fato clonado ou não. Fizemos um levantamento e achamos suspeito que todas as despesas foram realizadas em estabelecimentos a poucas quadras da residência da senhora, detalhe, essas despesas foram feitas todas de madrugada, em boates, inferninhos e puteiros de Copacabana. Conseguimos achar um saque em sala de auto-atendimento, o que seria importante pois teríamos as imagens, ali constatamos que o saque na conta da senhora foi feito pelo próprio neto, devidamente acompanhado de uma hummmm....”distinta senhora” de escassos trajes. Quando a senhora ia dormir, o neto roubava o cartão e ia para a gandaia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Acreditem, existe gente que guarda o cartão de banco junto com a senha. Resultado: Já fui chamado em Delegacia para ajudar a Polícia a esclarecer um caso em que a empregada limpou a conta da patroa, sacando todo dia R$ 1.000,00 e ela não percebia. O total do prejuízo foi de R$ 18.000,00.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, muito cuidado dentro de um banco, os espertalhões estão por toda parte e infelizmente não lhes falta pessoas boa fé para cair na sua lábia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-8028250488931976800?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/8028250488931976800/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=8028250488931976800' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8028250488931976800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8028250488931976800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/12/pequenos-golpes-em-bancos.html' title='Pequenos Golpes em Bancos'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-6439504624996269520</id><published>2010-11-27T22:42:00.008-02:00</published><updated>2010-11-28T09:39:11.661-02:00</updated><title type='text'>O Inconformista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPGlyXZ9drI/AAAAAAAAAbE/RlccBR-cSlo/s1600/Edney.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544394900964734642" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPGlyXZ9drI/AAAAAAAAAbE/RlccBR-cSlo/s320/Edney.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edney Silvestre tem se transformado nos últimos dias numa espécie de antítese do personagem de Jean-Louis Trintignant do filme “&lt;em&gt;O Conformista&lt;/em&gt;”. Em uma entrevista, que classifico de lamentável, demonstrou todo o seu descontentamento com a perda do prêmio Jabuti para “&lt;em&gt;Leite Derramado&lt;/em&gt;”. Estou reproduzindo aqui a entrevista, acrescentando meus comentários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;: Como você se sente no meio do fogo cruzado? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES&lt;/strong&gt;: Vou começar naquela noite, na sala São Paulo. Não entendi nada. Para mim, o ganhador seria o primeiro colocado em uma das categorias principais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;: Aonde estava escrito isso?&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;: Mas você não conhecia as regras do prêmio? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES&lt;/strong&gt;: Não, fiquei sem entender. Na semana seguinte à cerimônia, o Sérgio publicou a carta. Eu achei muito corajoso da parte dele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;: Edney confirma que desconhecia as regras. Depois de perder o prêmio resolveu contestá-la. Não me parece uma atitude elegante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;: Você não se sentiu em uma posição estranha, delicada? O Sérgio Machado disse em entrevista à “Folha de São Paulo” que o prêmio foi “garfado”. Não é uma agressão direta a Chico Buarque, como se o livro dele não merecesse? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES:&lt;/strong&gt; Não acho uma agressão ao Chico e não me sinto melindrado. Também acho estranho um livro que não tirou o primeiro lugar em sua categoria ganhar o livro do ano.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Comentário:&lt;/strong&gt; Se após perder o prêmio vir a público e dizer que o Jabuti é um concurso de beleza, que o prêmio é político, que foi “garfado” e instigar petições on line pedindo para Chico devolver o Jabuti não é  agressão, o que seria então uma agressão no conceito de Edney? Comparou inclusive o caso a um personagem do seu livro, Paulo, “o filho do dono do armazém que foi prejudicado pelo filho do oligarca da cidade, que ganhou na porrada, na rasteira”. O inverso também poderia valer, Chico poderia contestar o prêmio de Edney na categoria de Melhor Romance, tendo em vista que ganhou o prêmio principal, mas jamais o faria.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;: você concorda que o Jabuti seja um “concurso de beleza”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES:&lt;/strong&gt; Se fosse um concurso de beleza, eu teria ganhado...Ah, não! Eu faturava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;: Haaaammmm?????? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;: Então prêmio foi mesmo “garfado” na sua opinião? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES:&lt;/strong&gt; Fiquei perplexo. Poderia não ter sido eu o vencedor, claro. Achei que o livro do Ondjaki ganharia, porque o livro dele ficou em primeiro lugar na categoria juvenil e é maravilhoso.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;: Você acha que nomes como Chico Buarque ou Caetano Veloso já chegam aos prêmios com vantagem? Sérgio Machado sugeriu na entrevista que concedeu à “Folha” que Chico entrou ganhando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES&lt;/strong&gt;: Para o Caetano eu daria qualquer prêmio. Caetano tem um livro e não saiu ganhando prêmio por aí. O Caetano é um homem de idéias originais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;: Declaração venenosa. Para começar elimina Chico da resposta e em contrapatida elogia o outro, sutilmente. “Caetano tem um livro e não saiu ganhando prêmio por aí”. Chico então teve o topete de escrever livros e sair ganhando prêmios? Ou seja, Caetano escreveu um livro mas não invadiu a seara alheia, ficou na sua. Chico não tem direito a ganhar prêmios?&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;: Gosta de “&lt;em&gt;Leite Derramado&lt;/em&gt;”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES&lt;/strong&gt;: Eu não li. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;: Du-vi-do!!!! Edney, como todos sabem, é um leitor voraz . Chico lançou um livro dos mais elogiados e vendidos de 2009, antes mesmo do lançamento do livro de Edney. Jornalista sério e respeitado, certamente o leu, até por dever de ofício(pode até não ter gostado, é seu direito). “Eu não li” demonstra apenas despeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;X-X-X-X-X&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje no caderno Ilustríssima da "&lt;em&gt;Folha de São Paulo&lt;/em&gt;", Paulo Werneck escreveu um artigo bastante lúcido sobre o imbróglio, intitulado: “&lt;strong&gt;Politização da polêmica lembra clima ideológico dos anos 60&lt;/strong&gt;”. Para ver o artigo clique &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2711201021.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Disse entre outras coisas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não estão em jogo, porém, apenas questões comerciais de um mercado em expansão, mas também o "prestígio" (moeda com alto valor de face nas editoras) e sobretudo a recente politização da cultura no país, travada pela militância na internet”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A polarização, afinal de contas, se dá entre a editora que abriga em seu catálogo Reinaldo Azevedo, Merval Pereira, Demétrio Magnoli, Ferreira Gullar e Mario Sabino, autores de perfil crítico ao governo Lula, e a casa editorial de Chico Buarque, José Miguel Wisnik, Marilena Chaui, Roberto Schwarz e outros símbolos da esquerda”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não deixa de ser curioso que a "direita" lance mão de um expediente "esquerdista", uma petição on-line, na tentativa de "bullying" literário de Chico Buarque. Embora não seja unanimidade, Chico passou pelo crivo do público e da crítica. Estreante premiado, Edney Silvestre ainda precisa encontrar defensores além de seu editor.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;X-X-X-X-X&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, para acabar com todo esse amargor e frustração de Edney pela perda do Jabuti “que lhe era de direito”, deveria ser lançada a campanha: Doe um Jabuti para o Edney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPGls9nMk1I/AAAAAAAAAa8/w2ljP84Q-jI/s1600/Jabuti%2B3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544394808141583186" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPGls9nMk1I/AAAAAAAAAa8/w2ljP84Q-jI/s320/Jabuti%2B3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPGln6tuLiI/AAAAAAAAAa0/TwDopU8d1xg/s1600/Edney.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-6439504624996269520?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/6439504624996269520/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=6439504624996269520' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6439504624996269520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6439504624996269520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/11/o-inconformista.html' title='O Inconformista'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPGlyXZ9drI/AAAAAAAAAbE/RlccBR-cSlo/s72-c/Edney.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-1488721245807926677</id><published>2010-11-27T01:12:00.009-02:00</published><updated>2010-11-27T23:12:01.858-02:00</updated><title type='text'>O Jabuti da Discórdia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPB37AdHswI/AAAAAAAAAas/4H_YZ9d6esc/s1600/Jabuti2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; DISPLAY: block; HEIGHT: 316px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544062996911207170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPB37AdHswI/AAAAAAAAAas/4H_YZ9d6esc/s320/Jabuti2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No último dia 11, poucos dias após a entrega do Prêmio Jabuti, o mercado editorial brasileiro foi sacudido por uma nota da editora Record, anunciando que em 2011 não mais inscreverá seus livros para disputa deste prêmio, o mais tradicional e antigo prêmio da literatura brasileira. O motivo, sua discordância nos critérios de disputa, que permite que segundos ou terceiros colocados vençam os prêmios de livro do ano de ficção, superando o primeiro colocado de outras categoria menores. Foi o que ocorreu com o livro de Edney Silvestre “Se Eu Fechar os Olhos”, editado pela Record, que acabou perdendo o prêmio de livro do ano para “Leite Derramado”, de Chico Buarque, que tinha sido o 2º colocado na categoria Melhor Romance. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista a Folha de São Paulo, Sérgio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, contestou os critérios do prêmio Jabuti, desqualificou Chico Buarque, afirmou que o Jabuti assemelha-se a um concurso de beleza, tem motivações políticas e por fim declarou “&lt;em&gt;fica combinado assim, quando o Chico Buarque tiver um livro, ele já ganhou&lt;/em&gt;”. A diretora editorial do Grupo Record, Luciana Villas Boas, fez coro com Sérgio Machado e afirmou que o prêmio não tem transparência na contagem de votos. Sobre os sentimentos de Edney Silvestre em relação ao imbróglio, Luciana declarou: “&lt;em&gt;A raiva do Edney aumentou ao longo do dia e foi transmitida para mim. No dia seguinte, ele me disse: Luciana, estou me sentindo como o Paulo, o filho do dono do armazém que foi prejudicado pelo filho do oligarca da cidade, que ganhou na porrada, na rasteira&lt;/em&gt; [trama de “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, livro de Edney]. Por fim, perguntado se Edney havia sido roubado, Luciana declarou: “&lt;em&gt;roubado, garfado&lt;/em&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sábado passado, dia 20, Luiz Schwarcz, presidente da Companhia das Letras, editora de “Leite Derramado”, publicou um artigo no caderno “Ilustríssima”, da mesma Folha de São Paulo, rebatendo Sergio Machado e Luciana Villas Boas, entre outras coisas escreveu: “&lt;em&gt;Tais atitudes são quase inacreditáveis em se tratando de editores, aqueles cujo trabalho deve se fundar no respeito a autores, livreiros e leitores. Em vez de propor uma discussão sobre novos critérios para os prêmios literários no Brasil dentro das instituições que os promovem, em atitude mundialmente inédita, a Record ataca um escritor e artista publicado por outra casa, desqualificando-se prontamente para debate condigno com a responsabilidade de tornar pública a literatura&lt;/em&gt;”... “&lt;em&gt;As declarações de que o Prêmio Jabuti assemelha-se a um ‘concurso de beleza’, ou tem motivações políticas, desviam a discussão do foco literário e cultural, e reproduzem, na área editorial, o baixo e ofensivo nível do debate político-eleitoral no Brasil&lt;/em&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Edney Silvestre lançou-se de forma promissora na literatura, seu livro foi muito bem aceito, vendido e foi diversas vezes premiado ao longo do ano, mas em minha opinião, se deslumbrou com a respeitabilidade e popularidade recém adquirida e acabou vítima da vaidade. Ao invés de se sentir (justamente) orgulhoso de no seu 1º livro já ter conquistado o prêmio Jabuti de melhor romance e de ter sido indicado como finalista de melhor livro de ficção do ano, simplesmente não aceitou a derrota e os critérios previamente estabelecidos e partiu em conjunto com sua editora para o ataque ao vencedor. A atitude da Record e de Edney neste episódio são repugnáveis, anti-éticas e beira ao ridículo. Contestar critérios de premiação 1 semana após ter perdido o prêmio principal foi absolutamente inoportuno. Desqualificar Chico Buarque, goste-se ou não de seus livros(é um direito de cada um), um artista que tanto contribuiu tanto na vida artística quanto na vida civil do Brasil(concorde-se ou não com suas posições políticas), foi no mínimo altamente deselegante. Definitivamente, Chico Buarque não merecia esse tratamento. Recentemente Edney também usou de um artifício que não considero lá muito correto, utilizou seu próprio programa de literatura na Globo News para entrevistar....ele mesmo(trocando de papel com Luiz Ruffato)! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É absolutamente normal se ganhar em uma categoria e se perder em outra, são júris diferentes que fazem a votação, assim como também ocorre por exemplo num Oscar. Todos sabiam disso. Por que não contestaram o Prêmio Portugal Telecom, que também premiou Chico? Seria também o Portugal Telecom um concurso de beleza? Bem, talvez não queiram ficar mal com tão generoso e importante mecenas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora o mais abominável de todos os atos(até que ponto uma alma ferida pode chegar), patrocinar, mesmo que implicitamente, uma campanha pública exigindo que Chico Buarque devolva o Jabuti supera toda a falta escrúpulo possível e imaginária, usando artifícios como promover petições pela internet. Petição esta que conta com, sei lá, 6, 7, 8 mil assinaturas e entre os seus signatários aparecem Madame Bovary, Barack Obama, os Beatles(John, Ringo, George e Paul), além da Elza, da Denise(seja lá quem forem) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a melhor resposta para esse episódio foi dado ontem pela assessoria de Chico Buarque “&lt;em&gt;Chico está em Paris e obviamente não tem nada a ver com essa polêmica. Ele escreve e compõe, não cria prêmios nem as regras que os orientam&lt;/em&gt;". Não preciso dizer mais nada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-1488721245807926677?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/1488721245807926677/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=1488721245807926677' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/1488721245807926677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/1488721245807926677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/11/o-jabuti-da-discordia.html' title='O Jabuti da Discórdia'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TPB37AdHswI/AAAAAAAAAas/4H_YZ9d6esc/s72-c/Jabuti2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-184139894456871100</id><published>2010-11-20T00:16:00.008-02:00</published><updated>2010-11-20T09:57:26.443-02:00</updated><title type='text'>Eça &amp; Machado</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TOcwmSAiD3I/AAAAAAAAAak/jyGlr8sMhMo/s1600/Machado.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 191px; FLOAT: right; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541451300729917298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TOcwmSAiD3I/AAAAAAAAAak/jyGlr8sMhMo/s320/Machado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TOcwmMt-pAI/AAAAAAAAAac/tFdeyx1wf8U/s1600/E%25C3%25A7a%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; FLOAT: right; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541451299309921282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TOcwmMt-pAI/AAAAAAAAAac/tFdeyx1wf8U/s320/E%25C3%25A7a%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No último dia 16 de novembro em sua coluna semanal no jornal &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;, Arnaldo Jabor teceu algumas comparações interessantes entre aqueles que considero os 2 maiores escritores da língua portuguesa, Eça de Queirós e Machado de Assis. Jabor em seu último parágrafo revela preferir “o português ao nosso grande mulato”. Tal como Jabor, também tenho uma ligeira preferência por Eça, apesar de adorar Machado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre os 3 livros mais importantes da minha vida, 2 pertencem a Eça e Machado, “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Maias&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dom Casmurro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” respectivamente, o 3º livro da minha lista é “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ilusões Perdidas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” do Balzac. Portanto o tema me é bastante caro e me instigou a escrever um pouco sobre o assunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em abril de 1878 Machado escreveu dois artigos para a Revista “&lt;em&gt;O Cruzeiro&lt;/em&gt;” . Com sua peculiar elegância na forma, porém violento no conteúdo, afirmou que “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Crime do Padre Amaro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” seria um plágio de “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;La Faute de L’Abéé Mouret&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, de Zola e “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Primo Basílio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” uma cópia mal feita de “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eugénie Grandet&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, de Balzac, além de tecer considerações de inconsistência, estilo, estética e puerilidade dramática sobre a obra de Eça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escreveu Machado:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Que o sr. Eça de Queirós é discípulo do autor do Assommoir, ninguém há que o não conheça. O próprio &lt;strong&gt;Crime do Padre Amaro&lt;/strong&gt; é imitação do romance de Zola, &lt;strong&gt;La Faute de l'Abbé Mouret&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre o “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Primo Basílio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, entre outras coisas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Certo da vitória, o Sr. Eça de Queirós reincidiu no gênero, e trouxe-nos o &lt;strong&gt;Primo Basílio&lt;/strong&gt;... A que atribuir a maior aceitação deste livro? Ao próprio fato da reincidência, e, outrossim, ao requinte de certos lances, que não destoaram do paladar público"...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Sr. Eça de Queirós não quer ser realista mitigado, mas intenso e completo; e daí vem que o tom carregado das tintas, que nos assusta, para ele é simplesmente o tom próprio. Dado, porém, que a doutrina do Sr. Eça de Queirós fosse verdadeira, ainda assim cumpria não acumular tanto as cores, nem acentuar tanto as linhas; e quem o diz é o próprio chefe da escola, de quem li, há pouco, e não sem pasmo, que o perigo do movimento realista é haver quem suponha que o traço grosso é o traço exato”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O erotismo de certas passagens de Eça assustavam Machado, que reclamava do detalhismo com que o escritor português narrava seus cenários. Embora só viesse a publicar “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” 3 anos depois, Machado já dava sinais de suas escolhas literárias, preferindo o ambíguo no lugar do explícito e o psicológico em substituição ao físico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, acabando por arrasar Eça, mas não sem perder a ternura: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A atual literatura portuguesa é assaz rica de força e talento para podermos afiançar que este resultado será certo, e que a herança de Garrett se transmitirá intata às mãos da geração vindoura.”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eça, não quis polemizar na época, fez-se aparentemente de desinteressado numa polêmica criada numa remota ex-colônia. Silenciou-se durante 2 anos até lançar a 2ª edição de “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Crime do Padre Amaro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, escreveu uma nota respondendo aos críticos, com sua ironia habitual desabafou: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Os críticos inteligentes (epa!) que acusaram &lt;strong&gt;O Crime do Padre Amaro&lt;/strong&gt; de ser apenas uma imitação da &lt;strong&gt;Faute de l'Abée Mouret&lt;/strong&gt; não tinham infelizmente lido o romance maravilhoso do Sr. Zola, que foi talvez a origem de toda a sua glória. A semelhança casual (desconfio desse casual) dos dois títulos induziu-os em erro. Com conhecimento dos dois livros, só uma obtusidade córnea ou má-fé cínica poderia assemelhar esta bela alegoria idílica, a que está misturado o patético drama duma alma mística, ao &lt;strong&gt;Crime do Padre Amaro&lt;/strong&gt; que, como podem ver neste novo trabalho, é apenas, no fundo, uma intriga de clérigos e de beatas tramada e murmurada à sombra duma velha Sé de província portuguesa.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Concordo com Eça, enxergo pousas similitudes entre ambas as obras, tais semelhanças são apenas aparentes e superficiais. Se algo houve de cópia, certamente foi uma inspiração ou uma influência benéfica de Zola. Se inspirar em Zola não é crime, é virtude. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um Atlântico separou esses 2 escritores, contemporâneos de sua época, realistas, materialistas, pessimistas e acima de tudo geniais. Eça ainda em sua carreira diplomática esteve a ponto de vir para o Brasil, acabou preterido por razões políticas. Nunca se encontraram, apenas recentemente nos palcos, em uma peça teatral que narrava o encontro de Maria Eduarda(de “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”) com Capitu(de “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dom Casmurro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”). Na influência de ambos, a separação foi menos que um Atlântico, digamos que apenas um Canal da Mancha, já que Machado era mais afeito aos ingleses, já Eça era nitidamente influenciado pelos franceses. Em “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” é possível perceber bem a influência de Balzac, na maneira como descreve toda a hipocrisia e os jogos de poder da burguesia lusitana, aonde descortina todo um painel da sociedade portuguesa e sua fauna, tal como Balzac fez em quase toda sua obra e principalmente em "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ilusões Perdidas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Machado talvez tenha alcançado um grau de profundidade maior que Eça, era mais sutil e irônico. Eça por sua vez mais direto, ácido, mordaz e sarcástico, não poupa em nenhum aspecto a sociedade portuguesa. Eça ataca com toda a sua força a estupidez humana. Os lugares onde passavam os romances de Machado não eram descritos tão profundamente como nos de Eça. As digressões eram o ponto forte de Machado, optando por refletir sobre todo e qualquer fato, como em “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Memórias Póstumas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, por exemplo, em que interrompe a narração para filosofar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tiveram suas diferenças e divergências, pontos em comuns e contrários. No final da vida o atrito já teria sido atenuado, Machado chegou a lamentar após o falecimento de Eça que a morte suprimiu talentos que ainda teriam muito a criar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para o bem da língua portuguesa, deixaram as 2 mais ricas obras do idioma de Camões. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-184139894456871100?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/184139894456871100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=184139894456871100' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/184139894456871100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/184139894456871100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/11/eca-machado.html' title='Eça &amp; Machado'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TOcwmSAiD3I/AAAAAAAAAak/jyGlr8sMhMo/s72-c/Machado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-9002920259363460681</id><published>2010-11-11T22:44:00.008-02:00</published><updated>2010-11-11T23:43:15.752-02:00</updated><title type='text'>Leite Derramado - A Semana da Consagração</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“A memória é um túnel escuro, infestado de armadilhas. É, ainda, o lugar da solidão mais tenebrosa: em seus escaninhos, o sujeito não conta com ninguém — nem consigo mesmo”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do crítico literário José Castello, sobre "Leite Derramado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TNyOFwDKJUI/AAAAAAAAAZU/F-2d6tBEbvI/s1600/Leite.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538457871207507266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TNyOFwDKJUI/AAAAAAAAAZU/F-2d6tBEbvI/s320/Leite.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há muitas pessoas que não sabem que sou escritor”, declarou Chico Buarque logo após receber o prêmio Portugal Telecom de melhor livro do ano, nesta semana. Semana por sinal bastante proveitosa para Chico, pois pela primeira vez em mais de 50 anos de existência um escritor ganhou 3 prêmios Jabuti de melhor livro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Realmente é muito difícil para muitas pessoas enxergarem um escritor em Chico Buarque. Culpa dele mesmo, afinal como dessasociar sua imagem da música, pois trata-se simplesmente do compositor com a mais vasta e rica obra da história da Música Popular Brasileira, pelo menos assim penso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há aproximadamente 20 anos Chico lançou seu primeiro romance, “Estorvo”. Recordo que meses antes, quando circulavam rumores que estava escrevendo um livro, via pequenas notas no jornal, meio de gozação, meio humorísticas sobre o assunto. Havia uma desconfiança no ar, estava tudo pronto para ridicularizarem o que seria sua “breve” e “pretensiosa” passagem pelo mundo literário. “Estorvo” foi lançado no mercado e para surpresa de todos foi muito bem recebido. Depois vieram “Benjamim”, “Budapeste” e seu último livro “Leite Derramado”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito do Chico escritor, curti muito 3 de seus 4 livros. Não gosto de “Benjamin”, que tentei ler 3 vezes mas nunca consegui terminar. Só recentemente tomei conhecimento do desfecho do livro, mas foi através da adaptação cinematográfica desse livro, aliás, um filme bem ruinzinho. Mas penso que “Budapeste” e “Leite Derramado” estão entre o que foi de melhor publicado no país nesse início de século, juntamente com os últimos livros de Bernardo Carvalho e Milton Hatoum. Confesso que não li “Filho Eterno” do Cristóvão Tezza, também muito elogiado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Leite Derramado”, consagrado definitivamente na semana finda, narra em primeira pessoa de maneira imprecisa, nebulosa e eliptíca a história de vida de um homem muito velho, agonizando no leito de um hospital, aonde vai desfiando para sua interlocutora, que pode ser uma enfermeira, pode ser sua filha ou a quem quiser sua história, toda sua linhagem passando por seus ancestrais do tempo do Império, um senador da Primeira República, passando por todo um processo de decadência familiar e chegando a seu tataraneto, um garotão do Rio de Janeiro atual. Sua "ordem cronológica" é desordenada, sem lógica, sua história repleta de contradições e lapsos, tal como é nossa memória. Chico capta neste livro quase um século da sociedade carioca, revelando-se um grande memorialista, na melhor escola de um Pedro Nava. Percebe-se neste uma ligeira mudança de estilo, aonde o universo onírico dos trabalhos anteriores é deixado um pouco de lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A crítica não foi unânime, houve quem destruísse o livro com violência, ou mesmo tentasse ridicularizar Chico, como Diogo Mainardi tenta fazer desde “Estorvo”. Mas penso que a cada livro seu lado escritor mostra que veio para também ficar entre os grandes. Penso que “Budapeste” é ligeiramente superior, aonde atinge sua maturidade artística. Para mim Chico é além do genial músico, definitivamente um brilhante escritor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-9002920259363460681?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/9002920259363460681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=9002920259363460681' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/9002920259363460681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/9002920259363460681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/11/leite-derramado-semana-da-consagracao.html' title='Leite Derramado - A Semana da Consagração'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TNyOFwDKJUI/AAAAAAAAAZU/F-2d6tBEbvI/s72-c/Leite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-1359792392378931422</id><published>2010-11-07T01:05:00.004-02:00</published><updated>2010-11-07T01:15:36.984-02:00</updated><title type='text'>Cesare Battisti - Capítulos Finais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De acordo com fontes vindas de dentro do Palácio do Planalto, o Presidente Lula deverá decidir pela manutenção de Cesare Battisti no Brasil. Em novembro de 2009 o STF autorizou à extradição de Battisti à Itália, mas foi aberta uma brecha jurídica na decisão ao acrescentar que a palavra final caberia ao Presidente da República. Lula afirmou que seguirá o parecer a AGU(Advocacia Geral da União), cujo parecer já se encontra em fase final de redação. Segundo essas mesmas fontes, tal parecer daria todos os argumentos jurídicos de que Lula precisaria para referendar tal decisão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do meu ponto de vista, essa decisão contém um pequeno acerto e um enorme erro. O acerto é o de evitar um constrangimento para o governo que vai assumir, arcando desta forma o atual presidente com todo o ônus da decisão no fim do seu mandato, mais especificamente, uma possível crise diplomática com o governo da Itália. Analisando por esse prisma a decisão de Lula é sábia e tem o timing perfeito.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas sou de opinião contrária a sua manutenção no Brasil, sou favorável a extradição para a Itália. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cesare Battisti, integrante da organização Proletários Armados pelo Comunismo(PAC) foi acusado do assassinato de Antonio Santoro, Lino Sabbadin, Andrea Campagna e Pierluigi Torregiani na década de 70: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- 6 de junho de 1978:&lt;/strong&gt; Em frente da cadeia de Udine, o coronel Antonio Santoro, comandante da polícia penitenciária foi vítima de uma emboscada. Foi morto a tiros sob a acusação de ser um torturador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- 16 de fevereiro de 1979&lt;/strong&gt;: Próximo da região de Veneza, 16:50, entram no açougue de Lino Sabbadin dois indivíduos com barba e bigode postiços. Pouco antes, Sabbadin havia reagido a um assalto, matando o assaltante. Foi condenado à morte pelo PAC por ser fascista e assassino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- 16 de fevereiro de 1979:&lt;/strong&gt; No mesmo dia do crime acima, às 15:00, Pieluigi Torregiani foi vítima de uma emboscada enquanto caminhava a pé em direção a sua joalheria, juntamente com seus 2 filhos. Condenado pelo PAC Por ter reagido em 22 de janeiro de 79 ao assalto de 2 terroristas, matando um deles. Quando foi emboscado, Torregiani tentou novamente se defender e por acidente atingiu o próprio filho Alberto, que se tornou paraplégico pelo resto da vida. Nesse mesmo dia, segundo a justiça italiana, Battisti encontrava-se próximo a Veneza, participando da execução de Sabbadin. Mas as 2 ações terroristas foram decididas em conjunto. Battisti foi qualificado como co-organizador desta ação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19 de abril de 1979:&lt;/strong&gt; O agente de Polícia de Estado Andrea Campagna , depois de ter visitado a namorada, preparava-se em companhia do futuro sogro para pegar seu carro na via Modova, em Milão. Foi interceptado por um desconhecido, que apareceu de repente por trás de um carro estacionado ao lado. Desferiu-lhe cinco tiros de pistola. Battisti foi acusado de ter sido o próprio executor. O policial foi condenado à morte por ser julgado como torturador pelo PAC. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Battisti foi condenado à revelia pelos 4 crimes acima com a pena de prisão perpétua, crimes pelos quais alega inocência. A condenação ocorreu após sua fuga para a França em 1981, que em pleno governo Mitterrand acolheu os italianos sob a condição que abandonassem a luta armada. Em 2004 deixou a França após a revogação de sua condição de refugiado e fugiu para o Brasil, com identidade falsa, aonde viveu clandestinamente em Copacabana até ser descoberto e preso em 2007. Desde então o caso Battisti vem sendo alvo de uma batalha diplomática, ideológica e jurídica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O então Ministro de Justiça Tarso Genro concedeu a Battisti o status de refugiado e sempre se colocou como um dos grandes defensores de sua causa. Baseou sua decisão em dois argumentos principais: seus crimes teriam sido de natureza política e os tribunais italianos não teriam legitimidade para agir de forma independente do Executivo. Em sua declaração mais recente, o governo Berlusconi seria um exemplo de “fascismo galopante”. Já o Ministro Luís Dulci comparou a negativa do Brasil em extraditar Battisti com a negativa da Itália em extraditar Salvatore Cacciola. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não caracterizo tais crimes como políticos. Crimes políticos foram os que mataram o Imperador Júlio César em 44 A.C. e Aldo Moro em 1978. Considerar crime político a morte de um agente penitenciário, um joalheiro, um policial e um açougueiro é rebaixar a qualificação do que seria um crime político. A Itália não vivia numa ditadura, havia um governo democraticamente eleito, portanto se alguém discorda de um governo sob que aspecto for e não quer se submeter a ele, isso não lhe dá o direito de fazer execuções friamente sob a capa de “crime político”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com que direito o Ministro da Justiça de um país vem a público e afirma que o tribunal de outra nação não tem legitimidade para agir? Teria sido vítima de um erro judicial? Que competência tem o governo brasileiro para anular uma decisão das cortes italianas? A Itália é uma república democrática, onde impera a liberdade de opinião e onde é assegurado o amplo direito de defesa.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria o governo Berlusconi um exemplo de “fascismo galopante”? Sim, Concordo. Mas eu posso dizer isso, não um Ministro de Estado em relação a um país com qual possuímos fortes ligações diplomáticas, históricas e comerciais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comparar o caso à negativa de extradição de Salvatore Cacciola, que só foi preso porque resolveu dar uma voltinha por Mônaco, é no mínimo uma piada. Cacciola tem nacionalidade italiana e soube usar isso em seu proveito, já que as leis italianas impedem a extradição de seus cidadãos, assim como a Constituição brasileira faz o mesmo em relação aos cidadãos brasileiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Última questão: Já que Battisti se considera um perseguido político, por que nunca pediu asilo durante seus 2 anos de clandestinidade no Brasil preferindo entrar no país com documentos falsificados e permanecer oculto? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a decisão final já está tomada. Battisti conta com uma vasta rede de solidariedade e com apoio de uma série de intelectuais franceses como Bernard-Henri Levy, Valéria Bruni Tedeschi, Daniel Pennac e Fred Vargas. O governo e a sociedade italiana não receberão passivamente tal decisão. Ela certamente acarretará alguma fricção e se não for bem conduzida pelo Itamaraty, uma crise diplomática. Mas a Itália será no fim obrigada a aceitar a soberania do Brasil na decisão, mesmo que a decisão seja equivocada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-1359792392378931422?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/1359792392378931422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=1359792392378931422' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/1359792392378931422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/1359792392378931422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/11/de-acordo-com-fontes-vindas-de-dentro.html' title='Cesare Battisti - Capítulos Finais'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-7410138998134114784</id><published>2010-10-31T00:23:00.007-02:00</published><updated>2010-10-31T00:51:19.821-02:00</updated><title type='text'>Kirchner, a Argentina e o Futuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMzWRl9bHpI/AAAAAAAAAZM/JMxtpU36W3s/s1600/Murio-ex-presidente-Nestor-Kirchner_CLAIMA20101027_0119_6.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; DISPLAY: block; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534033639867358866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMzWRl9bHpI/AAAAAAAAAZM/JMxtpU36W3s/s320/Murio-ex-presidente-Nestor-Kirchner_CLAIMA20101027_0119_6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kirchner foi um grande líder político e como tal despertou amores e ódios extremados. Kirchner morreu. Nesse momento é preciso analisá-lo com equilíbrio, sem visões passionais. Sua morte lança alguns questionamentos no ar sobre o futuro da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;strong&gt;A ausência de Kirchner deixa a sensação política de que falta o presidente e é como se se apresentasse a questão de como vai agir o vice-presidente&lt;/strong&gt;”, escreveu o cientista político Rosendo Fraga no La Nación. Penso que Fraga foi ao âmago da questão. A figura de Kirchner era algo tão forte, tão pulsante no atual cenário político e no governo que a sensação é de que o Presidente da República se foi, quando na verdade ocupava apenas o cargo de deputado. Kirchner mesmo fora da presidência lembrava Luis XIV, “L’État c’est moi”(O Estado sou eu). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Kirchner entregou a sua esposa uma Argentina razoavelmente estabilizada e recuperada, mas seu estilo controverso e personalista despertou sentimentos antagônicos. Buscou sempre o confronto, raramente a conciliação, guardava rancores e transformava os críticos em inimigos a serem aniquilados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em seu governo baixou a taxa de desemprego de 21 para 10%. O país cresceu num ritmo de 8% ao ano. Tirou o país da moratória devido a um acordo com a maioria dos credores, contrariando todos os analistas econômicos, que o classificavam como não mais que um calote que levaria a desmoralização definitiva no campo internacional. No campo dos direitos humanos anulou as leis de anistia, permitindo desta forma a reabertura de processos por violações dos direitos humanos da ditadura militar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cooptou grupos importantes, como as Centrais Sindicais, a Juventude Peronista e as Mães da Praça de Maio, que se tornaram grandes pilares de sustentação para sua política de confronto contra os inimigos que iam se acumulando dia após dia, como os produtores rurais, a indústria, a Igreja, o Congresso, a Suprema Corte e a mais árdua das guerras, contra a imprensa, mais especificamente contra o jornal La Nación e o maior dos inimigos, o grupo Clarín. Recordo-me que quando estive em Buenos Aires em maio de 2008, vi por toda parte cartazes em postes, paredes, pontos de ônibus e painéis publicitários recheados de dizeres “Clarín quer inflação”, “Clarín pressiona”, “Clarín mente”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também foram merecedores de seu ódio eterno os aliados de véspera, como seu “criador”, Eduardo Duhalde, seu ex-ministro da fazenda Roberto Lavagna(pilar fundamental no processo de recuperação econômica do país), Julio Cobos(o vice-presidente de Cristina que ousou votar contra o governo na pelea contra os produtores rurais) e mais recentemente Martín Redrado, presidente do Banco Central. Outro ponto bastante polêmico à seu respeito é quanto a manipulação dos índices oficiais, o IDEC registra inflação anual de 10%, analistas afirmam que está em 20, podendo chegar a 30%, até os números do censo estão sob suspeita. Sem falar nas inúmeras acusações de enriquecimento ilícito e aumento extraordinário de patrimônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o futuro? O grande desafio de Cristina e do kirchnerismo é viver sem Néstor. Como preencher o enorme vácuo? Kirchner era o articulista que escolhia os confrontos, Cristina seu soldado. Seu grupo político vai continuar na mesma linha ou fará uma revisão de rota? Pelo que se viu no velório, o caminho deverá permanecer inalterado, quando deixaram claro que os velhos adversários não seriam bem vindos na cerimônia de despedida, dando o tom do que virá à frente, ou seja, não há espaço para a reconciliação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Argentina terá novas eleições no próximo ano e a morte de Kirchner embaralha momentaneamente todo o jogo político. Novamente Néstor se fará presente nessa eleição, pouco importa se está morto. Se no momento de sua morte o governo de Cristina estava com os mais baixos índices de aprovação, se o Kirchnerismo havia sido derrotado nas últimas eleições legislativas, isso não passa de mero detalhe. Tentarão fazer dele um salvador da pátria, talvez um mártir “assassinado” pelo Clarín. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a morte tudo absolve. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-7410138998134114784?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/7410138998134114784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=7410138998134114784' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7410138998134114784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7410138998134114784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/10/kirchner-argentina-e-o-futuro.html' title='Kirchner, a Argentina e o Futuro'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMzWRl9bHpI/AAAAAAAAAZM/JMxtpU36W3s/s72-c/Murio-ex-presidente-Nestor-Kirchner_CLAIMA20101027_0119_6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-909516333497217572</id><published>2010-10-24T00:56:00.010-02:00</published><updated>2010-10-24T01:33:46.875-02:00</updated><title type='text'>Um Dia a Casa Cai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Poucas coisas na vida eu odeio mais do que está metido numa obra. Bem, nesse momento estou no meio de uma reforma no apartamento para onde irei me mudar em breve, pelo menos assim espero. Isso se o universo conspirar(como diria Paulo Coelho), se o dinheiro não acabar antes, se os operários cooperarem ou se eu não me jogar de uma janela até o fim da empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMOhdHEkTTI/AAAAAAAAAYk/9y28L0u1CK0/s1600/reforma.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531442288827583794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMOhdHEkTTI/AAAAAAAAAYk/9y28L0u1CK0/s320/reforma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decidimos que iríamos dessa vez contratar um arquiteto, algo que me deixou bastante feliz, tendo em vista que não teria que acompanhar o andamento da obra. Foi então marcado um encontro, lá estavam eu, o arquiteto, o homem do sinteko(que chamarei doravante nesse texto de sintekeiro), o marceneiro, o pintor, o eletricista e o gesseiro, enfim, era muito especialista na minha frente que me deixava até tonto. Rodavam o apartamento inteiro olhando cada pedaço do imóvel, analisando a estrutura, cutucando a parede e as portas e fazendo medições com suas trenas gigantescas. A todo o momento balançavam a cabeça negativamente e faziam: hummmmm. Cada gemido deles me dava calafrios. Pareciam peritos da Polícia fazendo análise do local do crime. As frases que mais ouvia eram “- isso não vai dar para fazer”, “- isso vai ser complicado”. Olhavam para mim em busca de uma solução. Conversavam com o arquiteto que traduzia para mim os questionamentos, aguardando uma resposta minha. Na verdade eu não tinha respostas, limitei-me a expressões bovinas, tipo: “Hã?” “Como assim?” O sintekeiro com ar preocupado, dispara: “- Vamos ter que fazer uma soleira debaixo dessa porta”. E eu que nem sabia o que era uma soleira. Meus especialistas continuavam sua perícia enquanto sentia-me como um inocente numa sessão de torturas obrigado a confessar um crime que não cometeu, desconhecendo quem o fez e não tendo a menor idéia de qual crime está sendo acusado. O orçamento final chegou 2 dias depois e com muitos números que me deixaram próximo de um AVC. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tinha jeito, teria que fazer a obra por conta própria, sair catando as diferentes especialidades e principalmente...teria eu mesmo que tomar conta da obra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levei alguns dias para arranjar um sintekeiro, isso após perguntar a meio Rio de Janeiro. Primeiro me indicaram o Sr Manoel. Liguei para sua casa tentando fazer nosso primeiro contato:&lt;br /&gt;- O Sr Manoel está? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma senhora com uma voz baixinha respondeu: - Deus chamou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hã? Como?&lt;br /&gt;-A senhora repetiu com a voz embargada: - Deus chamou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que ela quer me dizer que ele morreu, pensei. É realmente o senhor Manoel tinha batido as botas e lá tive eu que ficar ao telefone consolando a pobre viúva que nessa altura chorava compulsivamente no telefone. Comecei bem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente consegui arranjar um sintekeiro que ainda estava neste mundo, o Sr. Delecir. Olhou tudo, deu um orçamento interessante, mas sentenciou o mesmo que o outro: - Você vai ter que fazer uma soleira nessa porta. Pronto, lá vem a tal soleira novamente. Antes que o Sr Delecir pudesse trabalhar, tive que chamar um marceneiro para fazer a tal soleira. Mas como precisava contratar mesmo um marceneiro para trocar portas, rodapés, fazer estante e armário embutido, isso acabou não sendo grande problema. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veio então o Seu Carlos, ao qual aprovei seu orçamento para esse pacote de serviços listados no parágrafo anterior. Precisava de mais urgente o raio da soleira para o sintekeiro começar a trabalhar. Não podia haver atrasos, porque já havia todo um cronograma estabelecido com o sintekeiro. Dois dias depois veio o Seu Carlos já com as portas novas, trocou os rodapés e começou a fazer a soleira. Maravilha, no dia seguinte o seu Delecir já poderia começar o sinteko. Mas aí seu Carlos me deu a noticia que precisaria de mais um dia para terminar a soleira.&lt;br /&gt;- Mas seu Carlos, tem que acabar hoje, seu Delecir começa amanhã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Não tem problema, ele pode começar a trabalhar enquanto eu termino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Então tá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte lá estavam os dois, seu Carlos e seu Delecir, cada um com um ajudante trabalhando lado a lado. Fui tranqüilo para o trabalho. Estive no apartamento na hora do almoço e lá continuavam meus profissionais trabalhando fraternalmente. Voltei pro trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava em minha mesa com um cliente importantíssimo, no qual estava tentando conseguir uma captação de R$ 500 mil, quando meu celular dispara. Pedi desculpas e interrompi rapidamente o atendimento para verificar o chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seu Renato, é Delecir. O marceneiro saiu daqui há 1 hora e levou uma ferramenta minha na qual não tenho como prosseguir o trabalho hoje. Se ele não me trouxer a peça o trabalho vai atrasar.&lt;br /&gt;- Pelo amor de Deus seu Delecir, não pode atrasar porque o pintor já está agendado para começar na 2ª feira. Vou ligar para o seu Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrio amarelo para o cliente, peço desculpas e ligo para o seu Carlos. Explico a situação para o seu Carlos, que ao escutar o problema encosta o caminhão já na via Dutra e responde quase chorando do outro lado.&lt;br /&gt;- Não, por favor, já estou quase em Japeri, não posso voltar. Ele verifica na sua bolsa e nada encontra do sintekeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso são dezenas de ligações triangulares entre eu, o sintekeiro e o marceneiro discutindo aonde está a tal peça, o meu celular não parava de tocar um minuto sequer com ambos se acusando mutuamente e eu doido para afogar os dois num tonel repleto de ácido sulfúrico de tanto ódio que eu estava, para depois de quase 1 hora descobrirem que a peça estava o tempo todo no apartamento, escondida debaixo de uma estante. Bem, obviamente minha captação foi pro espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada essa fase, chegou a hora de entrar em cena o gesseiro, o pintor e o eletricista. Resolvi fundir as três funções numa pessoa só, o seu Wilson, uma espécie de faz tudo que já realizou inúmeros trabalhos na casa de minha mãe e que conheço bem. Seu Wilson tem uma série de qualidades: educado, polivalente, honesto, perfeccionista e acima de tudo tem um preço para lá de razoável. Mas com tanta virtude numa pessoa só, seu Wilson já deveria estar rico, né? Pois é, estaria se não tivesse também alguns defeitos: chega tarde( para lá de meio-dia), falta sem dar satisfação e é lennnnto. Mas contratei sabendo de todos os seus adjetivos, os positivos e negativos, achei que a equação custo X benefício valeria a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me deixa tonto com seu Wilson são as solicitações, por exemplo:&lt;br /&gt;- Preciso que você me compre um parafuso longitudinal&lt;br /&gt;-Mas seu Wilson, tem algum tipo de especificação, algum modelo, marca?&lt;br /&gt;- Não tem erro, é só pedir a de 3 milímetros.&lt;br /&gt;Entro na loja cheio de segurança:&lt;br /&gt;- O senhor tem parafuso longitudinal de 3 milímetros?&lt;br /&gt;- Mas você quer o horizontal, o vertical ou o inclinado?&lt;br /&gt;E lá vou eu ficar com cara de paspalho. Saco o celular para ligar para o seu Wilson, mas para variar seu celular está fora de área.&lt;br /&gt;- Me dá os três tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte me pede, sei lá, uma rebinboca da parafuseta. Seu Wilson me garante que não tem erro. Mas lá vem novamente o vendedor:&lt;br /&gt;- Você quer a quadrada, a redonda ou a chapada?&lt;br /&gt;- Hummmm.... Me dá as 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual tinta branca você quer, a gelo ou neve?&lt;br /&gt;- Socooooorro!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, estou com seu Wilson, que vai realizando a pintura de minha casa como se estivesse pintando uma Igreja, ou seja, não acaba nunca. Faltou 2ª feira, resolvi não me stressar, dia do comércio, né? Faltou semana passada também, disse que torceu o pé, mas me lembrei que na casa da minha mãe ele sempre ficava doente justamente em dia de jogo do Brasil, puxa, que coincidência, não era justamente dia de jogo do Brasil aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sábado, passei o dia na Leroy-Merlim, Tok Sok e Casa &amp;amp; Construção. Uma felicidade só! Comprando basicamente fechaduras e diversos tipos de luminárias. Você entra na Leroy-Merlim e tal como a Disney existe um mapa para você se localizar lá dentro. Depois fica uma espécie de animador(que eles chamam de promotor) anunciando pelo microfone a venda de um insiquereitor!!!! Não, ele jurava que não era nenhum produto das Organizações Tabajara, se tratava simplesmente de um triturador de produtos alimentares, óbvio que fiz questão de conhecer o insiquereitor e até fotografei. A vantagem do “animador” da Leroy-Merlim era que não feria nossos ouvidos com erros de concordância, como fazia a da Tok Stok que nos chamava de “caros cliente” e “poderíamos pagar em 10 vezes sem juro”. A ida nessas lojas de departamento desperta em mim uma curiosidade sobre um enigma das mulheres: por que diabos, se temos apenas que comprar fechaduras e luminárias, temos que andar tooooda a gigantesca loja? Por que não vamos logo para as fechaduras e luminárias? E lá íamos nós de seção em seção olhando escritórios, sofás, armários, utensílios, tapetes, jardinagem, etc. Nada que iríamos comprar. Enfim, às 10 da noite ainda me encontrava na Casa &amp;amp; Construção da Barra da Tijuca.&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531445791613694706" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMOko_92svI/AAAAAAAAAY8/rEYh8gHxiSU/s320/Leroy.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Perdido pelos corredores da Leroy-Merlim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531443821057528850" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMOi2TEp1BI/AAAAAAAAAYs/is_ULh4nDZw/s320/Insiquereitor.jpg" /&gt; O famoso Insiquereitor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim vou tocando minha obra. Mas ainda tenho algumas etapas pela frente: Falta chegar a estante e o armário embutido, o papel de parede, a rede de proteção nas varandas e a fase que mais me deixa arrepiado só de pensar: a mudança. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja melhor colocar logo as redes na varanda. Não, não é para minha filha, é para mim mesmo não me atirar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-909516333497217572?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/909516333497217572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=909516333497217572' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/909516333497217572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/909516333497217572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/10/um-dia-casa-cai.html' title='Um Dia a Casa Cai'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TMOhdHEkTTI/AAAAAAAAAYk/9y28L0u1CK0/s72-c/reforma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-474425745147491254</id><published>2010-10-16T00:39:00.003-03:00</published><updated>2010-10-16T18:01:01.027-03:00</updated><title type='text'>A Guerra dos Croquetes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem chega a Petrópolis, logo na entrada da cidade próximo ao Quitandinha, se depara com 2 casas, uma ao lado da outra e cercadas por inúmeros ônibus de turismo. Ali se localizam a Casa do Alemão e a Pavelka. Melhor cartão de visitas da cidade não podia ter. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre se instaurou a cizânia: Qual é melhor? Aonde se encontra o melhor croquete? E o pão com lingüiça? Cada um tem uma opinião, sempre amei ambas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho que confessar que a Casa do Alemão tem um lugar especial nas minhas memórias desde a infância. Sempre passei férias escolares em Petrópolis e em determinadas fases de minha vida subia a serra quase todo fim de semana, poucas vezes não fiz um pit stop na Casa do Alemão, ou simplesmente no Alemão, como nos referíamos. Sempre guardei a lembrança dos sabores do brioche de presunto, das porções de croquetes, regados por uma garrafa de Mineirinho, tomado no canudo ou mesmo no gargalo. Na volta, era obrigatório fazer o mesmo na loja localizada na Baixada, para repetir a dose, levar para casa algum biscoito amanteigado e o patê. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uns três anos a Pavelka abriu uma pequena filial no Leblon, na rua João Lira quase na esquina da Ataulfo de Paiva. Freqüento bastante, acabo levando para casa mais coisas do que o planejado. Além dos croquetes e do pão com lingüiça, ainda trago os biscoitos amanteigados. Sempre fui muito bem atendido ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Umas 3 semanas atrás recebi a informação que a Casa do Alemão iria também abrir uma filial no Leblon. Fiquei elucubrando aonde seria. Pensei de início que seria no lugar do Conversa Fiada, quando na semana passada ao sair do trabalho dei de cara com a nova Casa do Alemão na Ataulfo de Paiva, próximo da esquina da João Lira, praticamente do lado da Pavelka. Definitivamente, a guerra dos croquetes desceu a serra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje resolvi entrar no novo Alemão na hora do almoço. Olhando a estrutura da loja, pelo seu tamanho e o investimento me parecia que estavam prontos para, parodiando o Presidente Lula, extirpar a Pavelka da vida brasileira. Sentei-me numa mesa no fundo da loja e fiquei esperando ser atendido, como não aparecia ninguém para me dar atenção, fiquei observando as pessoas, que naquele horário não eram muitas. Três velhinhos da mesa em frente se levantaram irritados quando foram informados que não havia croquetes e nem sanduíches. A atendente explicou que era um problema de sistema. O velhinho se levantou esbravejando: “É melhor então fechar as portas”. Fiquei impressionadíssimo com a modernidade dos nossos tempos, afinal, falta de sistema impede hoje em dia até a confecção de meros croquetes. Ao lado, uma moça com o filho pequeno também se levantava pelo mesmo motivo e informava a atendente: “ Então nós vamos comer croquetes ali na Pavelka”. Quando finalmente me deram a honra de me atender, já sabedor dos problemas, pedi uma salada de batatas com lombinho defumado, obviamente acompanhado de um Mineirinho. Enquanto esperava meu prato, mais um grupo de 4 mulheres se levantavam decepcionadas. “- É um problema na fritadeira”, responderam-lhes. Ué, mas não era no sistema o problema? Peguei um(a) funcionário(a) e perguntei: vem cá, pode confessar, qual é o problema? “- Então vou te contar, a prefeitura embargou parte das obras da nossa cozinha e estamos trabalhando precariamente, pode reparar que nem estamos podendo ligar o ar-condicionado”. Tenho que admitir que a salada de batatas e o lombinho defumado estavam m-a-r-a-v-i-lh-o-s-o-s!!! Mas descobri que tomar Mineirinho vindo em garrafa pet perde todo o seu encanto, talvez o seu segredo devesse ser aquela bactéria que ficava impregnada no seu casco tantas vezes mal lavado. Enquanto estava pagando, ouvi uma senhora no balcão querendo comprar alguns frios para viagem, mas não seria possível, pois lhe foi explicado que estavam sem embalagem para viagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Penso que para abrir a loja dessa maneira era melhor não abrir. Para quem não tem uma afeição pela Casa do Alemão, como eu tenho, acaba sendo uma decepção, ainda mais para um público tão exigente, gastronomicamente falando, como costuma ser o do Leblon. Quanto a mim, ainda darei outras oportunidades ao estabelecimento, sonhando com seus croquetes e brioches.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À noite, antes de ir para casa, dei uma passagem pela Pavelka aonde todas as mesas estavam cheias e pude matar meu desejo por croquetes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-474425745147491254?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/474425745147491254/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=474425745147491254' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/474425745147491254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/474425745147491254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/10/guerra-dos-croquetes.html' title='A Guerra dos Croquetes'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-8901696618981389122</id><published>2010-10-12T01:26:00.002-03:00</published><updated>2010-10-12T01:39:08.929-03:00</updated><title type='text'>Vargas Llosa e o Nobel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes o Prêmio Nobel de Literatura é mais mencionado pelos nomes que não foram distinguidos, tais como Marcel Proust, Émile Zola, James Joyce, Franz Kafka, Paul Valéry, Jorge Luis Borges, Julio Cortazar, Juan Carlos Onetti, Jorge Amado e mais uma lista infinita. Mas sejamos justos, estava mais do que na hora de Mario Vargas Llosa ser escolhido. Se não ganhou antes, muito se deve a patrulhas ideológicas, afinal, o Nobel é antes de tudo, um prêmio político.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala de literatura latino-americana contemporânea, o primeiro nome que geralmente vem à mente das pessoas é o de Gabriel García Marques. Eu sempre preferi Llosa. Porém García Marques tem um posicionamento mais à afeição das correntes intelectuais, Llosa é classificado nesses círculos como “reacionário”, como já ouvi diversas vezes. Discordo frontalmente. O próprio Llosa insinuou algo assim ao receber a notícia da premiação. “&lt;em&gt;Sou um escritor conflitivo, tomo posições incômodas, digo sempre o que me parecem as coisas, me equivoque ou não&lt;/em&gt;”. Acabou se tornando uma espécie de ícone do liberalismo no meio literário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Considero Vargas Llosa simplesmente como um defensor da liberdade e da democracia, que tem horror de governos Demagógicos e autoritários, ditos de esquerda, que governam atualmente países como a Venezuela e o Equador, para não citar Cuba, tão apoiado por García Marques .&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu maior deslize sem dúvida foi a aventura política, quando concorreu a presidência do Peru contra Alberto Fujimori. Parecia um personagem de si mesmo nos palanques, aonde esbanjava demagogia, punhos cerrados, olhos saltados e gritos estridentes. Felizmente, teve suficiente auto-crítica para mais tarde reconhecer o papelão que ali representou. Para o seu bem, para o bem da literatura não se elegeu, pior para o Peru que demorou muito tempo para se livrar de Fujimori. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre seus livros tenho uma preferência por “&lt;em&gt;A Festa do Bode&lt;/em&gt;”, livro que não costuma ser dos mais citados quando se fala de sua obra, mas foi um livro aonde eu percebi um escritor com um raro domínio da narrativa, um dos livros mais incríveis que já li e ao mesmo tempo mais assustadores. Conta em 3 tempos distintos a história de Rafael Leonidas Trujillo, ditador da República Dominicana. Enquanto Llosa nos vai narrando a forma como essa figura ambígua e sinistra tiraniza seu povo, acompanhamos paralelamente a preparação de um atentado que planeja por fim a sua vida, e igualmente testemunhamos o retorno de Urania a seu país natal para visitar o pai, aonde aproveita para acertar contas com o passado e exorcizar seus fantasmas. O livro possui um ritmo e uma precisão que deixa o leitor sôfrego para saber o que vai acontecer na página seguinte, do tipo de livro que me era impossível fazer uma pausa. Preciso relê-lo, creio que é um bom momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outros livros seus que recomendo: “&lt;em&gt;A Guerra do Fim do Mundo&lt;/em&gt;”, “Conversa na Catedral”, “A Casa Verde” e “&lt;em&gt;Pantaleão e as Visitadoras&lt;/em&gt;”. Quanto a “&lt;em&gt;Pantaleão&lt;/em&gt;”, sugiro também pegar o filme na locadora, porque além de ser excelente, é garantia de boas risadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para me conciliar de vez com o Prêmio Nobel, basta nos próximos anos premiarem o albanês Ismail Kadaré e o português António Lobo Antunes, que juntos com Vargas Llosa, são na minha opinião, os maiores escritores da atualidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-8901696618981389122?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/8901696618981389122/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=8901696618981389122' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8901696618981389122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8901696618981389122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/10/vargas-llosa-e-o-nobel.html' title='Vargas Llosa e o Nobel'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-4299071933055782362</id><published>2010-10-10T22:15:00.004-03:00</published><updated>2010-10-10T22:36:47.037-03:00</updated><title type='text'>Sou Ateu Mas Sou Legal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É prática comum nas sociedades ditas civilizadas o respeito e a tolerância religiosa. Quando se pergunta a alguém sobre sua religião ou doutrina, a resposta pode obviamente variar entre católica, judaica, espírita, budista, muçulmana, evangélica, etc. Perfeito, se instala aí uma relação quase que ecumênica entre as partes, nada mais justo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar certo constrangimento quando tal questionamento é direcionado a mim. –“ &lt;em&gt;Sou ateu!&lt;/em&gt;” Respondo. Percebo então um silêncio no ar, uma respirada profunda e então começa o bombardeio: “&lt;em&gt;Como assim, você não acredita em Deus&lt;/em&gt;”; “&lt;em&gt;Você fala isso da boca pra fora, lá no&lt;/em&gt; &lt;em&gt;fundo você acredita em algo&lt;/em&gt;”; “&lt;em&gt;E a criação do universo?&lt;/em&gt;”; “&lt;em&gt;O milagre da vida?”;&lt;/em&gt; “&lt;em&gt;Mas você não acredita em vida após a morte?&lt;/em&gt;” . Muitas vezes tais perguntas e afirmações vêm seguidas de recriminações, tipo: “&lt;em&gt;Não esperava isso de você, tinha outra impressão à seu respeito&lt;/em&gt;”, ou tentativas de colocar em dúvida minha afirmação: “Impossí&lt;em&gt;vel você não acreditar em Deus&lt;/em&gt;”, além de ameaças veladas: “&lt;em&gt;não hora que você estiver no sufoco você vai pedir ajuda para ele, você vai ver só&lt;/em&gt;”. já ouvi até coisas como: “Q&lt;em&gt;ue decepção!”, &lt;/em&gt;como se de uma hora para outra todo um julgamento de valor sobre mim tenha que passar por uma criteriosa revisão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando recebo a pergunta fatídica(“&lt;em&gt;qual a sua religião?”),&lt;/em&gt;penso com meus botões: pronto, acabou meu sossego. Se estou com um espírito um pouco mais cínico e provocador, respondo ao questionamento sobre se creio ou não na existência de Deus, dizendo: “&lt;em&gt;Não tenho opinião formada sobre o assunto, não é um tema que me preocupe&lt;/em&gt;”, tal resposta dada com displicência acaba geralmente deixando desconcertado meu interlocutor pela minha falta de interesse por tema tão fundamental para a existência humana. Mas se estou naqueles dias em quero apenas é ficar em paz, sem polêmicas, opto por “&lt;em&gt;fui criado dentro das tradições católicas&lt;/em&gt;” e tento mudar de assunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se “revelar” ateu normalmente acaba gerando um debate, quase sempre seguido de uma tentativa de conversão, aonde percebo que meu interlocutor tem esperanças de ainda “me salvar” e me colocar no “rumo certo”. Enfim, passo a me sentir num pelotão de fuzilamento e acima de tudo, desrespeitado pela minha crença, aliás, pela minha falta de crença. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A sensação que sinto nas pessoas em relação a um Ateu é de desconfiança, afinal, como alguém que não crê no inferno, na ira divina, no julgamento final, em carma, pode ser confiável ou ter escrúpulos morais? Bem, acredito que não se precisa temer tipo de punição após a morte ou acreditar em Deus para se ter princípios éticos e morais. Não acredito em hipótese nenhuma que é a religiosidade ou sua ausência que vai moldar o caráter de um indivíduo. Mas nem todos pensam assim, como recentemente o apresentador José Luís Datena externou em um discurso sua profunda intolerância e preconceito contra os ateus, contra “quem não tem Deus no coração”. Disse entre outras coisas: “...- &lt;em&gt;Eu não faço questão nenhuma de que ateu assista o meu programa. Nenhuma. Agora, quem acredita em Deus, seja evangélico, seja muçulmano, seja judeu, seja católico, qualquer religião, entendeu, de quem acredita em Deus, continue comigo. Quem não acredita, não precisa nem votar, não. Não precisa, de ateu não quero assistindo o meu programa. Ah, mas você não é democrático! Nessa questão, não sou não. O sujeito que é ateu, na minha modesta opinião, não tem limites. É por isso que a gente tem esses crimes aí...&lt;/em&gt;”. Não pretendo criticá-lo, creio que ele teve o mérito e a sinceridade de externar o que boa parte das pessoas pensam, mas não o dizem por educação ou o dizem de maneira mais sutil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando um pouco sobre o tema, encontrei um interessante depoimento de Drauzio Varella que vai perfeitamente de encontro com minha opinião sobre o tema,&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nL4elCXoWyw"&gt; veja aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao abordar tal tema, devo dizer que procuro medir cada palavra porque ao dizer que não acredito em Deus, é comum as pessoas se sentirem incomodadas e até ofendidas. Não tenho essa intenção . Não estou ofendendo Deus ou negando sua existência, tal sentença nada mais é do que minha convicção, minha opinião pessoal, a qual tenho direito de tê-la, assim como você,caro leitor, tem as suas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se impressione se você me encontrar dentro de uma igreja. Como já me referi, tive uma formação católica, venho de uma família católica e minha mulher é católica. Da mesma maneira que você poderia me encontrar sem o menor problema numa sinagoga se eu fosse casado com uma mulher judia. Minha filha, foi batizada e seguirá a religião e crença que bem entender, jamais irei interferir nesse assunto ou mesmo “fazer sua cabeça”. Respeito todas as religiões e crenças, a única coisa que não abro mão é que ser ateu é um direito meu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acreditem em mim, sou ateu, mas sou legal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-4299071933055782362?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/4299071933055782362/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=4299071933055782362' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4299071933055782362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4299071933055782362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2010/10/sou-ateu-mas-sou-legal.html' title='Sou Ateu Mas Sou Legal'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-7371174499975984844</id><published>2008-11-23T20:57:00.005-02:00</published><updated>2008-11-24T21:34:48.332-02:00</updated><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei qual foi o melhor filme que vi em 2008, mas o mais perturbador foi o que vi hoje, “Feliz Natal”, filme de estréia de Selton Mello. Antes li várias matérias sobre o filme e entrevistas com o diretor e 2 referências sempre citadas eram Lucrecia Martel e Nelson Rodrigues. Sempre fico com um pé atrás quando se faz determinadas referências, ainda mais 2 tão fortes e particulares. Devo dizer que de Nelson, pouco percebi, mas nada muito latente, mas sem a menor dúvida, o filme tem realmente muita influência de “Pântano”. Aliás, já que estou falando de influências, em minha opinião, o filme tem influências dos 2 filmes que mais me impactaram nesses últimos 10 anos: o próprio “Pântano” e também “Lavoura Arcaica”, do Luiz Fernando Carvalho. Tenho consciência de que toda vez que temos dificuldades de definir algo, acabamos recorrendo à comparações, mas para mim é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros movimentos do filme, vemos uma espécie de “o retorno do filho pródigo às avessas” ao seio familiar na noite de natal. Vamos acompanhando passo-a-passo toda uma panorâmica de uma família completamente desestruturada, aonde vemos a decadência física e principalmente, a decadência moral de cada um dos seus membros. Diante do brilho das luzes de néon dessa “noite feliz”, todos têm seus demônios pessoais, mas não sabem (e talvez não queiram) exorcizá-los. Estão catatônicos, errando como fantasmas pela vida, chegando ao ponto extremo da degradação humana. Chegaram ao fim da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressiona a maturidade cinematográfica de Selton ao passar-nos essa gama sentimentos com absoluta economia de diálogos, ao invés se apoiar na escola francesa de cinema que adora usar e abusar da verborragia nessas situações, tipo Jacques Doillon. O espectador mais preguiçoso fica se perguntando: Por que o pai tanto odeia o filho? Quem é a moça que morreu no acidente? Daí vem a influência do cinema de Lucrecia, aonde os silêncios e os “não ditos” são muito mais impactantes, as lacunas nunca são preenchidas e nada nos é dado mastigado, o que pode incomodar a certas almas menos sensíveis, ainda mais nesses tempos em estamos cada vez mais sem paciência para a reflexão e a contemplação. O diálogos são por vezes desconcertantes, como por exemplo quando o personagem de Graziela Moretto, num típico e costumeiro café da manhã diz para Paulo Guarnieri: “Quero me separar”. Ele lentamente levanta o olhar, vira-se para ela e solta com a maior naturalidade: “ Me passa a colher”. Chegamos ao ponto de sentir piedade dessa fauna de seres patéticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atores são quase que uma catarse no filme, com atuações estupendas. Falar de mais uma grande atuação de Leonardo Medeiros é uma obviedade. A originalidade vai ser quando alguém arrasar com algum trabalho seu. Mas enfim, “para variar”, Medeiros está absolutamente intenso e soberbo. A grande sacada de Selton foi na escolha dos seus atores. Darlene Glória, Lucio Mauro e Paulo Guarnieri nos levam ao fundo da miserabilidade da alma humana. Aliás, achei curiosa uma entrevista de Selton contando de como foi difícil localizar Paulo Guarnieri, um notório e histórico canastrão de filmes e novelas, que abandonou a carreira e montou uma pousada em Paraty. Selton encontrou Paulo, convenceu-o a fazer o filme e arrancou dele uma atuação sublime. Quanto a Lucio Mauro, tratá-se de um dos maiores atores desse país, eternamente sub-aproveitado, poucos atores tem sua intensidade. E é nesse encontro da câmera com os atores, que sentimos a presença de Luiz Fernando Carvalho, aonde sua câmera vai procurando o detalhe em cada expressão dos atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selton lembrou em entrevista que a tradução em espanhol para a palavra “roteiro” é “guión” e dessa forma ele procurou trabalhar seu roteiro,sendo um “guia”, deixando apenas as intenções para os atores trabalharem. Percebe-se isso claramente, mas para que isso aconteça com precisão é necessário não só grandes atores, mas acima de tudo um excepcional diretor de atores, e isso Selton soube ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem, como eu, que costuma ficar melancólico na noite de natal, o filme toca profundamente. O filme vai se encerrando, surge então na tela o primeiro letreiro, que soa como um grande sarcasmo do diretor e um soco no estômago do espectador: "Feliz Natal”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-7371174499975984844?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/7371174499975984844/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=7371174499975984844' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7371174499975984844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7371174499975984844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/11/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-423771314902168672</id><published>2008-07-19T22:35:00.007-03:00</published><updated>2008-07-20T20:22:13.475-03:00</updated><title type='text'>Miguel Sousa Tavares e o Prazer de Ler</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SIKXPT8Y8oI/AAAAAAAAAP4/UM-7UTHg8e4/s1600-h/Rio+das+Flores.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224904807010595458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SIKXPT8Y8oI/AAAAAAAAAP4/UM-7UTHg8e4/s320/Rio+das+Flores.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SIKXUyANB4I/AAAAAAAAAQA/qoW3erksZqM/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224904900979001218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SIKXUyANB4I/AAAAAAAAAQA/qoW3erksZqM/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lógico que José Saramago é tido e havido como o grande escritor da língua portuguesa, o medalhão-mor de nossos tempos. Pode ser. Mas eu pertenço a outro clube, o dos que preferem António Lobo Antunes e nele reconhecem o grande escritor da atual língua portuguesa. Reconheço as qualidades e virtudes de Saramago, acho que realmente tem bons livros, que merecem e devem ser lidos. Mas nessas horas me lembro de uma antiga entrevista do atual presidente português Cavaco-Silva(de quem não sou admirador), perguntado se havia lido o último livro de Saramago, respondeu simplesmente: “- Não li. A leitura para mim é um ato de prazer e não de sofrimento.” Não chego a esse radicalismo, até porque sei que tal resposta tem mais relação com um embate ideológico entre ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa grande dicotomia entre o prazer e o dever de ler determinados livros, alguns autores para mim são obrigatórios, geniais, mas não me geram prazeres. Outros podem não ser tão bons do ponto-de-vista literários, mas o prazer que seu livros proporcionam nos fazem chegar a picos de êxtase e felicidade. Talvez Proust seja mais genial que Zola, mas tenho que confessar que jamais consegui terminar qualquer um dos livros de sua “busca do tempo perdido”, enquanto “Naná” do Zola, talvez uma obra menor, quase me fez chegar ao Nirvana. Talvez Guimarães Rosa seja o maior autor brasileiro do século 20, mas jamais consegui terminar “Grandes Sertões Veredas” ou “Sagarana”, em compensação devorei pleno de sofreguidão os livros de Jorge Amado, escritor este que um reconhecido crítico tentou certa vez desqualificar, classificando-o como um "escritor de putas e vagabundos". Classificação esta que Amado considerou como o maior elogio que teve em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é sobre o prazer da literatura que quero falar. Nesse aspecto, os 2 nomes da língua portuguesa que mais me dão tal sentimento nos tempos atuais são o angolano José Eduardo Agualusa e o português Miguel Sousa Tavares. É desse 2º nomes que esse post vai falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não se pode comparar Miguel Sousa Tavares com Saramago e Lobo Antunes, ele ainda tem muita estrada para percorrer. O conheci muito recentemente, através do seu romance de estréia “Equador”. Andei lendo algo, não sei se tem verdade ou não, mas de que ele não seria tão bem visto com bons olhos pelo círculos..., digamos que mais intelectualóides de Portugal. Talvez por ser alguém que só estreou na literatura com um pouco mais experiência de vida, advindo do jornalismo, mais especificamente, da televisão. Enfim, não sei bem a razão. Mas os seus 2 últimos romances publicados no Brasil, foram os livros que mais deleite me causaram recentemente. “Equador” foi o melhor livro que li em 2007 e nesse momento estou a terminar de ler “Rio das Flores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Equador” eu lia sem parar e pensando o quão genial seria transformá-lo num filme, sonhei vivamente com suas imagens numa tela de cinema. Sei que nesse momento tem uma equipe da televisão portuguesa lá pelas regiões de Vassouras, Valença, adaptando tal romance para a televisão portuguesa. Pena! Pois sei que dificilmente teremos acesso a tal produção aqui no Brasil, mesmo que as locações estejam sendo feitas aqui, embora o romance se passe entre Portugal, Índia e principalmente: São Tomé e Príncipe. “Equador” é acima de tudo, um brilhante retrato dos últimos momentos da Monarquia lusitana, traçando de forma quase paralela um quadro dos salões mundanos de Lisboa e o ambiente duro, retrógrado e conservador das colônias. O protagonista, Luis Bernardo, um homem sem objetivos, compromissos e repleto de vícios “admiráveis” recebe uma missão do Rei de Portugal para ser governador da colônia de São Tomé e Príncipe. Ao aceitar tal missão, é obrigado a largar toda uma vida de estabilidade, amigos e acima de tudo, mulheres. A principal incumbência embutida em sua missão está em provar a Inglaterra de que não existia escravatura nas explorações da cultura do cacau na colônia, para impedir o embargo das exportações do mesmo. No meio de sua árdua missão surge uma mulher(sempre elas!!!), que consome toda a ilusão dos seus sentimentos, nos fazendo cair na realidade de que acima de sermos seres racionais, somos antes, seres instintivos, que colocamos tudo a perder pelos nossos impulsos mais primitivos. Miguel Sousa Tavares vai narrando-nos as aventuras e desventuras de Luís Bernardo de maneira admirável, comovente e perturbadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste exato momento estou mergulhado em seu 2º romance, “Rio das Flores”, portanto ainda não posso falar muita coisa, mas o que posso adiantar, que tal qual em “Equador”, o sentimento do prazer da leitura está me assaltando com grande força. Neste livro, os cenários escolhidos por Sousa Tavares são o Alentejo, a Espanha e o Brasil. Através da saga dos Ribeira Flores, proprietários rurais alentejanos, somos dessa vez transportados para os tumultuados anos da primeira metade do século 20, marcado por sangrentos confrontos e ditaduras, aonde o caminho que leva à liberdade é demasiado estreito e o preço a pagar é deveras alto. No amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo desconhecido, entre os amores e os desamores de uma vida, entre o confronto de idéias que os separam, dois irmãos seguem caminhos diferentes, cada um buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade. Nota-se nesse livro o resultado de um profundo e minucioso trabalho de pesquisa histórica, servindo de pano de fundo para um enredo de amores, paixões, amor à terra e às suas tradições. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Como já disse antes, pode parecer heresia querer comparar Sousa Tavares com Saramago. Mas que em seus livros consigo meu principal objeto no ato da leitura, a busca pelo prazer. Isso eu não tenho dúvida. Já tive fases em minha vida em que busquei essa pretensa erudição. Dela desisti mais tarde, me decidindo pela ignorância. Hoje quando leio um livro, quero apenas passar momentos de paz e felicidade comigo mesmo. Isso eu consegui encontrar nos 2 romances de Sousa Tavares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-423771314902168672?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/423771314902168672/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=423771314902168672' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/423771314902168672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/423771314902168672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/07/miguel-sousa-tavares-e-o-prazer-de-ler.html' title='Miguel Sousa Tavares e o Prazer de Ler'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SIKXPT8Y8oI/AAAAAAAAAP4/UM-7UTHg8e4/s72-c/Rio+das+Flores.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-5213358942584118735</id><published>2008-07-04T21:30:00.003-03:00</published><updated>2008-07-07T15:17:40.068-03:00</updated><title type='text'>Meu Mundo Caiu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quinta-feira, 1 hora da madrugada: Lá estava eu, chapado no sofá, olhos esbugalhados e em estado de choque. Tudo se acabava, era o fim de um sonho. O trauma era enorme e a dor latente. Por toda a vizinhança eu ouvia o grito ensandecido e de júbilo em sons onomatopéicos, tipo: Mengooooo! Vascoooo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era hora de dormir, afinal a vida continua e bem cedo tinha que estar no trabalho. Mas dormir como? A vizinhança comemorava com raro sadismo minha desgraça, ouvia fogos, buzinas, tudo isso por puro deleite de nossa definitiva derrota frente a brava equipe da LDU. Enquanto me revirava na cama, tentando em vão dormir, tomava a 2ª resolução mais importante da minha vida: Jamais! Jamais! Voltarei a assistir uma partida de futebol. Nem da Seleção Brasileira. Não quero mais saber desse atraso de vida chamado futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomava essa decisão paralelamente enquanto elocubrava sobre o porquê de assistir 11 homens de pernas de fora correndo atrás de uma bola mexe tanto com o ser humano, que razão faz com que a mera derrota de nosso time nos deixe no fundo do poço, por algo que em nada modificará o rumo de nossas vidas. Por que razão uma partida de futebol é capaz de deixar o mais cordial dos homens num ser cruel, a ponto de ir para a varanda de casa ficar gritando palavras com a mera intenção de espezinhar alguém próximo que sequer conhece. Se esse foi seu objetivo, caros vizinhos, tenho que admitir, seus gestos foram amplamente eficazes em mim, tenho que lhes entregar a taça. Logo eu, que sempre torci para Flamengo, Vasco e Botafogo quando disputam partidas com equipes de fora do Rio, pois em matéria de futebol, assumo que sou bairrista. Não aguentava mais nos últimos anos assisitir mesas redondas de programas gerados em São Paulo avacalhando o futebol carioca. Também torci para o Flamengo nessa Libertadores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é através do futebol que descobrimos a verdadeira e oculta essência do ser humano. Já vi, soube, presenciei ou participei de cenas inacreditáveis num campo de futebol. Já vi um renomado economista com mestrado em Harvard, chorar feito uma criança após a derrota do seu time e no dia seguinte o ver em Brasília discutindo com o Presidente da República a política econômica do País. Já vi o Presidente de um respeitado Instituto de Pesquisa cobrar equilíbrio de políticos após divulgar resultados de pesquisas e uma semana depois invadir um campo para bater no juiz. Já me flagrei certa vez abraçado com um mendigo desdentado, todo suado que nunca havia visto na vida, após um gol decisivo do Fluminense no Maracanã. Já vi a mais fina das socialites e colunáveis falar os mais cabeludos palavrões num estádio de futebol. O que faz esse esporte conosco? Por que somos capazes de mudar nosso comportamento? Por que o ser humano é capaz dos atos mais animalescos por causa de uma mera bola de futebol? Talvez a psiquiatria já deva ter feitos várias teses sobre o assunto, mas é muito curioso o que faz esse esporte para que nos transformemos de médicos em monstros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero mais saber disso para mim. Quero distância desse tipo de comportamento e para isso, nada mais coerente tomas essa 2ª decisão mais importante da minha vida. A partir de agora nem abrirei mais os cadernos de esportes. Só quero saber de ler os cadernos de "Economia", "Mundo", "2º Caderno", "Prosa &amp;amp; Verso", e vá lá... lerei até o "Ela". Por isso me parece coerente a 2ª decisão mais importante da minha vida. Não serei mais um bruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma noite pessimamente dormida, chega "finalmente" a hora de ir ao trabalho. Pela primeira vez nos últimos 20 anos saio de casa sem sequer tocar no jornal, não quero saber por hoje do que acontece no mundo lá fora. Pouco me importa se na véspera libertaram Ingrid Bettancourt. Meu clima está meio Maysa, meio Dolores Durán. Sigo para pegar o carro na garagem enquanto cantarolo “Meu mundo caiu...”. Caminhando pela rua, basta ver duas pessoas juntas e é tiro e queda que o assunto é um só: nosso Waterloo da véspera. Tento me afastar para nada ouvir, assim como me esquivo de qualquer banca de jornal, não quero ver as acachapantes manchetes. Enfim, não quero ouvir, nem falar nada. Quero simplesmente ficar sozinho no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego bem mais cedo que o normal, às 8 horas da manhã já estava no trabalho. O faxineiro está varrendo o salão e não me vê chegar por trás, faz o seu trabalho cantarolando: “E ninguém cala esse chororô...”, sim, o assunto não era com o Botafogo, era conosco. Resolvo não sentar na minha mesa, vou para uma mesa escondida localizada atrás de uma coluna, pois não quero ter que cumprimentar nenhum colega, não quero ouvir nada. No silencio vazio do trabalho, ouço ao longe, no corredor, o segurança cantarolando em tom de visível ironia: “Sou tricolor de coração, sou do clube da 2ª divisão...” Que dia perfeito vai ser esse!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo para minha mãe e antes mesmo de me dar bom dia ela já manda de chofre: “E o Fluminense, heim?&lt;br /&gt;- Ah não mãe! Por favor! Me poupe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os colegas vão chegando no trabalho, mas felizmente quase 50% deles são sofredores como eu(se o IBOPE fizesse sua pesquisa lá, o Fluminese seria a maior torcida do Brasil). Todos com aspecto taciturno e por incrível que pareça, sem que ninguém combinasse nada, toda vez que nos cruzávamos só dizíamos um para o outro: “- Sem comentários”. Foi a frase mais falada ao longo do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba o expediente, saio mais cedo e resolvo ir com a Adriana ao cinema. Não quero ter a chance nem de ouvir o Jornal Nacional, quero me alienar do mundo. Vou ver uma comédia bem boboca, “Jogo de Amor em Las Vegas”. Pouco ri, não sei se pelo meu espírito de fossa ou se pelo filme ser mesmo ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim passei o dia em que o mundo caiu sobre a minha cabeça, cada vez mais convicto da 2ª resolução mais importante da minha vida e principalmente, chateado pelo fato de ter que cancelar meus planos de estar em Yokohama em dezembro. Mas enfim, vida que segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora só me resta esperar pelo fim de semana, afinal tem Fluzão em campo, preparando a campanha para Yokohama em 2009!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-5213358942584118735?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/5213358942584118735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=5213358942584118735' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/5213358942584118735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/5213358942584118735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/07/meu-mundo-caiu.html' title='Meu Mundo Caiu'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-8106430071489201939</id><published>2008-05-27T17:37:00.006-03:00</published><updated>2008-06-02T19:19:08.018-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires - Diário de Viagem(Despedida - 13/05)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Malas prontas, tudo preparado para deixar a terra de Diego. Para fazer um pouco de hora ligo a televisão e com quem dou de cara? Adriana Aguirre e seu corn..., digo, marido, Ricardo García. Lá está o belo casal em mais um programa de fofocas, ainda inconsoláveis com a eliminação e com a nossa querida Carmen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço o check-out, deixo as malas guardadas na recepção do hotel e vou para a rua fazer hora até a chegada do transfer ao aeroporto. Esse é sempre um momento um pouco, humm, digamos que amargo, acho meio estranho essa história de ter que abandonar o hotel em um país estrangeiro e ficar errando pela cidade, sabendo que não tenho um pouso, me sinto como se tivesse sido despejado e tendo apenas a ponte de um viaduto como teto. Mas enfim, é assim que a banda toca sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fazer hora na Calle Florida e na Galeria Pacifico, aonde almoço e compro caixas e mais caixas de alfajores como encomenda e presentes para as pessoas aqui no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto para o hotel e aguardo o transfer. Primeira pergunta que faço a guia, já dentro da van: Quem é Adriana Aguirre? Quem é Ricardo García? Responde-me que não são ninguém, são apenas famosos por serem famosos, não por alguma contribuição artística à pátria. Quanto a Ricardo García, ainda me diz: “É um aparato!(não sei se a grafia está correta)” Como? O que é isso? Ela não sabe como traduzir ao português, mas o motorista da van é taxativo e fala em um português claro: “- Um bobo!” Tive que rir, porque concordo em gênero, número e grau com a opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou indo para o aeroporto, Buenos Aires vai ficando para trás e eu decepcionado porque irei perder o grande embate final entre Adriana Aguirre e Carmen Barbieri, marcado para 2 dias depois. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A propósito, seguem alguns links do youtube sobre a pelea: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=TB1YYD9VcGA&amp;amp;feature=related"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=TB1YYD9VcGA&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=Q3qJcFebd6M&amp;amp;feature=related"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=Q3qJcFebd6M&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=4KZu7Zvw6AA&amp;amp;feature=related"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=4KZu7Zvw6AA&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=u0hbf_GOd_A&amp;amp;feature=related"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=u0hbf_GOd_A&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me da bela cidade já com uma pergunta em mente: Quando voltarei? Espero que em breve, muito breve. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;P.S. (escrito em 02/06)&lt;/span&gt; - Descobri que a conta do cartão roubado está em U$ 1.700,00. Detalhe, todos os gastos feitos em até 2 dias depois de termos comunicado o roubo e solicitado o cancelamento do cartão. Será que teremos uma guerra pela frente com a operadora? O tempo dirá.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-8106430071489201939?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/8106430071489201939/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=8106430071489201939' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8106430071489201939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8106430071489201939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-dirio-de-viagemdespedida.html' title='Buenos Aires - Diário de Viagem(Despedida - 13/05)'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-6175282186584983959</id><published>2008-05-19T21:16:00.011-03:00</published><updated>2008-05-27T22:45:33.208-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires - Diário de Viagem(6º Dia)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia 12 de maio, dia que estou comemorando 1 ano de casamento com a Adriana e também nosso último dia útil em Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planejo ir até a Praça San Martin e no resto do dia fazer compras, que praticamente não fiz e procurar encomendas. Caminhamos do hotel até a Praça San Martin, mas no meio do caminho paramos num cybercafé para ficarmos a par dos acontecimentos no Brasil e na própria Argentina. No “La Nación” e no “Clarin” críticas exaltando o show da Adriana Calcanhotto no Gran Rex, descobrimos que o casal Nardoni estava novamente preso e fui procurar repercussões da linda eliminação do Flamengo na Libertadores. Seguimos então ao nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Praça San Martin é realmente uma das mais lindas de Buenos Aires, cercada de lindos edifícios e palácios de clara influência européia. Na ocasião, estava a Banda dos Fuzileiros Navais, já que o premier português estava naquele exato momento depositando flores abaixo da estátua do grande herói do nosso país anfitrião. A praça vai escorregando num elegante declive até a estação ferroviária do Retiro. Ali damos de cara para o que parece um confronto entre a Argentina e a Inglaterra, se não é um confronto é no mínimo uma provocação: ao fim do gramado está um lindo monumento em memória do que tombaram na Guerra das Malvinas, e exatamente em frente a Torre dos Ingleses. Ao Torre dos Ingleses foi doada no ano de 1916 pelos britânicos que habitavam Buenos Aires. Tentaram mudar a torre de nome durante o confronto, mas parece que não pegou. De qualquer maneira, esse “confronto” acaba por deixar Buenos Aires mais linda, pois ambos são belos monumentos, acho até emocionante o monumento aos mortos nas Malvinas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202250575914631666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbVgn2gfI/AAAAAAAAAOw/97-RgeP3-9k/s320/Argentina+099.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;De um lado da rua, o monumento em Homenagem aos que tombaram nas Malvinas...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202248286697062882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIZQQn2geI/AAAAAAAAAOo/AcdalqZcF1k/s320/Argentina+098.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;...do outro, a Torre dos Ingleses&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apenas um detalhe curioso que observei nos tele-jornais argentinos, toda vez que dava m a previsão do tempo para todo o território, davam também a temperatura das Malvinas, como se ainda fizesse parte do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demoramo-nos um bom tempo nessa linda praça. Aonde pude observar vários jovens sentados ou deitados no gramado em declive da praça, tomando alguns parcos raios de sol desse lindo, mas frio dia. Da-me a sensação do jovem integrado com sua cidade. Sei lá. Pelo menos é assim que me senti.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De lá seguimos para a av. de Maio para finalmente conhecer o famoso Café Tortoni. Lembrava-me das palavras do Delacroix: “Entre lá e sinta todo a atmosfera que esse lugar tem, sinta toda sua história”. Lá fomos nós, mas eu tinha cá comigo que teríamos um tratamento tipo Bar Lagoa, Jobi, com aqueles garçons mal-humorados, mas enfim, tinha que ver para crer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Café Tortoni: - Minha Cotação&lt;/strong&gt;: &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cafetortoni.com.ar/"&gt;http://www.cafetortoni.com.ar/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fundado em 1858, todo decorado em estilo art-nouveau, recheado de fotos de personalidades que ali estiveram e fizeram sua história, Carlos Gardel. Borges, entre outros. Realmente algumas das minhas desconfianças estavam certas, os garçons realmente lebravam os do Bar Lagoa e do Jobi, sem muito saco para nós turistas, apesar do lugar estar apinhado dessa horda chama “turista”. O responsável passava por nós com uma cara desconfiada, parecia um mafioso. Mas tudo bem, tentei sentir a atmosfera do lugar. Pedimos sanduíches de miga, churros e submarino. Nada demais. Os churros das fotos eram lindos, mas pessoalmente, nada diferente do que se pode comer em qualquer carrocinha do Rio de Janeiro. Peço a nota e o garçom ao invés de apresentá-la, já canta de chofre: $ 50,00. Humildemente saquei a carteira e paguei. Se pedisse a nota detalhada corria o risco dele cuspir na minha cara. Quer saber, perdoem se pareço nacionalista(quem me conhece sabe que não sou), mas sou muito mais a nossa Confeitaria Colombo. &lt;strong&gt;Preço: $ 50,00&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbWAn2ggI/AAAAAAAAAO4/omh51_0ww5w/s1600-h/Argentina+101.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202250584504566274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbWAn2ggI/AAAAAAAAAO4/omh51_0ww5w/s320/Argentina+101.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;Adriana, saboreando seu sanduíche de miga&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbWQn2ghI/AAAAAAAAAPA/X2mU89JdH04/s1600-h/Argentina+102.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202250588799533586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbWQn2ghI/AAAAAAAAAPA/X2mU89JdH04/s320/Argentina+102.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Nossa mesa com sandíche de miga, churros e meu submarino&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbWwn2giI/AAAAAAAAAPI/MMDY0aIT658/s1600-h/Argentina+103.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202250597389468194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbWwn2giI/AAAAAAAAAPI/MMDY0aIT658/s320/Argentina+103.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na porta do Café Tortoni, com um monte de gringo atrás de mim &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De lá, seguimos novamente para a Galeria Pacífico para fazermos compras e encomendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adriana Aguirre X Carmen Barbieri&lt;/strong&gt; - Voltamos para o hotel e um assunto dominava todos os programas de fofoca de fim de tarde no canal argentino, programas tipo Leão Lobo, Sonião Abrahão, etc: a briga entre Adriana Aguirre X Carmen Barbieri. Por favor, não me perguntem quem é Adriana Aguirre ou Carmen Barbieri, não faço a menor idéia, nunca tinha ouvido falar. A tal Adriana Aguirre é um loura, já na cada de uns 60 anos, com peitos beeem siliconados e lábios para lá de carnudos(daqueles que parecem que um marimbondo a picou) e lógico, muitas plásticas. Ela estava indignada por ter sido eliminada do programa “Bailando por un Sueño”, uma espécie de “Dança dos Famosos”, apresentada por um tal de Marcelo Tinelli. Ela botava a culpa na sua eliminação numa jurada chamada Carmen Barbieri, figura bem parecida ao estilo da nossa Adriana Aguirre. Numa espécie de detector de mentira, afirmou que no passado ela e Carmen dividiram o mesmo homem, que esse homem não era o seu atual marido( Ricardo García, diziam que é um cantor), que por sinal estava na platéia para apóia-la. Disse que já a convidaram para substituir a Carmen em um show, mas recusou por ética. O apresentador perguntou se Adriana aceitaria fazer um programa ao vivo, frente a frente com Carmen, ambas com detector de mentiras. Ela aceitou e tal programa, para meu desespero, foi marcado para 5ª feira(quando eu já estaria no Brasil. Buááááá). A mulher botou a tal Carmen abaixo de zero e no final terminou dizendo: “Eu gosto de Carmen, mas temos pendências do passado”. Acabou o programa e mudo para outro programa de fofocas, 20 minutos depois quem adentra o programa: Adriana Aguirre e Ricardo García. Gente, eles estavam fazendo via-sacra por todos os programas de fofoca. Nesse programa, mostraram cenas do júri deliberando e contrataram um sujeito para fazer leitura labial do júri, nele aparece um outro membro(a famosa vedete Moria Casan) do júri perguntando a Carmen: Você não quer salvar a Adriana? E Carmen é contundente: Não! Nesse momento Adriana Aguirre e o maridão, Ricardo García ficam indignados. Começo a me vestir para sair para jantar, mal sabendo que ainda veríamos novos capítulos dessa história, mas isso eu conto depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos a pé até Puerto Madero para irmos ao tão propalado Cabaña las Lilás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cabaña las Lilas - Minha Cotação:&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;***** &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://www.laslilas.com/restaurant.php"&gt;http://www.laslilas.com/restaurant.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A chegarmos notei um monte de gente sentada numas mesinhas, esperando uma mesa vaga. Falei para a atendente que eram 2 pessoas, já conformado que teria que esperar. Ela perguntou se podia ser na área de fumantes, eu que sou um anti-tabagista ferrenho não quis nem saber, concordei logo. Assim arranjaram logo uma mesa para a gente e deixamos um monte de gente para trás. O serviço é muito bom, o couvert excelente. Pão de queijo, diversos tipos de pães e pastas. O pior que enquanto você vai acabando o couvert eles vão repondo, chega uma hora que tem que parar de comê-lo pois corre-se o risco de não ter mais fome quando chegarem os pratos. Devo dizer, tal qual já me haviam anunciado, o bife de chorizo estava uma seda, as papas provençais estavam com um tempero muito agradável e de sobremesa uma deliciosa panqueca de doce de leite. Tudo impecável. O Cabaña las Lilás é bem mais caro que os restaurantes do seu porte e olha que comemos em bons restaurantes na cidade, mas vale a pena dar uma ida lá, ainda mais para mim que comemorava 1 ano de casado. &lt;strong&gt;Preço: $ 274,00&lt;/strong&gt;(2 pessoas).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbXAn2gjI/AAAAAAAAAPQ/PXAKdzobkl4/s1600-h/Argentina+105.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202250601684435506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbXAn2gjI/AAAAAAAAAPQ/PXAKdzobkl4/s320/Argentina+105.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;Eu e Adriana, comemorando 1 anos de casados no Cabaña Las Lilas&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bailando por un Sueño&lt;/strong&gt; - Voltamos andando para o hotel e debaixo da porta do meu quarto já havia a “delicada” cartinha do hotel dizendo que eu teria que entregar meu quarto até às 11 horas do dia seguinte. Tratei de começar a arrumar as malas. Enquanto começo a arrumação, deixo a televisão ligada e consigo assistir ao tão badalado “Bailando por un Sueño”. Gente, é cheio de put....digo, de artistas. Lá está a tão famigerada velhota, Carmen Barbieri, que é responsável pela nota surpresa, a que no fim do programa vai definir o destino de cada casal. Após a apresentação de cada casal, Marcelo Tinelli se ajoelha na altura da bunda da mulher e com os dentes tira suas saias, deixando todas de calcinha no palco. Faz isso com a Pampita(coitadinha, foi eliminada nessa noite), com a mulher do Simenone, com um corpaço(como "El Cholo” deixou? Ele já foi mais brabo. E os filhos ainda estavam na platéia aplaudindo a mamãe). E deve ter feito isso anteriormente com nossa querida Adriana Aguirre, a "injustiçada"(o que deve ter feito o corn..., digo, o maridão, Ricardo García, delirar) e com a Ciciollina, que também fez parte do programa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-6175282186584983959?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/6175282186584983959/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=6175282186584983959' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6175282186584983959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6175282186584983959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-dirio-de-viagem6-dia.html' title='Buenos Aires - Diário de Viagem(6º Dia)'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDIbVgn2gfI/AAAAAAAAAOw/97-RgeP3-9k/s72-c/Argentina+099.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-859400200814918302</id><published>2008-05-18T19:48:00.005-03:00</published><updated>2008-05-27T18:18:22.508-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires - Diário de Viagem(5º Dia)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Domingo 11 de maio, é dia das mães. Obviamente ligamos para o Brasil assim que acordamos para cumprimentar nossas genitoras. Assisto a vitória de Felipe Massa, que o locutor argentino chama de Felipinho, no GP da Turquia, parece que o dia começou bem. Temos um dia inteiro pela frente e quero ir até a Feira de San Telmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roubados&lt;/strong&gt; - Ao sair do quarto a Adriana percebe que está sem a carteira e voltamos para procurá-la. Depois de revirar o quarto inteiro chegamos a dura constatação: Fomos roubados! Eu ainda relutei em aceitar essa situação, achava que a qualquer momento eu acharia a carteira e que ela deveria estar na minha cara, eu que simplesmente não via. Mas nada. Revirei tudo. Adriana botou a carteira na bolsa na véspera pela manhã e simplesmente não mexeu nela durante o dia inteiro, a bolsa estava intocável, alguém com os dedos bem leves abriu sua bolsa, tirou a carteira e teve o desplante de fechar novamente, tudo nas nossas barbas. Já havia sido prevenido sobre esse tipo de situação na Argentina, que te roubam a carteira e você nem percebe, ficamos atentos a isso, mas basta um minuto de bobeira e adeus. Passamos o resto da manhã no quarto ligando para o Brasil para cancelar os cartões de crédito. O que havia na carteira eram apenas os cartões e 200 dólares. Até o final da viagem eu ainda relutava contra a idéia que tínhamos sido roubados e achava que a carteira iria ser encontrada em algum canto do quarto, principalmente na hora em que tivéssemos que arrumar as malas, mas isso não aconteceu. A constatação oficial do roubo aconteceu só quando chegamos ao Brasil e verificamos que quem roubou a bolsa havia feito uma despesa de 250 dólares. Felizmente o seguro do cartão cobriu tal despesa. Houve uma divergência entre nós, a Adriana tem certeza que foi roubada na Recoleta, local aonde foi abordada por vários mendigos e passamos por vários lugares confusos e com multidão, como a feira da Recoleta. Eu tenho para mim, que fomos roubados na Florida. Mas o que me deixou mais aliviado foi o fato de, não sei por que cargas d’água, eu estava o tempo inteiro com a identidade da Adriana. Se tal documento tivesse ido junto, aí sim eu iria ficar alucinado e completamente baratinado, teria que ir a Embaixada, Polícia, enfrentar uma série de situações burocráticas para que pudéssemos voltar ao Brasil na data programada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos toda a manhã e completamente chochos e desanimados fomos almoçar. Fomos num restaurante em Puerto Madero, chamado “La Parolaccia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La Parolaccia – Minha Cotação&lt;/strong&gt;: &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.laparolaccia.com/"&gt;http://www.laparolaccia.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só mesmo esse restaurante para levantar um pouco nossa moral e estima. Devo dizer que não me recordo de nos últimos 10 anos de ter comido num restaurante italiano tão bom. Ao chegar a recepcionista perguntou se havíamos feito reserva. Putz! Que mancada! Era dia das mães, natural que todos os restaurantes estivessem lotados. Felizmente arranjaram uma mesa para 2 pessoas num belo lugar, de frente para o rio, apesar do movimento intenso do lugar. O ambiente muito refinado, garçons gentilíssimos e altamente gabaritados. Um couvert com vários tipos de pães, um mais delicioso que o outro e principalmente, uma massa de primeiríssima qualidade. A Adriana pediu um fusilli, com berinjela, mussarella de búfala e molho de tomate e eu fui no talharim à puttanesca. Tudo espetacular! De sobremesa, como um brownie com sorvete deliciosos e a Adriana com seus profiteroles. Tenho que retornar a esse restaurante antes de morrer, amei de paixão e o que é melhor, o preço é bem razoável. &lt;strong&gt;Preço: $ 120,00(2 pessoas).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201856113233265042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0kwn2gZI/AAAAAAAAAOA/-G9ty2gZ2pE/s320/Argentina+082.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;Só mesmo esses profiteroles do "La Parolaccia" para arrancar algum sorriso nosso nesse dia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0mwn2gaI/AAAAAAAAAOI/Cnz8D8tpbag/s1600-h/Argentina+084.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201856147593003426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0mwn2gaI/AAAAAAAAAOI/Cnz8D8tpbag/s320/Argentina+084.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu e meu delicioso brownie. Tava boooom!!! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Saímos do La Parolaccia e resolvemos caminhar por Puerto Madero até a Feira de San Telmo, no caminho passamos na porta do “Siga La Vaca”, a fila deste era colossal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos domingos acontece a famosa Feira de San Telmo, aonde expositores em infindáveis barracas com cantores, dançarinos de Tango, estátuas vivas, teatro de marionetes, enfim, uma verdadeira festa ao ar livre. Nessas várias quadras em que ocorre a feira, há ainda uma concentração enorme de antiquários. O bairro de San Telmo ainda guarda os resquícios da importância que teve até meados do século 19, aonde a aristocracia ali residia, mas com o surto da febre amarelo as famílias abastadas se mudaram para a região norte da cidade, aonde se situa a Recoleta, Palermo, entre outros. Ficaram apenas as classes mais desfavorecidas. É possível ver vários casarões antigos, a iluminação ainda preserva suas características, assim como sua calçadas, seus paralelepípedos. Nos disse a guia do city-tour que não convém aos turista ir ali à noite. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0ngn2gbI/AAAAAAAAAOQ/tI1kTBIPF8E/s1600-h/Argentina+088.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201856160477905330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0ngn2gbI/AAAAAAAAAOQ/tI1kTBIPF8E/s320/Argentina+088.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Na Feira de San Telmo, com a cara meio murcha&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De San Telmo fomos caminhando até a Praça de Maio. Pensamos em ir até ao Café Tortoni, mas achamos que não seria boa idéia, ainda mais num domingo dia das mães. Ficamos um pouco em frente a Casa Rosada, aonde pude aprecia-la com mais calma, sem aquela correria do dia do City-Tour. Depois entramos na Catedral, aonde pude visitar o Mausoléu de San Martin.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0oAn2gcI/AAAAAAAAAOY/lwP8Bt0id1k/s1600-h/Argentina+090.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201856169067839938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0oAn2gcI/AAAAAAAAAOY/lwP8Bt0id1k/s320/Argentina+090.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;No mausoléu de San Martin&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Voltamos a pé para o hotel. Foi outro dia em que caminhamos muito. Mas assim que é bom, para se conhecer uma cidade. À noite fomos a pé do nosso hotel até o restaurante que novamente ficava em Puerto Madero: La Cabbaleriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La Cabbaleriza: Minha Cotação&lt;/strong&gt;: &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lacaballerizapuertomadero.com/"&gt;http://www.lacaballerizapuertomadero.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar do desgosto inicial, foi um bom dia para que gosta de comer bem. Outro belo restaurante, todo decorado como se estivéssemos num Jockey Club. Ficamos nas “baias dos cavalos”, pelo menos dessa maneira se caracterizava aonde sentamos. Nas paredes fotos de cavalos, jockeys, notícias de jornais relacionadas ao turfe, entre outras coisas. O atendimento é muito bom, garçons jovens mas muito eficientes e educados. Outra vez tivemos um bom couvert e a carne estava bem macia e gostosa, sem contar que as papas Provençais estavam deliciosas. Belo restaurante, mais uma indicação do Delacroix. &lt;strong&gt;Preço: $ 131,00(2 pessoas)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aproveitamos a linda noite portenha para caminhar pela linda Puerto Madero, debaixo de uma temperatura agradável de uns 14 graus. Estávamos mais conformados&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0oQn2gdI/AAAAAAAAAOg/e1tJR3pEZac/s1600-h/Argentina+091.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201856173362807250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0oQn2gdI/AAAAAAAAAOg/e1tJR3pEZac/s320/Argentina+091.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;Puerto Madero à noite&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-859400200814918302?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/859400200814918302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=859400200814918302' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/859400200814918302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/859400200814918302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-dirio-de-viagem5-dia.html' title='Buenos Aires - Diário de Viagem(5º Dia)'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SDC0kwn2gZI/AAAAAAAAAOA/-G9ty2gZ2pE/s72-c/Argentina+082.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-7615657197065050900</id><published>2008-05-17T21:40:00.004-03:00</published><updated>2008-05-27T18:21:52.711-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires - Diário de Viagem(4º Dia)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O dia vai amanhecendo e lentamente vou acordando sob mais um azulado céu portenho. Minhas pernas doem muito, de tanto que andei nesses últimos 2 dias, mas isso não é o pior, pois me sinto entrevado na cama, com muitas dores na coluna, conseqüência desse travesseiro assassino do hotel. Mal consigo me mexer de tanta dor na coluna. Faço um último esforço e pulo da cama para mais um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de Recoleta, ou “Revoleta”, como diria a mineira do city-tour. Pegamos um táxi até o Museu Nacional de Belas Artes. Acervo impressionante possui este belo prédio, que foi antiga sede da Casa de Bombas de Obras Santárias de La Nación. No seu acervo conta com obras de Goya, Rodin, Monet, Manet, Van Gogh, Picasso Gauguin, Renoir, Degas, Cézzanne, entre outros inúmeros gênios da arte. Tem um ambiente bem espaçoso, iluminado e austero. Sem contar que há uma bela ala dedicada a pintura argentina. Ao contrário do Malba, o acervo desse sim me toca profundamente, principalmente os Impressionistas, aos quais rendo todas minhas homenagens. Havia só uma coisa que me desagradava, o cheiro de incenso no ar. Depois descobri que tal cheiro era decorrente de uma exposição de arte contemporânea coreana e vinha direto de uma instalação “muderna” de um artista maluco coreano. O Incenso deve ter entrado na tubulação do aquecimento e se espalhado por todo o museu. Uma parte que me surpreendeu bastante foi a ala dedicada a arte argentina, me encantou muito os quadros por ali expostos, que praticamente contavam a história da Argentina. O Museu Nacional de Belas Artes é um passeio imperdível. Parabéns para o país que possui um museu dessa magnitude. &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201512747777818978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC98SQn2gWI/AAAAAAAAANo/29xiLrT5OMs/s320/Argentina+072.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;Saindo do Museu Nacional de Belas Artes&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Descemos as escadarias do museu e fomos em direção da Basílica de Nuestra Señora del Pilar, quase em frente ao museu. Fica ao lado do Cemitério da Recoleta e foi construída em 1733, tendo seu interior trabalhado em estilo barroco. Resolvi descer até o claustro. Adriana ficou na igreja, pois teria que descer muitas escadas e as caminhadas dos dias anteriores ainda tinham conseqüências em nós. Na verdade, o claustro não tinha nada demais, vi apenas um monte de paredes brancas, meio claustrofóbicas e uma vista para o cemitério. Peguei a Adriana, que enquanto eu estava no claustro foi abordada por vários mendigos dentro da Igreja e fomos comer em um simpático café, bem ao estilo parisiense, em frente da Igreja, chamado “La Biela”. Abrimos mão da visita ao Cemitério, um típico passeio turístico que definitivamente não nos seduzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La Biela – Minha Cotação&lt;/strong&gt;: &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.labiela.com/"&gt;http://www.labiela.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fizemos um lanche na sua varanda ao ar livre. O garçom não era dos mais simpáticos e a todo momento éramos abordados por crianças pedindo esmolas. Resolvemos comer o sanduíche de miga e eu ainda pedi um submarino. A Adriana se recusa a pedir submarino, pois considera um crime derreter uma linda barra de chocolate num copo com leite. Para ela, chocolate é para ser comido, não derretido. Eu que não tenho nada com isso, tratei de tomar meu submarino. Tudo razoável, mas nada de excepcional.&lt;strong&gt; Preço: $ 49,00&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC98Sgn2gXI/AAAAAAAAANw/25mEYL4lUAo/s1600-h/Argentina+078.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201512752072786290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC98Sgn2gXI/AAAAAAAAANw/25mEYL4lUAo/s320/Argentina+078.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Eu e Adriana no "La Biela"&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC98TAn2gYI/AAAAAAAAAN4/fxdZSOW1mcw/s1600-h/Argentina+080.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201512760662720898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC98TAn2gYI/AAAAAAAAAN4/fxdZSOW1mcw/s320/Argentina+080.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Preparando meu submarino&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Do café, fomos caminhando até o Pátio Bullrich, passando pela Av. Alvear, considerada a 5ª avenida portenha. No nosso caminho iam se descortinando lindos palacetes, construídos nos áureos tempos argentinos, o hotel Alvear e grifes internacionais, tais como Louis Vuitton e Ralph Lauren. Até que chegamos ao badalado shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pátio Bullrich é um badalado shopping da cidade, aos quais os argentinos chamam de shopping “Miranda”, pois é tão caro que você simplesmente “mira y anda”. Realmente, achei o Shopping meio elitista, não me atraiu muito. Acho a Galeria Pacífico Muito mais simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, pegamos o táxi e fazer compras na calle Florida. Vi um casaco muito interessante e por um preço muito bom, $ 99,00. Entrei na loja e encontrei um vendedor esparramado na cadeira. Pedi o casaco da vitrine e ele fez uma cara tipo: ai que saco! Pediu que o seguisse. Fomos subindo um monte de escadas loja adentro até que me vi no depósito da loja. Ele abriu uma caixa enorme de papelão e tirou um casaco igual ao da vitrine. Queres o vermelho ou cinza? Escolhi o cinza. Jogou o casaco para mim e descemos novamente a escadaria. Sei lá, foi meio surreal essa compra. Mas o casaco é bem gostosinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao hotel, a tempo de assistirmos mais um capítulo de “Lazos de Família”, também assistir algumas reclamações dos agropecuários no “Canal de Protestos” e fomos jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Delacroix me indicou uma pizzaria chamada “Il Quartito”, que por acaso, passei na porta no meu primeiro dia em Buenos Aires. Fiz questão de registrar sua localização para quando resolvesse lá ir. Pois bem, não é que me deu um branco total e simplesmente não havia meio de conseguir me lembrar da localização. Como eu estava com desejo de comer pizza, resolvi entrar numa que tinha uns doces muito bonitos na vitrine. Então, dessa maneira entramos no Café Valério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Café Valério – Minha Cotação:&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Localizado bem na esquina da Calle Lavalle com a Calle Esmeralda. Os garçons não foram lá muito simpáticos e devo dizer que a pizza estava muito gordurosa e a massa não era das melhores. Definitivamente, não foi uma boa escolha. Os doces têm uma cara muito bonita, mas não quis experimentar. &lt;strong&gt;Preço: $ 62,00&lt;/strong&gt;(2 pessoas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso hotel ficava bem em frente ao Gran Rex, uma das mais importantes casas de shows de Buenos Aires. Quando estávamos retornando ao hotel, esbarramos com uma fila gigantesca na porta do Gran Rex, que ia de uma ponta a outra da esquina. O show em questão era da Adriana Calcanhoto, com casa completamente lotada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-7615657197065050900?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/7615657197065050900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=7615657197065050900' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7615657197065050900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7615657197065050900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-dirio-de-viagem4-dia.html' title='Buenos Aires - Diário de Viagem(4º Dia)'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC98SQn2gWI/AAAAAAAAANo/29xiLrT5OMs/s72-c/Argentina+072.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-6673270191487725022</id><published>2008-05-16T23:40:00.013-03:00</published><updated>2008-05-27T18:24:17.763-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires - Diário de Viagem(3º Dia)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez o vejo do 23º andar do meu quarto o dia amanhecer azulzinho em Buenos Aires, céu limpo e um friozinho gostoso. Nos jornais só se fala da crise do River Plate devido a eliminação para o San Lorenzo na Libertadores. O time ganhava por 2X0 e mesmo com 2 homens a mais em campo, cedeu o empate e a vaga para a equipe dirigida por Ramon Diaz. El “Cholo” Simeone está contestado, balança, balança, mas no fim, acaba não caindo. Eu que não tenha nada com isso, sigo a programação que planejei: passar o dia em Palermo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos um táxi e começamos pelo &lt;strong&gt;Jardim Japonês&lt;/strong&gt;. Devo dizer que fiquei encantado com a graciosidade deste recanto. Reproduz os jardins, cascatas e suas características pontes vermelhas. Tem também lindas carpas no lago em que os visitantes podem alimentá-las. Um local para se sentir uma bela paz de espírito. Vale realmente a pena visitar este local.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201176589277495634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5KjQn2gVI/AAAAAAAAANg/Oe0hFEKH7vs/s320/Argentina+047.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;A gueixa Adriana no seu habitat, o Jardim Japonês&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5KGwn2gUI/AAAAAAAAANY/VezhgYDy_1M/s1600-h/Argentina+054.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201176099651223874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5KGwn2gUI/AAAAAAAAANY/VezhgYDy_1M/s320/Argentina+054.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ainda no Jardim Japonês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5JfAn2gTI/AAAAAAAAANQ/SAgYnT6Ui-c/s1600-h/Argentina+056.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201175416751423794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5JfAn2gTI/AAAAAAAAANQ/SAgYnT6Ui-c/s320/Argentina+056.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais uma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5I7Qn2gSI/AAAAAAAAANI/c6pt15nnS7M/s1600-h/Argentina+062.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201174802571100450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5I7Qn2gSI/AAAAAAAAANI/c6pt15nnS7M/s320/Argentina+062.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Adriana alimentando as já gordinhas carpas do Jardim Japonês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De lá, demos uma rápida caminhada pelo parque 3 de Fevereiro, observando o típico argentino fazendo seu cooper matinal, ou passeando com seus cachorros e muitos daqueles sujeitos contratados para levar um monte de cachorros das madames para passear nesse grande pulmão de Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos até o Jardim Botânico, é uma boa caminhada, aonde temos que atravessar todo o Jardim Zoológico. Não ficamos muito tempo no Jardim Botânico, porque achamos que não valia a pena, principalmente para mim, acostumado a fazer caminhadas pelas lindas aléias do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, devo dizer que falta ao de Buenos Aires um certo ar imperial, como há no nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta hora já estava morto de fome. Não estava procurando um bom restaurante, simplesmente estava procurando aonde comer, queria simplesmente “sustância”. Entramos no primeiro que vimos, chamava-se “Arbol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arbol – Minha Cotação:&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Certamente jamais vocês o acharão em algum guia. É bem simples, para o dia-a-dia de um portenho típico, daqueles lugares que entra o policial da região para bater papo com as garçonetes, que as garçonetes conhecem todos os clientes pelo nome. fica localizado na Av. Santa Fé, bem atrás do Jardim Botânico. Para o nosso objetivo, que não era degustar, mas simplesmente matar a fome, ele cumpriu seu objetivo. Disse a Adriana que foram uma das melhores empanadas que ela comeu em Buenos Aires, de entrada. Comemos uma massa. Comida simples, porém honesta. &lt;strong&gt;Preço: $ 56,00&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos para o &lt;strong&gt;Malba&lt;/strong&gt;. O famoso museu construído pelo milionário argentino Eduardo Constantini, aquele que arrematou o nosso “Abapuru”. O prédio o “Museu de Arte Latina de Buenos Aires”, é um belo e arrojado projeto de arquitetura, um prédio lindo. Entramos sem saber por onde começar a olhar o acervo, perguntamos ao guardinha. Ele respondeu: “Como quiserem, eu sugiro começarem pela Tarsila”, assim cheio de intimidade com nossa Tarsila do Amaral, só faltou chama-la de Tatá. É que havia uma exposição de suas obras no museu, patrocinada pelo Governo do Estado de São Paulo. Havia bastante gente e principalmente estudantes, admirando as obras da nossa modernista. Lá também estava o tal “Abapuru”. Gente, vou ser absolutamente franco: pintura latino-americana é algo que não me seduz nenhum pouco e principalmente, odeio o Abapuru, apesar de reconhecer sua importância e o momento em que foi concebido. Perdoem minha ignorância! No museu havia também Frida Kahlo, Diego Rivera, Siqueiros, Berni, entre outros. Reconheço o valor deles, mas não fazem minha cabeça. Mas gostei de ver os quadros de Di Cavalcanti e Portinari, de quem admiro. Mas tenho que reconhecer que em termos de acervo latino-americano, o museu é um show. Mesmo outros “ignorantes” como eu, têm que dar uma passada no Malba. Mas fiquei louco mesmo é para ir ao Museu de Belas Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201174188390777106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5IXgn2gRI/AAAAAAAAANA/7QQOXvJzyxE/s320/Argentina+063.jpg" border="0" /&gt; Saindo do Malba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Adriana tem uma mania em todo país que visita: Tal qual o Papa João Paulo que beijava o solo de cada país que chegava, a Adriana tem que conhecer o Planetário de cada país que visita. Então fomos ao Planetário. Pois é, nada que não tivesse visto em outros planetários. Sei lá, talvez eu esperasse alguma revelação bombástica, tipo: descobriram que a Terra gira em torno da Lua. Mas nada disso foi revelado, parece que a Terra ainda gira em torno do Sol. Valeu para bater algumas fotos, filmar os patinhos no lago em frente e principalmente: sentar um pouco, pois andamos muuuuito nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5H7gn2gQI/AAAAAAAAAM4/FDrWLJKHOmA/s1600-h/Argentina+067.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201173707354439938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5H7gn2gQI/AAAAAAAAAM4/FDrWLJKHOmA/s320/Argentina+067.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Saindo do Planetário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Canal de Protestos&lt;/strong&gt; - Chegamos no hotel e a Adriana pediu para ligar no “Canal de Protestos”. Como assim? “Ué, você não conhece o Canal de Protestos, liga lá no 2, tem sempre alguém protestando ou reclamando de alguma coisa”. Realmente, toda vez que eu ligava no Canal 2, um canal de notícias, só tinha alguém protestando ou reclamando. No que a Adriana comentou: Por que ninguém cria um canal de protestos no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos tanto, mas tanto, que de tão cansado que estávamos, resolvemos procurar um restaurante na região do hotel. Fomos no La Estância, outra indicação do sr. Jorge Delacroix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La Estância&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;– Minha Cotação:&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.asadorlaestancia.com.ar/"&gt;http://www.asadorlaestancia.com.ar/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sr. Delacroix ao me recomendar, sentenciou: “É um restaurante para todo o dia”. Ele estava correto. O restaurante fica na Calle Lavalle(entre as calles Suipacha e Carlos Pelegrini), aliás, a Lavalle é um bom endereço para restaurantes do dia-a-dia. Na porta o maitre insistiu para que subíssemos para o 2º andar para assistir a um show de Tango. Mas estávamos podres de cansaço, não havia a menor condição. Fomos diretos para o restaurante mesmo. O ambiente é rústico, garçons antigos, vestidos com a dignidade dos veteranos. É um lugar já tradicional em Buenos Aires. No couvert, novamente uns pães meio durinhos, mas tenho que reconhecer que o Bife de Chorizo estava uma seda, Maravilhoso! Para quem não queria ir muito além das divisas do hotel, a escolha foi muito boa. &lt;strong&gt;Preço: $ 120,00&lt;/strong&gt;(2 pessoas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5HYQn2gPI/AAAAAAAAAMw/UwrP9x5njok/s1600-h/Argentina+068.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201173101764051186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5HYQn2gPI/AAAAAAAAAMw/UwrP9x5njok/s320/Argentina+068.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Meu Bife de Chorizo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5G9wn2gOI/AAAAAAAAAMo/J9Szx_q-eHw/s1600-h/Argentina+069.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201172646497517794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5G9wn2gOI/AAAAAAAAAMo/J9Szx_q-eHw/s320/Argentina+069.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eu num momento de intimidade com meu Bife de Chorizo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-6673270191487725022?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/6673270191487725022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=6673270191487725022' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6673270191487725022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6673270191487725022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-dirio-de-viagem3-dia.html' title='Buenos Aires - Diário de Viagem(3º Dia)'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SC5KjQn2gVI/AAAAAAAAANg/Oe0hFEKH7vs/s72-c/Argentina+047.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-2352504106618135614</id><published>2008-05-15T11:20:00.018-03:00</published><updated>2008-05-15T16:52:44.813-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires - Diário de Viagem(2º Dia)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às 9 da manhã já tínhamos que estar no lobby do hotel para o City-Tour. No micro-ônibus estavam 2 casais(chamado pela guia como a família Souza), 3 velhas de Minas Gerais, 3 mulheres(as Albuquerque) eu e a Adriana éramos a família Mello. Então partimos para uma geral da cidade. Começamos pela região mais ao norte da cidade, em Palermo e Recoleta, bairro na qual uma das mineiras só se referia como “Revoleta”. Primeira parada: Praça de Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Região de pura história, aonde foram realizadas históricas manifestações e temos a Casa Rosada, O Cabildo e a Catedral. Sede do governo desde 1873, existem 2 versões para a cor e o nome de tão bela construção que é a Casa Rosada. Numa diz-se que a cor foi resultado da mistura de cal e sangue de boi utilizada para impermeabilizar as paredes do antigo forte da qual foi erguida. Eu prefiro acreditar na 2ª versão, que considero mais poética, na qual a cor é uma referência à conciliação entre as 2 facções políticas existente no período, os blancos e os colorados. Da mistura de ambas, saiu o tom rosado. Tínhamos apenas 20 minutos para permanecer na Praça de Maio, para então voltarmos ao ônibus e continuarmos o City-Tour. O tempo foi suficiente apenas para algumas fotos, bem turísticas. Voltamos para o ônibus e ficamos aguardando as retardatárias, que chegaram com 15 minutos de atraso, las Albuquerque. Partimos para a 2ª parada: A Bombonera.&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200617844097056946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxOYAn2gLI/AAAAAAAAAMQ/9EBY5lWJSdk/s320/Argentina+005.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu na frente da casa Rosada&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxN-wn2gKI/AAAAAAAAAMI/_bV-NUqRDcA/s1600-h/Argentina+008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200617410305360034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxN-wn2gKI/AAAAAAAAAMI/_bV-NUqRDcA/s320/Argentina+008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Cabildo, logo aí atrás&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rápida passada por San Telmo e finalmente estávamos na mítica Bombonera. Na Bombonera, nossa “amiga” mineira, a “Revoleta” e suas amigas não quiseram saltar do ônibus em protesto contra a derrota do Cruzeiro na véspera para o Boca. Gente esperta, né? Bem, devo dizer que fiquei fascinado com a Bombonera e principalmente chocado com a proximidade do campo com a torcida. O sujeito pode praticamente agarrar o jogador que vai bater o escanteio de tão perto que é. Tive que reconhecer, tem que ser muito macho para enfrentar o Boca ali. Construído em 1940, tem uma forma parecida com a de uma ferradura e suas arquibancadas são tão inclinadas, tão próximas ao campo, que realmente lembra uma grande caixa de bombom. Certa vez, Arnaldo César Coelho comentou o que é ser bandeirinha ali: “Toda vez que eu levantava a bandeira contra o Boca, tinha a sensação de estar embaixo de um prédio que todos os moradores vinham à janela me xingar”. Posso imaginar. Depois entramos no “Museu de Paixão Boquense”, com fotos, troféus e boa parte da história do Boca, inclusive fotos de nossos Heleno de Freitas, Zózimo e Paulo Valentim. Passar 20 minutos ali foi muuuuuito pouco tempo, precisava de uns 40. Voltamos para o ônibus para novamente ficar esperando las Albuquerque. Próxima parada: La Boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxNjwn2gJI/AAAAAAAAAMA/oMvZ-YHNEZY/s1600-h/Argentina+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200616946448892050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxNjwn2gJI/AAAAAAAAAMA/oMvZ-YHNEZY/s320/Argentina+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Adriana no La Bombonera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxNEQn2gII/AAAAAAAAAL4/19V6FfTkCHQ/s1600-h/Argentina+011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200616405283012738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxNEQn2gII/AAAAAAAAAL4/19V6FfTkCHQ/s320/Argentina+011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ambos, na Caixa de Bombons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxMqAn2gHI/AAAAAAAAALw/hFLb-dvRfBs/s1600-h/Argentina+023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200615954311446642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxMqAn2gHI/AAAAAAAAALw/hFLb-dvRfBs/s320/Argentina+023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                      Num tete a tete com meu amigo Palermo, no "Museu da Paixão Boquense"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Revoleta” estava animada, louca para conhecer o “Camenito”(como ela pronunciava). Quanto a La Boca e Caminito, lembrava das palavras de Jorge Delacroix quando lhe perguntei sobre essa região: “Vai pra lá no City-Tour e já dê como vista. Não é preciso mais voltar” Devo dizer que ele estava absolutamente correto. La Boca e o...”Camenito”, são passeios obrigatórios realmente, mas 40 minutos é um tempo absolutamente suficiente. Realmente o lugar fascina, o Caminito acompanhava uma antiga linha ferroviária que funcionava até o início do século 20, quando os imigrantes genoveses se instalaram na região, com construções feitas em folhas de zinco, sem janelas e as fachadas pintadas com os restos das tintas dos barcos. Óbvio dizer que a região estava apinhada de turistas e artistas de rua. Uma dançarina de Tango agarrou meu braço com força para que tirasse uma foto com ela, claro que eu teria que pagar por isso, desvencilhei-me e segui em frente. O figuraça da região era o sósia do Maradona, o cara era igualzinho, sem tirar nem pôr. Tinha até empresário, que ficava nos abordando para tirar foto com ele. Lógico, havia também muito artesanato para comprar. Voltamos ao ônibus, no qual a guia perguntou: “Quem está faltando”? E o ônibus todo em coro: “Las Albuquerque”!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxMSAn2gGI/AAAAAAAAALo/yFyvph0DEuI/s1600-h/Argentina+026.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200615541994586210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxMSAn2gGI/AAAAAAAAALo/yFyvph0DEuI/s320/Argentina+026.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Adriana em pleno Caminito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxL2wn2gFI/AAAAAAAAALg/5D6jXMQpRrQ/s1600-h/Argentina+031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200615073843150930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxL2wn2gFI/AAAAAAAAALg/5D6jXMQpRrQ/s320/Argentina+031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sob minha cabeça, Gardel, Evita e Diego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxKlAn2gDI/AAAAAAAAALQ/Zl3RBK76Siw/s1600-h/Argentina+041.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200613669388845106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxKlAn2gDI/AAAAAAAAALQ/Zl3RBK76Siw/s320/Argentina+041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O City-Tour nos deixou em Puerto Madero, próximo da ponte da Mulher. Quando estava no Brasil, um restaurante muito indicado era o “Siga La Vaca”, mas sempre com um aposto: a fila é grande, se espera bem. Não pretendia ir lá por essa razão. Mas quando o ônibus passou por ele, reparei que não havia fila. Da Ponte da Mulher até o Siga La Vaca” era uma boa caminhada, mas achamos que valia a pena andar pela região de Puerto Madero, a temperatura estava gostosa e o lugar era lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puerto Madero se esparrama por 4 longos diques, nos quais é sempre muito agradável caminhar, seja à noite ou de dia. Vamos então passando por um restaurante mais lindo que o outro, com varandas ao ar livre, até chegarmos ao tão propalado “Siga La Vaca”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Siga La Vaca&lt;/strong&gt;(&lt;a href="http://www.sigalavaca.com/"&gt;www.sigalavaca.com/&lt;/a&gt;) – &lt;strong&gt;Cotação&lt;/strong&gt;: &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meu pai quando fala de restaurantes, sempre se utiliza da equação Custo X Benefício. Nesse aspecto o Siga La Vaca vale muito a pena, seu preço é muito barato e possui carnes de ótima qualidade, um ótimo buffet de saladas e inclusive a sobremesa mais a bebida estão incluídas no preço, que é fixo. Localizado em Puerto Madero, mais especificamente na Av. Alicia Moreau de Justo 1714. As carnes são bem variadas, pode-se pegar qunatas e o que quiser em carnes, para quem queira tem até picanha, maminha e fraldinha. De sobremesa tem profiteroles enormes e muito bonitos. O problema é que comemos tanto que não havia espaço para a sobremesa. A garçonete ainda pergntou em tom indigado: "Não vão querer sobremesa?" Não cabia mais nada na minha barriga. Demos sorte porque apesar de cheio, haviam mesas. Num outro dia passamos em sua porta e havia uma fila enoooorme. &lt;strong&gt;Preço: $ 80,00(2 pessoas).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltamos para o hotel a p&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxR9gn2gMI/AAAAAAAAAMY/pdihdX8ExHQ/s1600-h/Argentina+045.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200621786877034690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxR9gn2gMI/AAAAAAAAAMY/pdihdX8ExHQ/s320/Argentina+045.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;é, não sem antes dar mais uma passada na Galleria Pacifico, para comprar umas camisas Lacoste, de tão barato que é o preço aqui, pelo menos para nós brasileiros neste momento. O problema de Puerto Madero é que você anda distâncias enormes sem sentir, de tão lindo e gostoso que é essa região. Peguei o mapa no hotel e me dei conta que desde que deixamos o ônibus até nossa chegada ao hotel andamos o equivalente a 40 quadras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Galeria Pacifico, sob seu lindos afrescos(foto acima), finalmente provei o tal sorvete de doce de leite do Freddo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Freddo - Minha Cotação&lt;/strong&gt;:&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;*****&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Freddo é uma espécie de McDonald's dos sorvetes, em cada esquina de Buenos Aires você irá encontrar uma loja. Eu que estou acostumado a apreciar o sorvete edoce de leite da Häagen-Dazs, tenho que reconhecer, nada se compara ao sorvete de doce de leite do Freddo. A impressão é que botaram o doce-de-leite em estado puro numa casquinha de sorvete. Imperdível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manoel Carlos é Rei&lt;/strong&gt; – Impressionante ao ligar a televisão do hotel, haviam 3 novelas do Manoel Carlos passando em seqüência. Acabava uma e começava a outra. Às 18:00 começava “Laços de Família”, logo em seguida “Mulheres Apaixonadas” e por fim “A Presença de Anita”. Quem assistí-las deve pensar que José Mayer é o maior ator brasileiro e também o maior garanhão do Brasil, pois em todas ele é o galã e pegava a Deborah Secco, a Vera Fischer, a Cristiane Torloni e a Mel Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esquina Carlos Gardel&lt;/strong&gt; - A escolha do show de Tango foi algo muito pensado. Muitos falavam do tal do “Sr. Tango”. Não me empolgava, pois tinha referência de ser algo muito “Broadway”, grandioso, com cavalos em cena e para piorar, terminava com “Don’t cry for me Argentina”. Definitivamente não posso levar a sério um show em Buenos Aires que termine do essa música do Andrew Lloyd Weber. Queria algo mais autêntico. O Delacroix me indicou o “Esquina Carlos Gardel” (&lt;a href="http://www.esquinacarlosgardel.com.ar/"&gt;http://www.esquinacarlosgardel.com.ar/&lt;/a&gt;). Escolha perfeita! Pagamos U$ 80 por pessoa, é salgado, mas foi muito bem gasto. Um ônibus nos pegou no hotel e fomos até o bairro da Abasto, aonde ficava a casa de espetáculos. Ficamos numa mesas para 6 pessoas, éramos eu e a Adriana, uma mãe e seu filho(ambos paulistas) e um casal muito simpático do Rio, que estavam em lua-de-mel. Foi uma noite agradável, o jantar estava absolutamente divino, com direito a entrada, jantar, sobremesa e vinho à vontade, sem contar o bom papo na mesa, antes do show. O casal em lua-de-mel passou antes em Bariloche e ela contou que num restaurante de lá ele cismou de pedir ao garçom: “- eu quero uma picanha, arroz e uma farofinha de ovo no capricho”. No que o garçom replicou: “- Farofinha, arroz e picanha o senhor vai comer lá no Brasil”. Ela contou que queria morrer e para piorar, como Bariloche tinha 3 ou 4 restaurantes, tiveram que voltar algumas vezes lá, com ela morta de vergonha. Ele ficou feliz quando informamos que ele poderia comer picanha no "Siga La Vaca", só não encontraria a farofinha caprichada. Ele ficou indignado quando soube que entramos na Bombonera, contou: "É, no meu ônibus a guia perguntou quem queria entrar na Bombonera. Só eu e um outro sujeito levantamos o braço. Passamos direto por ela". Demos boas risadas nessa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show era espetacular, ia contando meio que de maneira cronológica a história do tango, com músicos e bailarinos de primeira. Começava com a Belle Époque portenha, pelos clubes de Tango, Carlos Gardel(havia um cantor espetacular, quase sósia do Carlos Gardel, que se chama Rafael Rojas) e lá pelas tantas entrou um senhor dançando maravilhosamente. A Adriana cochichou no meu ouvido: “-Como dança bem esse velhinho”. No que eu respondi: “Adriana, posso estar meio bêbado por causa do vinho, mas eu acho que esse senhor é simplesmente o Juan Carlos Coppes”. Não acreditava no que estava vendo, o mestre de todos os dançarinos de Tango diante dos meus olhos, ao vivo. Achava que eu estava vendo coisas. Mas ao final tudo foi confirmado, ao anunciarem como convidado especial daquela noite o grande Juan Carlos Coppes. Sim, eu tive o privilégio de vê-lo ao vivo. Para quem não o conhece, peguem o filme “Tango” do Carlos Saura, aonde ele interpreta o coreógrafo do show. Aliás, ele dançou nesse espetáculo que o tempo todo com uma gordinha possuídora de uns coxões, digamos que era uma versão portenha da Mulher Melância. Enfim, espetáculo nota 10 com todo louvor, para se aplaudir de pé.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxJFAn2gBI/AAAAAAAAALA/5fTaoeH2biU/s1600-h/Argentina+046.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200612020121403410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxJFAn2gBI/AAAAAAAAALA/5fTaoeH2biU/s320/Argentina+046.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu e Adriana, no Esquina Carlos Gardel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltamos para o hotel às 2 da manhã, a tempo de assistir ao compacto de São Paulo 2X 0 Nacional, pela Libertadores. Mas o melhor era a notícia que o comentarista dava incrédulo, a que o Flamengo estava perdendo de 3X0 do América do México em pleno Maracanã. Disse o comentarista que os jogadores do Flamengo devem ter se “emborrachado” muito depois do título carioca e deu no que deu. Definitivamente, com essa notícia não poderia ter terminado melhor esse dia perfeito. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-2352504106618135614?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/2352504106618135614/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=2352504106618135614' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/2352504106618135614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/2352504106618135614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-dirio-de-viagem2-dia.html' title='Buenos Aires - Diário de Viagem(2º Dia)'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCxOYAn2gLI/AAAAAAAAAMQ/9EBY5lWJSdk/s72-c/Argentina+005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-2084711084050066150</id><published>2008-05-14T12:59:00.007-03:00</published><updated>2008-05-27T18:25:39.131-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires - Diário de Viagem(Chegada 07 de Maio)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como preparação para viagem, comprei vários guias sobre a cidade, entre os que mais me ajudaram eu destaco o “Guia Buenos Aires para Brasileiros” e o “Guia o Melhor de Buenos Aires” da editora Abril. Algo que me foi bastante útil foi ler o guia e simultaneamente procurar os lugares indicados num mapa da cidade, isso me ajudou bastante para entender a geografia da cidade e quando lá estava, já tinha na cabeça todas as direções e localizações, mesmo antes de já conhecer. Sabia perfeitamente a direção que teria que tomar. Uma outra fonte de preciosa ajuda foi o sr. Jorge Delacroix, fotógrafo argentino, com 40 anos de Brasil, que muitas dicas preciosas me deu, como irei expor ao longo deste diário de viagem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 7 de maio pela manhã pela manhã embarcamos pela Varig rumo as tão sonhadas férias. Devo dizer que fiquei bem surpreendido pela nova Varig, bom atendimento, pontualidade e a comida bem razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que me deixava um tanto apreensivo foi o fato de viajar para o exterior apenas com a identidade, pois não houve tempo hábil para tirar o passaporte, já que o tempo de agendamento pela Polícia Federal era de pelo menos 3 meses. Confesso que a cada barreira que tínhamos que passar eu respirava fundo antes, achando que a qualquer momento seria barrado e mandado de volta no primeiro avião para o Brasil, achava muito estranho essa situação. Primeiro no balcão da Varig, depois Polícia Federal e finalmente na imigração argentina, aonde pude finalmente respirar aliviado. Pronto! Todas as barreiras estavam ultrapassadas e só tomar posse de Buenos Aires, a capital portenha era finalmente toda minha depois de 3 horas de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não tive boa impressão inicial do hotel. Ficamos no Hotel Las Naciones &lt;a href="http://www.hotellasnaciones.com.ar/"&gt;http://www.hotellasnaciones.com.ar/&lt;/a&gt;, de 4 estrelas. A localização dele é impecável, nesse aspecto não poderia estar em melhor lugar, fica bem na esquina da Av. Corrientes com Calle Esmeralda, bem no centro. Mas achei o hotel um pouco ultrapassado, precisando de alguma modernização, os funcionários não muito simpáticos, a roupa de cama com um aspecto meio velho, o cofre que jamais consegui abrir e principalmente, um travesseiro muito, mas muito baixo, aonde percebi logo que teria problemas para conseguir dormir com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já eram umas 5:30 da tarde, fazia uns 15 graus e resolvemos então fazer uma volta de reconhecimento pela região, fomos a Calle Florida, caminhando até a Galeria Pacifico. Minha avó costumava se referir a Calle Florida como um sofisticado lugar de compras em Buenos Aires, mas isso faz tempo. Meu pai já havia me dito que virou comércio de carregação. De fato, minha primeira impressão é que estava num típico calçadão de qualquer cidade latino-americana, nada muito diferente do que podemos encontrar no centro do Rio, com camelôs, artistas de rua, uma multidão se trombando, pessoas gritando na rua “cambio, cambio!” e a todo momento alguém me puxando pelo braço para oferecer “casacos de couro com o melhor preço da Florida”. A arquitetura ainda tem um tom imponente, mas existe um ar de decadência na atmosfera local. Chegamos até a Galeria Pacifico, da qual minha impressão foi a de ser um shopping bem simpático, com um estilo bem similar ao da Galeria Vittorio Emanuelle, de Milão. A primeira parte dessa galeria foi construída em 1800, com lindos afrescos em sua cúpulas pintados em 1954,por grandes artistas argentinos, entre eles Antonio Berni(de quem voltarei a falar aqui nos próximos dias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao hotel, tomamos um banho e fomos jantar no famoso “El Palácio de la Papa Frita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;El Palácio de la Papa Frita&lt;/strong&gt; – Minha Cotação: &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Existem uns 3 desse restaurante pela cidade, comemos no localizado na Calle Lavalle(entre as calles Maipú e Esmeralda). Ambiente um tanto rústico, lembra muito um típico restaurante do centro do Rio, até mesmo pela pinta e vestuário dos garçons, todos já com um ar já velhos de guerra, às vezes já com um ar enfastiado. Comemos logo de cara o Bife de Chorizo com Papas Infladas.Boa carne, mas pressentimos que comeríamos melhores. &lt;strong&gt;Preço&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;$ 120,00&lt;/strong&gt;(2 pessoas)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCsOxQn2f-I/AAAAAAAAAKo/-HsOU47pGAk/s1600-h/Argentina+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200266434167865314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="240" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCsOxQn2f-I/AAAAAAAAAKo/-HsOU47pGAk/s320/Argentina+001.jpg" width="332" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;... Voltamos caminhando, fomos até a 9 de Julho aonde tiramos nossas primeiras fotos com o obelisco por trás e voltamos ao hotel, pois no dia seguinte teríamos um city tour bem cedinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cruzeiro X Boca&lt;/strong&gt; - Ligamos a televisão e comecei a assistir Cruzeiro X Boca Juniors no Mineirão pela Libertadores. Ao Cruzeiro bastava ganhar de 1X0. Mas ao terminar o primeiro tempo já estava Boca 2X0, no que o comentarista em tom sarcástico disse: “Tenho uma péssima noticia ao Cruzeiro: Eles agora têm que fazer 4 goooooools!!! Háháhá”. Fim de jogo, fui tentar dormir naquele meu ínfimo travesseiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-2084711084050066150?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/2084711084050066150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=2084711084050066150' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/2084711084050066150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/2084711084050066150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-dirio-de-viagemchegada-07.html' title='Buenos Aires - Diário de Viagem(Chegada 07 de Maio)'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SCsOxQn2f-I/AAAAAAAAAKo/-HsOU47pGAk/s72-c/Argentina+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-4524485209603076315</id><published>2008-05-04T00:04:00.006-03:00</published><updated>2008-05-04T00:21:19.914-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires, Aí Vou Eu!!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As primeiras imagens que me lembro da Argentina são do estádio Monumental de Nuñez numa noite do inverno de 1978, totalmente lotado, sob uma chuva de papel picado caindo sobre o gramado em meio ao &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVTt9GlI/AAAAAAAAAJw/2Pn2dhoBs2A/s1600-h/argxhol78.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196353891590806098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVTt9GlI/AAAAAAAAAJw/2Pn2dhoBs2A/s320/argxhol78.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;delírio de uma multidão assistindo aquele time com a camisa alvi-celeste se sagrando campeão mundial. É uma imagem que causa grande repugnância na maioria dos brasileiros, por outros motivos, mas não sei porque aquela imagem me deixava hipnotizado diante da televisão. Tinha naquela época tenros 8 anos de idade. Desde então passei a ter uma fascinação inexplicável e sem nenhuma razão lógica pela Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, a admiração pela argentina e por seu futebol permaneceram em mim, porém, com a experiência e a maturidade, ganharam outros contornos e uma real razão de ser, principalmente por sua cultura, seja através de sua literatura, de seu cinema, de sua música, que fizeram desse país um lugar mítico para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 4ª feira, dia 07, embarco para Buenos Aires, oportunidade na qual vou finalmente concretizar o desejo de conhecê-la. Nessas últimas 2 semanas praticamente não faço outra coisa que não seja mergulhar nos vários guias e revistas que comprei sobre a cidade, ler o “Clarin” e o “La Nacion” pela internet, reler Cortazar e Saer, e principalmente, ouvir muita, mas muita música argentina. Tudo isso com o único objetivo de tentar entrar nem que seja um pouquinho na alma portenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já perceberam os 3 leitores que tenho neste blog, tenho uma relação muito visceral com a música e gosto &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVjt9GmI/AAAAAAAAAJ4/pTvWDGhcDdQ/s1600-h/imagen_audio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196353895885773410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVjt9GmI/AAAAAAAAAJ4/pTvWDGhcDdQ/s320/imagen_audio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de tentar entender um povo através de sua música e com a Argentina isso é muito intenso em mim, dada a minha enorme admiração por sua música. Tal como na minha relação com a música brasileira, também na música argentina amo toda a sua tradição, através do tango, que é para mim uma das músicas mais intensas que conheço e acima de tudo, uma das danças mais sensuais, assim como adoro o que se produz atualmente por lá, no que há de mais moderno. No hit parede aqui de casa nesses últimos dias só dá Fito Paez, Astor Piazzolla&lt;strong&gt;(na foto acima)&lt;/strong&gt;, Los Fabulosos Cadillacs, Lalo Schifrin, Gustavo Santaolalla, Leon Gieco, Charly García, Andrés Calamaro, Gutavo Cerati e até Gardel. Ou seja, de tudo um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que pretendo nessa minha estada assistir algum show de tango e pelo que andei vendo, há desde shows ao estilo Broadway aos mais autênticos. Tenho interesse em ver ambos. Na verdade é como o turista estrangeiro que vem ao Rio e quer ouvir samba, os guias e hotéis vão sugerir que ele vá ao show da Plataforma, mas se quiser ver o samba autêntico, aquele que o carioca procura quando quer ouvi-lo, então o melhor é ir à Lapa. Gostaria muito de ir algum lugar em que o típico portenho iria se quisesse ouvir o genuíno tango. O problema é saber aonde e como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desde já tenho uma pequena frustração, um dos meus ídolos musicais, o uruguaio Jorge Drexler, estará se apresentando no Gran Teatro Rex uma semana depois do meu retorno ao Brasil. Seria o máximo assistir um show de Drexler em Buenos Aires, não? Fazer o que? É a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em outra área já descobri um programa imperdível, assistir Hector Alterio no teatro La Plaza, aonde acabou de estrear “Dos Menos”, em que contracena com o espanhol José Sacristán, numa história de 2 enfermos terminais que se encontram em uma sala de hospital, mas que apostam, apesar de tudo, no valor dos sonhos e dos afetos. Tenho pretensões concretas de assisti-la. Existiria algo mais prazeroso do que assistir um dos atores de cinema que mais admiro num teatro de Buenos Aires?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quesito gastronomia&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVjt9GnI/AAAAAAAAAKA/_QnGOr9eGoQ/s1600-h/494017584_185e09d58a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196353895885773426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" height="199" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVjt9GnI/AAAAAAAAAKA/_QnGOr9eGoQ/s320/494017584_185e09d58a.jpg" width="266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, só tenho uma preocupação: Conseguirei eu(um carnívoro convicto e praticante) provar o autêntico bife de Chorizo? Explico minha preocupação: Há um mês atrás começou uma greve dos agricultores argentinos que paralisaram todas as estradas e impediam a passagem dos caminhões, o resultado disso foi o desabastecimento da cidade, apareceu até no Jornal Nacional um garçom dizendo que não sabia o que falar aos turistas sobre a ausência dessa iguaria. Pois bem, fizeram uma trégua de 1 mês para negociarem e logo percebi que a trégua terminaria mais ou menos na minha chegada. Pelo que ando lendo nos jornais, o movimento já está voltando à ativa. Já pensaram, ir a Argentina e não provar o bife de chorizo? Seria como ir a Roma e não ver o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem, estou de férias, estarei em Buenos Aires e tudo é festa. Logo farei aqueles programas bem de turistão: Casa Rosada, Café Tortoni, La Boca, Puerto Madero, Recoleta, San Telmo, Calle Florida, Cabildo, etc, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVzt9GoI/AAAAAAAAAKI/lZzRVjCZQrE/s1600-h/250px-Boca_Juniors_X_SÃ£o_Paulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196353900180740738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="183" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVzt9GoI/AAAAAAAAAKI/lZzRVjCZQrE/s320/250px-Boca_Juniors_X_S%25C3%25A3o_Paulo.jpg" width="234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma antítese a Paulo Coelho, parece que o universo está conspirando contra mim: Não é que me interditaram a Bombonera!!!! Quer dizer que não verei a Bombonera “pulsar” com mais um gol do Palermo pelo Boca? Definitivamente, ainda bem que não vou a Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bem, com ou sem Bife de Chorizo e Bombonera, Buenos Aires aí vou eu!!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-4524485209603076315?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/4524485209603076315/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=4524485209603076315' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4524485209603076315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4524485209603076315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/05/buenos-aires-vou-eu.html' title='Buenos Aires, Aí Vou Eu!!!!'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/SB0oVTt9GlI/AAAAAAAAAJw/2Pn2dhoBs2A/s72-c/argxhol78.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-3023786498999249097</id><published>2008-03-29T22:22:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T22:24:01.060-03:00</updated><title type='text'>Pagamento À Vista, Discriminação na Certa!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As palavras mais em voga no momento são: Emprestar e Financiar. Já sabia disso, afinal de contas, trabalho num banco e conheço bem esse mercado. É muito corriqueiro ouvir pessoas reclamando de como bancos e financeiras dificultam a vida de quem quer liquidar antecipadamente uma dívida. Hoje em dia o que interessa aos mais diversificados mercados é ter clientes meses a fio presos a uma financeira ou algo que o valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim, como sempre tive horror e felizmente, até hoje na vida nunca precisei recorrer a empréstimos, financiamentos e compras parceladas, nunca me preocupei com o tema. O problema é que no momento começo a me sentir discriminado por esse tipo de atitude, justamente por não estar sintonizado com as ordens do dia. Sou do tempo em que ao chegar num estabelecimento comercial e anunciar que iria pagar à vista, dava um enorme poder de barganha e acabava rendendo bons descontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, fui comprar um carro. Ao me deparar com os anúncios nos jornais reparei que raríssimos davam o preço à vista do veículo. Todos anunciavam as parcelas a serem pagas em 72 “suaves” prestações. Vi um anúncio muito interessante da Itavema veículos no jornal “O Globo”. Além de dar o preço à vista, o veículo vinha com um interessante kit e melhor ainda, uma bela promoção em que davam grátis: CD MP3 Player, Jogo de Tapetes, Emplacamento, Protetor de Cárter e 3 anos de Garantia. Me dirigi para lá junto da Adriana. Concessionária cheia, foi difícil arranjar um vendedor para nos dar atenção, até que fomos finalmente atendidos. Ao anunciar que queria pagar À vista já percebi o semblante desanimado da vendedora. Até aí tudo bem. Olhei o carro, peguei o anúncio da concessionária e indaguei sobre os itens que viriam de graça, ao que a vendedora me anunciou que estes itens eram só para a compra financiada. Adriana protestou, já que o anúncio não dizia que a promoção só valeria se fosse dessa maneira. A vendedora deu a desculpa que todas concessionárias fazem esse tipo de anúncio(Ok! Parece aquela velha história do todo mundo rouba, então vou roubar também, né?) e que tal informação estava sim no anúncio. Adriana perguntou: “Aonde? Só se for nas letras pequenas para se ler de lupa”! A vendedora levantou os ombros e concordou: “É, né”? Realmente, agora à noite ao olhar o anúncio com atenção, pude verificar que tal informação consta no anúncio e como disse a Adriana, estava ali, bem no pé da página em minúsculas letras que pude ler com uma bela dificuldade. No meu ponto-de-vista, classifico isso de propaganda enganosa. Se fosse um chato, poderia comprar o carro e depois exigir no Procom ou na justiça a promoção. Mas sou do tipo que pago para não me chatear. Fomos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Itavema partimos então para a Azzurra. O anúncio não constava o preço à vista, mas felizmente o preço batia com o da concorrente anterior. Não nos prometeram nada de graça, além do kit básico(o mesmo que a concorrente nos daria), mas pelo menos, senti mais sinceridade. Além do mais ainda consegui negociar o emplacamento do veículo por conta deles(algo que a concorrente já havia nos negado categoricamente). Ficamos satisfeitos e fechamos negócio.  Apenas algo me chamou a atenção nesta, numa mesa ao lado uma vendedora informava a um cliente que se ele quisesse antecipar uma determinada prestação, perderia a promoção, ou seja, novamente aquela velha história do que interessa mesmo neste momento é que fiquemos durante 72 meses presos a uma prestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma coisa, em dezenas de anúncios das mais diversas concessionárias, lia em letras garrafais uma expressão que me chamava a atenção: “totalmente grátis”. A pergunta que não quer calar: alguém conhece algo que seja “parcialmente grátis”?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-3023786498999249097?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/3023786498999249097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=3023786498999249097' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3023786498999249097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3023786498999249097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/03/pagamento-vista-discriminao-na-certa.html' title='Pagamento À Vista, Discriminação na Certa!'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-3362585963674456716</id><published>2008-02-03T21:43:00.000-02:00</published><updated>2008-02-03T21:51:50.418-02:00</updated><title type='text'>Vendo a Banda Passar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R6ZRvPOCKtI/AAAAAAAAAJg/dsZ1RfP95hQ/s1600-h/DSC00063.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162903894807947986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R6ZRvPOCKtI/AAAAAAAAAJg/dsZ1RfP95hQ/s320/DSC00063.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Banda "Azeitona &amp;amp; Cia", sob o ponto-de-vista de uma varanda do Leblon&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R6ZRvfOCKuI/AAAAAAAAAJo/xFUOam-Selo/s1600-h/DSC00061.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162903899102915298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R6ZRvfOCKuI/AAAAAAAAAJo/xFUOam-Selo/s320/DSC00061.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Início da concentração da "Banda do Mirante", sob o ponto-de-vista de uma janela do Bairro Peixoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um chavão que ouvia corriqueiramente durante o período do carnaval era o lamento de que “o carnaval de rua morreu no Rio”. De fato, podia ser chavão, mas era uma quase verdade. Nos últimos 5 anos, não faço a menor idéia do porquê, o carnaval de rua renasceu e ganhou uma vitalidade enorme. Começando pelo Cordão do Bola Preta, que apesar de despejado de sua tradicional sede, levou 500 mil pessoas ao centro do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, gostaria de saber quem chuta esses números e como calculam, tais como 2 milhões no reveillon do Rio, 1 milhão no de São Paulo e no Galo da Madrugada. No de São Paulo, inclusive, já foi provado matematicamente que não há espaço físico para tal número de pessoas, mas lá vai a mídia jogando números espetaculares. Mas independente dos números fantasiosos, é gente pra burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esse desvio do último parágrafo, voltemos ao carnaval de rua. Sendo 500 mil ou não, as fotos dos jornais comprovam que as ruas do centro do Rio foram tomadas por um mar de gente que, tal como no horizonte, não se podia visualizar aonde terminava, seguindo o tradicional bloco, que desde 1918 alegra as ruas desse velho Rio. E assim foi por toda a cidade, seja pelo Centro , seja pela Zona Sul, com a Banda de Ipanema, Simpatia é Quase Amor, Carmelitas, Monobloco, Cacique de Ramos, Imprensa que eu Gamo, Vem ni Mi que eu sou Facinha, Que Merda é Essa?, Meu Bem Volto Já, e mais uma infinidade de nomes pra lá de irreverentes. Irreverentes no nome e na atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive enorme simpatia por esses blocos, diria que tenho um carinho por eles. Não que eu seja um grande folião, até já o fui no passado, mas hoje me contento em observar e diria até que invejo a alegria e a maneira desinibida como desfilam seus integrantes, sem pudores ou vergonhas. E o melhor de tudo, não têm que pagar fortunas no câmbio negro para comprar um abadá, ficar uniformizado, cantando e fazendo coreografias como um bobo-alegre,  enriquecendo o bolso de artistas já milionários. Nos blocos vale tudo, ali todas as classes convergem, vai do advogado ao travesti, da criança vestida de Batman ao velhinho de bengala, ninguém fica mais rico, ao contrário, ali ainda se encontram os abnegados que colocam até dinheiro do próprio bolso. Fico ali à distância, pensando comigo: “Puxa! Com eu queria ser como essa gente toda”.  Ali aonde o cidadão esquece de suas misérias cotidianas, consegue uma pausa para não pensar no cheque-especial, na taxa de juros, na corrupção, um lugar aonde todos têm direito a sua “alegria fugaz, uma ofegante epidemia” que se chama carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para mim, um aposentado dos carnavais, o carnaval tem o outro lado da moeda. Começo o dia lendo os jornais para saber o horário dos blocos. Não, não é para me juntar, mas sim para traçar os mais complicados mapas pela cidade a fim de não ficar encalhado dentro de um carro vendo a banda passar. Não é das tarefas mais fáceis e assim mesmo ocorrem surpresas, afinal sempre tem um bloco estreante que ninguém notícia e aparece bem na nossa frente. Com no sábado, que ao ir almoçar na casa de minha mãe, havia no bar em frente a concentração de um novo chamado “Bloco do Mirante”. Resultado: Passei 2 horas em sua casa sem conseguir ouvir uma palavra do que minha mãe dizia, abafada pela animação dos debutantes carnavalescos. Assim continuou minha saga, quando não consegui chegar na Pizzaria Guanabara, impedido por uma nova horda que vinha na  direção contrária a minha e quando fiquei preso na casa dos meus sogros aguardando a passagem do “Azeitona &amp;amp; Cia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem, não me importo. Como já disse, me divirto simplesmente em observar a alegria e a revitalização dessa tradição que espero nunca ver morrer novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mas para meu desencanto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O que era doce acabou&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tudo tomou seu lugar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois que a banda passou&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E cada qual no seu canto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em cada canto uma dor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois da banda passar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Cantando coisas de amor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois da banda passar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Cantando coisas de amor...”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-3362585963674456716?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/3362585963674456716/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=3362585963674456716' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3362585963674456716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3362585963674456716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/02/vendo-banda-passar.html' title='Vendo a Banda Passar'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R6ZRvPOCKtI/AAAAAAAAAJg/dsZ1RfP95hQ/s72-c/DSC00063.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-6764541216900580398</id><published>2008-01-22T22:37:00.000-02:00</published><updated>2008-01-22T22:52:37.149-02:00</updated><title type='text'>Nova Leitura - Notícias do Planalto</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R5aPTBNP-nI/AAAAAAAAAJY/ZAeYqXEYxxY/s1600-h/8571649480.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158467980103776882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R5aPTBNP-nI/AAAAAAAAAJY/ZAeYqXEYxxY/s320/8571649480.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um método que desenvolvi para comprar livros é entrar numa livraria, pegar um livro e ler as 2 primeiras páginas do livro, ali ainda em pé. Se descer bem, acabo comprando e devo dizer que poucas vezes me arrependi. Minha nova leitura foi escolhida dessa maneira, o livro já foi lançado há algum tempinho, mas ao folheá-lo nesta semana durante minha incursão pela livraria "Argumento" acabei batendo o martelo e arrematei "Notícias do Planalto", do Mario Sérgio Conti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz a sinopse do livro: "&lt;em&gt;Com notícias do planalto, pela primeira vez o leitor poderá acompanhar o processo de decisão nos grandes jornais, revistas e emissoras de televisão do país. Tomando a eleição e o impeachment de Fernando Collor como fio condutor, este livro mostra os bastidores da imprensa e traça o perfil dos principais órgãos de comunicaçào brasileiros. Uma das perguntas que orientam a investigaçào é esta: até que ponto as relações pessoais, a identidade política como o governo ou o interesse econômico das empresas influenciam a cobertura política da grande imprensa?"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, apesar de minha mega-ansiedade, ainda não pude começar a ler o livro, que segundo a promessa do Submarino, será entregue amanhã. Tomara!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. - Não, definitivamente não estou maluco. Peguei o livro na Argumento, mas comprei no Submarino, porque lá posso usar os bônus que ganho na minha empresa e o livro sai de graça para mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-6764541216900580398?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/6764541216900580398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=6764541216900580398' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6764541216900580398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6764541216900580398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2008/01/nova-leitura-notcias-do-planalto.html' title='Nova Leitura - Notícias do Planalto'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R5aPTBNP-nI/AAAAAAAAAJY/ZAeYqXEYxxY/s72-c/8571649480.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-5335698160842732543</id><published>2007-12-30T11:21:00.000-02:00</published><updated>2007-12-30T12:25:13.272-02:00</updated><title type='text'>DVD Edu Lobo - Vento Bravo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R3eb1RNP-mI/AAAAAAAAAJQ/fOYDZOs92UI/s1600-h/edu+lobo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149756038375799394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R3eb1RNP-mI/AAAAAAAAAJQ/fOYDZOs92UI/s320/edu+lobo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolvi me dar de presente de natal o DVD do Edu Lobo, “Vento Bravo”, que contém um documentário e um show. Devo dizer que não me arrependi em nada, apesar do preço um pouco salgado. O DVD de Edu é daqueles que devemos guardar e nossa estante para o resto de nossos dias para sempre revermos de tempos em tempos e regozijamos do quão rica e bela é a música que produzimos por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto me deliciava com o meu DVD, no momento em que os caracteres anunciavam a próxima música, “Choro Bandido”, umas das mais lindas parcerias Edu/Chico Buarque, Adriana me fez uma pergunta desestabilizadora: Quem é melhor, Chico Buarque ou Edu Lobo? Devo confessar que mesmo para um “buarquiano” fanático como eu e que se gaba de conhecer TODAS as músicas de Chico, tal pergunta me deixou extremamente confuso. Resolvi deixar o DVD correr para dar uma resposta, afinal qualquer parceria de Chico e Edu é sempre um momento de elevação artística plena da música popular brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos momentos mais interessantes é quando Edu fala sobre Torquato Neto, seu parceiro em “Pra Dizer Adeus”. Edu conta o impacto quando soube através de uma notícia dada no rádio sobre o suicídio cometido por Torquato e acaba fazendo uma nova releitura da letra de “Pra Dizer Adeus”. Realmente Edu chamou bem a atenção para o fato, uma letra que para mim também parecia ser de amor se transforma subitamente, talvez inconscientemente, numa despedida: &lt;strong&gt;“Adeus/ Vou prá não voltar/ E onde quer que eu vá/ Sei que vou sozinho/ Tão sozinho amor/ Nem é bom pensar/ Que eu não volto mais/ Deste meu caminho...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Chico Buarque dá um depoimento revelador, ao dizer que após a Bossa Nova, Edu Lobo tenha sido sua maior referência no início de carreira. Ele cita algumas de suas canções do período mostrando-as como mera influência da bossa nova, até que apareceu a música de Edu na sua vida e pôde descobrir que havia outros caminhos a seguir.Tentando fazer um retorno no tempo, creio que posso imaginar o impacto e talvez a ruptura, que a música de Edu tenha causado naquele período um tanto turbulento de nossa história, pós 64(pré 68), época dos festivais e de toda uma efervecência cultural na vida brasileira. Num período que a música brasileira ainda vivia de “&lt;em&gt;um cantinho, um violão, um amor e uma canção&lt;/em&gt;” e então surge a força das músicas de Edu como “Arrastão” e “Ponteio”. Era realmente algo novo e vigoroso, vindo daquele violão comandado por um jovem tímido, infuenciado pela cultura popular, pelo cultura nordestina, a própria bossa nova, Villa Lobos, João do Vale, Sérgio Ricardo, Carlos Lyra(em fase de negação à bossa nova) e principalmente, com um forte conteúdo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força da música de Edu naquele momento nacional foi tanto, que só não virou um astro porque não quis e seu temperamento e personalidade não permitiriam. O próprio Edu, relata que quando foi embora do Brasil para estudar orquestração nos Estados Unidos queria “sair cantor e voltar compositor”. Assim de fato ocorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se claramente toda sua evolução artística, pode parecer óbvio falar isso, mas tal evolução não ocorre com todos artistas, com muitos ocorre o contrário. Das suas primeiras músicas absolutamente impactantes para depois se tornarem mais sofisticadas melodicamente e harmonicamente. Isso fica muito claro, principalmente, no que talvez venha a ser sua obra-prima: “O Grande Circo Místico”, uma trilha composta com Chico para o ballet do teatro Guaíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do DVD vamos acompanhando uma infinidade de grandes parcerias de Edu: Abel Silva, Cacaso, Capinam, Chico Buarque, Gianfrancesco Guarnieri, Joyce, Paulo César Pinheiro, Ronaldo Bastos, Ruy Guerra, Torquato Neto, Vinícius de Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro momento que vale muito: o encontro de Edu com Gianfrancesco Guarnieri, na sua última aparição em vida na televisão, realmente dava para notar a debilidade física de Guarnieri. Juntos fizeram o “Arena Canta Zumbi”, em especial “Upa Neguinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha opinião, após a morte de Tom Jobim, Edu passou a ser o mais completo compositor da nossa música, por isso foi providencial este lançamento da Biscoito Fino, aonde podemos viajar ao longo de sua vastíssima obra, relembrar fatos marcantes, ouvir histórias curiosas e apreciar toda a riqueza das melodias compostas pelo compositor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao dilema me imposto pela Adriana, respondi “salomonicamente” que considero Chico o melhor letrista e Edu o melhor “melodista” da música brasileira. Resposta que me rendeu a acusação de ter ficado em cima do muro. Pode ser, mas é o que realmente penso, são dois gênios, cada um na sua seara, que quando se juntam produzem algumas das mais lindas canções da música brasileira. Embora também ache que Chico é um ótimo músico e Edu um ótimo letrista(haja visto “Cordão da Saideira”, uma das minha músicas favoritas). Mas que Edu é muito mais afinado que Chico, isso é. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-5335698160842732543?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/5335698160842732543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=5335698160842732543' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/5335698160842732543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/5335698160842732543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/12/dvd-edu-lobo-casa-forte.html' title='DVD Edu Lobo - Vento Bravo'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R3eb1RNP-mI/AAAAAAAAAJQ/fOYDZOs92UI/s72-c/edu+lobo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-3829828847262610596</id><published>2007-12-08T23:35:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T21:25:20.683-02:00</updated><title type='text'>Um Mergulho no Século XIX</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Definitivamente desisti de "The Tudors"! Depois do suposto casamento da princesa Margareth com D. Manuel, o Venturoso, veio a gota d'água no último episódio: Simplesmente mataram-na de tuberculose, ainda jovem e sem filhos. Ou seja, de acordo com os roteiristas de "The Tudors", Mary Stuart(neta de Margareth) nunca existiu. É, vai ver nunca existiu mesmo, Mary Stuart deve ser mero fruto da criação de algum historiador doido. Ironias à parte, cansei! Liberdade poética é uma coisa, subverter a história de maneira tão grosseira é outra. Pelo andar da carruagem, só falta a série terminar com o casamento de Henrique VIII e Ana Bolena, sob a legenda: "E viveram felizes para sempre..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas isso não significa que minhas incursões pela história tenham acabado aí, como disse no post anterior, sou um apaixonado por essa disciplina e estou e passei os últimos 30 dias mergulhado no século XIX brasileiro, através de 3 livros: &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;"1808", de Laurentino Gomes(ed. Planeta)&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;"O Príncipe Maldito", de Mary del Priore(ed. Objetiva)&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;"Maldita Guerra", de Francisco Doratioto(Cia das Letras)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;1808&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Sim, tam&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R1tWa1aCyTI/AAAAAAAAAI4/oksoMiWZ69o/s1600-h/1808.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141798418586454322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R1tWa1aCyTI/AAAAAAAAAI4/oksoMiWZ69o/s320/1808.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;bém resolvi entrar de cabeça nos 200 anos da vinda da família imperial ao Brasil, através do bom livro do Laurentino Gomes. É um relato interessante, com uma linguagem bem acessível. O livro tenta desfazer a imagem caricata que se fez de tal episódio, que ficou ainda mais reforçado pelo filme "Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil", sem contudo, deixar de ter uma visão bastante crítica dos fatos e personagens. O principal propósito deste livro foi o de resgatar a história da corte portuguesa por estas paragens e tentar devolver aos seus protagonistas à dimensão que realmente teriam ocupado na história. Óbvio que é relatado todos os fatos caricatos que envolveram esse personagens, mas também faz um interessante levantamento da vida social no Rio de Janeiro do início do século XIX. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Príncipe M&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R1tWbFaCyUI/AAAAAAAAAJA/jYgUXFp6wiA/s1600-h/PrÃ&amp;shy;ncipe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141798422881421634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R1tWbFaCyUI/AAAAAAAAAJA/jYgUXFp6wiA/s320/Pr%C3%ADncipe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;aldito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Comecei a ler assim que terminei "1808" e acabei nos primeiros capítulos estranhado de início a diferença da abordagem, um pouco mais formal e menos acessível, mas com o passar dos capítulos acabei fisgado pela vida de Pedro Augusto de Saxe e Coburgo, neto de D. Pedro II, personagem até então absolutamente desconhecido por mim. Um jovem príncipe louco, ambicioso, numa corte habitada por um conde odiado, uma princesa carola, conspiradores oportunistas, uma corte volúvel ao sabor dos ventos, tudo nas barbas de um imperador que gostava de assistir as encenações por cima de um muro. O livro vai narrando todas as ambições de D. Pedro Augusto para vir a se transformar em D. Pedro III, tendo como pano de fundo todas movimentações dos últimos dias do império. Aliás, uma das partes mais interessantes do livro se dá justamente quando nos é narrado os bastidores da queda da monarquia, a ascenção da República e o fim dos sonhos de um príncipe pleno de ganância. Mary Del Priore consegue de maneira impressionante revelar toda a intimidade de uma família extremamente reservada, fazendo com que me sentisse no meio dos salões do Palácio de São Cristóvão ou do Palácio Imperial de Petrópolis. Valeu muito a pena tê-lo lido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Maldita Guerra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Nos meus tempos de estudante universitário de esquerda e filiado ao PCB, tinha como bíbli&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R1tWbFaCyVI/AAAAAAAAAJI/hPPUQXhGukY/s1600-h/guerra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141798422881421650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R1tWbFaCyVI/AAAAAAAAAJI/hPPUQXhGukY/s320/guerra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a "&lt;em&gt;As Veias Abertas da América Latina&lt;/em&gt;", de Eduardo Galeano. Mas um outro livro também fez minha cabeça: "&lt;em&gt;Genocídio Americano: A Guerra do Paraguai&lt;/em&gt;", de Julio José Chiavennato, que expunha a idéia de que o imperialismo inglês havia destruído o Paraguai para manter seu &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; em nossa região, impedindo a ascenção do único estado economicamente livre. O tempo passa, o tempo voa e hoje tenho um pensamento extremamente crítico sobre esses 2 livros citados. Quanto ao primeiro, hoje o acho ultrapassado e conservador(podem me jogar pedras, eu deixo), quanto ao segundo, reli recentemente e o acho bem superficial e simplista. Enfim, não sei se amadureci ou se virei um reacionário. O julgamento não cabe a mim, mas a quem me lê(felizmente ninguém me lê). Mas, falando do livro em questão: "Maldita Guerra" escrito de maneira muito objetiva e extremamente documentado, sobre a Guerra do Paraguai. Doratioto explica o conflito rejeitando a simples idéia de que o imperialismo inglês seria o responsável pelo desencadear da guerra. Mostra todo o cotidiano das tropas aliadas e toda a dinâmica da guerra. As batalhas são explicitadas de forma quase didática, com inúmeros mapas e ilustrações, avaliando a conduta dos principais chefes militares, tais como Mitre, Tamandaré e Caxias. Mas o principal, o livro desfaz mitos sobre o conflito, se transformando para mim uma funadamental referência sobre esse tema ainda hoje muito polêmico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-3829828847262610596?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/3829828847262610596/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=3829828847262610596' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3829828847262610596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3829828847262610596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/12/um-mergulho-no-sculo-xix.html' title='Um Mergulho no Século XIX'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/R1tWa1aCyTI/AAAAAAAAAI4/oksoMiWZ69o/s72-c/1808.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-4238774149098531224</id><published>2007-11-11T13:21:00.000-02:00</published><updated>2007-11-11T22:57:07.600-02:00</updated><title type='text'>The Tudors - A Tênue Divisão Entre Licença Poética e Mentira Histórica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RzceDWlSZiI/AAAAAAAAAHg/C1lsaM4wguI/s1600-h/tudors2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131603343362385442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RzceDWlSZiI/AAAAAAAAAHg/C1lsaM4wguI/s400/tudors2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Amo História! Leio e assisto tudo que posso relativo ao assunto e durante muito tempo cheguei a pensar em fazer faculdade de história, desejo que ainda possuo e quem sabe eu não faça quando me aposentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento ando acompanhando com fervor a série “The Tudors”, que retrata a vida de Henrique VIII, rei inglês que dispensa maiores apresentações. A série é muito bem realizada, apesar de não concordar muito com a escalação do elenco e às vezes achar que existe um excesso de homens másculos e sem camisa em cena(parecendo com as novelas do Carlos Lombardi), mas tudo bem, é desculpável, pois o que interessa mesmo é a qualidade da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas, a série descreveu um episódio que durante vários dias me deixou intrigado: Tudo começa com a irmã de Henrique VIII, Margareth, destinada a se casar com o rei de Portugal queixando-se com o irmão-soberano de que não quer tal casamento, pois “o rei é velho e tem gota”. Como sabemos, esse papo de casamento por amor é coisa dos românticos do século XX, antes o casamento era simplesmente um negócio e ainda mais quando se tratava de reis, em que o casamento era uma questão de Estado e desta forma, a pobre Margareth é embarcada para Lisboa, tendo um dos melhores amigos do rei a função de escoltá-la sã e salva até Lisboa. Durante a viagem, apaixonada pelo seu escolta, esta entrega-se de corpo e alma nos braços do amante, numa das mais tórridas cenas de “The Tudors”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corte do Palácio Real de Lisboa é um mosaico de gente feia, sombria, mesquinha e para uma jovem princesa, parece tudo aterrorizante. Na corte portuguesa da série, fala-se uma língua estranha, muito próxima do portunhol. O rei português, cujo nome não é citado, parece fisicamente repugnante, imundo, com os dentes amarelados e sem modos, recebendo a princesa como uma mercadoria e imediatamente lhe diz, com um sorriso maroto, num português com sotaque espanhol: - “Vamos casar para poder fazer muitos filhos”, soltando uma gargalhada assustadora. A pobre inglesinha desmaia nos braços do amante(bem, até eu desmaiaria diante de tal situação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a cerimônia de casamento, dança-se ao som de castanholas(castanholas???? É, castanholas!). Corte de cena e ambos estão nos aposentos para a consumação de fato do casamento. A princesa está deitada na cama e o rei pula em cima da princesa. Ao redor da cama está toda a corte portuguesa acompanhando “in loco” e com entusiasmo o rala e rola real, enquanto a câmera mostra os pés sujos, sebosos e pretos do rei enquanto está "comendo"(perdoem o palavriado, mas é a palavramais adequada para a cena) a nova rainha de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, com olhar melancólico, Margareth observa o Tejo pela sua janela, observa o rei dormindo(como um porco), caminha-se em sua direção, certifica-se que este está em sono profundo e sufoca-o ate a morte com um travesseiro. Pode agora, portanto, voltar para a Inglaterra e entregar-se de vez ao seu amante, com quem se casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei intrigado por jamais ter ouvido alguma menção sobre este fato e fui pesquisar. Pelo período, cheguei a conclusão que o rei em questão seria D. Manuel, o Venturoso, que governou Portugal em seu período áureo, nas grandes descobertas. Vasculhei toda sua biografia e não encontrei nenhum casamento com alguma princesa inglesa e nem que teria sido assassinado. Vasculhei a biografia da Margareth e também não encontrei nenhum casamento seu com um rei de Portugal, nem com seu amante, ao contrário, casou-se primeiro com James IV, da Escócia, que morreu na batalha de Floden Field, contra os ingleses. Mais tarde casou se com Archibald Douglas e mais tarde com Henry Suart, Lord Metheven. (Aparentemente, o casamento era um dos desportos favoritos da família.). Conclusão: Na época de Henrique VIII não encontro qualquer registro de um casamento entre uma princesa inglesa e um rei português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que sabemos que em se tratando de filmes e mini-séries, tudo é recriação ou interpretação e permitido até licenças poéticas, mas subverter fatos históricos dessa maneira foi definitivamente, muito exagerado da parte dos roteiristas. Continuarei a assistir “The Tudors” com bastante entusiasmo, porque realmente a série é muito boa, mas não poderei mais ter os fatos por ali narrados como verdades históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-4238774149098531224?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/4238774149098531224/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=4238774149098531224' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4238774149098531224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4238774149098531224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/11/amo-histria-leio-e-assisto-tudo-que.html' title='The Tudors - A Tênue Divisão Entre Licença Poética e Mentira Histórica'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RzceDWlSZiI/AAAAAAAAAHg/C1lsaM4wguI/s72-c/tudors2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-1162803182631144897</id><published>2007-09-17T21:26:00.000-03:00</published><updated>2007-09-17T21:39:32.226-03:00</updated><title type='text'>A LCD e Eu: Às Favas com os Escrúpulos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Ru8bhohcArI/AAAAAAAAAHY/eZOQUAOLzAc/s1600-h/Lcd[1].JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111334366716101298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Ru8bhohcArI/AAAAAAAAAHY/eZOQUAOLzAc/s400/Lcd%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pois é, tal como meus 5 leitores(anônimos e mudos) sabem pelo que escrevi no post sobre a LCD que caiu na minha cabeça, disse que pela LCD tiraria foto até pelado para o jornal do Sindicato. Não foi preciso tanto, como a foto acima mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje dei com minha cara estampada no jornal do Sindicato, lógico que como sou esperto chamei alguns colegas para pagarem mico junto comigo, sem contar, lógico, com o pessoal do Sindicato que se infiltrou na foto. Apareço sorrindo e abraçado com o Presidente do Sindicato recebendo minha LCD. Mal sabe o ilustre presidente que na última eleição votei na chapa de oposição e que andei fazendo nos últimos meses campanha fervorosa contra sua gestão. Sim, confesso que me vendi por uma LCD!!!! Afinal como se costuma dizer no Senado: Às favas com os escrúpulos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora não faço a menor idéia de onde enfiar a tal televisão e pior é todo santo dia ouvir umas 10 vezes a pergunta: E aí? Já instalou a televisão? E lá vou eu já sem graça dizer que ainda não. O fato é que instalada ou não, os colegas de trabalho já me informaram que quarta-feira tem reunião na minha casa para assistir ao jogo do Brasileirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: A qualidade da foto acima está péssima, pois tive que escanear a foto direto do jornalzinho. Mas vale o registro do mico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-1162803182631144897?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/1162803182631144897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=1162803182631144897' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/1162803182631144897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/1162803182631144897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/09/pois-tal-como-meus-5-leitoresannimos-e.html' title='A LCD e Eu: Às Favas com os Escrúpulos'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Ru8bhohcArI/AAAAAAAAAHY/eZOQUAOLzAc/s72-c/Lcd%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-8392819675457763431</id><published>2007-09-04T21:59:00.000-03:00</published><updated>2007-09-04T22:53:29.648-03:00</updated><title type='text'>Uma LCD caiu sob Minha Cabeça</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rt3_gbXjxoI/AAAAAAAAAHQ/-lq27l1l7Ps/s1600-h/s_LE32R81BX.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106518485075478146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rt3_gbXjxoI/AAAAAAAAAHQ/-lq27l1l7Ps/s400/s_LE32R81BX.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou do tipo que não acredita em sorte ou azar, penso que a diferença entre um e outro é apenas decorrência de meras circunstâncias da vida. Não sou supersticioso, sou cético com qualquer fenômeno para-normal, os quais creio que um dia a ciência irá explicar. Nunca fui a um bingo, joguei pôquer uma vez na vida(o que foi complicado, porque tinham acabado de me ensinar as regras, acabei limpando a mesa e no fim fui ainda chamado de trapaceiro porque teria mentido sobre “não conhecer as regras”), jamais jogo em loteria(mesmo quando acumula), nunca entro em rifa(salvo quando é feita para ajudar algum colega de trabalho que precisa repor algum dinheiro à empresa em decorrência de um erro[quem trabalha em banco sabe o que estou falando]), sendo que nem sei conferir a loteria federal para saber se ganhei algo na tal rifa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive na minha filosofia de vida a idéia de que para se ganhar dinheiro ou ganhar bens materiais, o melhor método ainda é o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava hoje no trabalho, tranqüilamente em minha mesa, quando adentram esbaforidos a estagiária juntamente com o rapaz que quase todo dia nos entrega o jornal do Sindicato dos Bancários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;– Cadê o Renato? – Cadê o Renato?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apontam para minha direção. A estagiária grita do outro lado do salão:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Renaaaato, você foi sorteado!!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faço uma cara de bovina: - Como assim? O entregador do jornal do Sindicato solta: - Parabéns, cara!!! Você foi premiado!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um tempo sem entender xongas, não me inscrevi em nenhum sorteio, como diabos eu poderia ter sido sorteado em algo. Eis que me entregam um exemplar do jornal do Sindicato e lá aparece com todas as letras o meu nome entre os contemplados. Diz lá que houve uma festa em comemoração ao Dia Nacional dos Bancários(festa que obviamente não me passou nem remotamente a idéia de comparecer) e sortearam prêmios para os sindicalizados e eu fui sorteado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Rapaz, você ganho um uma LCD 37&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Puxa, que legal! Falei, ainda meio tonto com a euforia de todo mundo a minha volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Discretamente saí do salão e fui para a sala do meu amigo Carlos Porto e perguntei-lhe discretamente:- Carlos, o que é uma LCD?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele pensou e respondeu: - Hummmm! Acho que é aquela máquina leitora de cheques.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que eu vou fazer com uma leitora de cheques em casa?&lt;br /&gt;- Você ganhou uma leitora de cheques?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É o que tão dizendo. Olha aqui meu nome no Jornal do Sindicato!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele pensou mais um pouco, puxou pela memória e revelou-me: - Não cara, você ganhou aquela televisão enorme, aquela fininha de 37 polegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento quase caí para trás. Comecei a me dar conta do tamanho do prêmio que tinha ganho. Então entra na sala meu colega, Cristian, mais conhecido como “Jaspion” e solta: - Cara! Tô vendo aqui, uma LCD 42” custa R$ 13.000,00. A sua deve valer uns R$ 10.000,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto! Foi o suficiente para o chão abrir embaixo das minhas pernas. Meu estado de choque só aumentava, em doses gradativas. A cada minuto recebia uma nova informação, que ia me deixando catatônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos minutos a agência inteira já sabia, pois o rapaz do Sindicato tinha feito o “favor” de ir de mesa em mesa informar o ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 16:30 fui para uma reunião previamente marcada para discutirmos as metas do mês de setembro. Ninguém discutiu meta nenhuma, o tema da reunião foi minha televisão. O fato de recentemente ter ganho dos meus colegas de trabalho uma televisão 29’ de presente de casamento, fez com que não parasse de ouvir o predicado “cagão” a todo momento. Ficaram ainda mais estarrecidos ao repararem que eu simplesmente ganhei o prêmio principal. Algumas outras pessoas(umas 5) de outros bancos foram premiadas, ganharam DVD, filmadora, bicicleta e até óculos escuros, mas lá no jornal aparecia meu nome como contemplado de uma LCD 37.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora cá estou eu em minha casa, procurando um lugar aonde irei enfiar o tal de LCD de 37 polegadas, pior, não faço a menor idéia de como irei levá-la para casa, já que segundo o tal Jornal dos Bancários, “os prêmios serão entregues na próxima quinta-feira aos bancários da ativa, nos locais de trabalho”, já que do nada, uma televisão enoooooorme caiu quase que literalmente em cima da minha cabeça. Agora, meus colegas já estam marcando à minha revelia uma visita em minha casa na quarta-feira para ver futebole m minha LCD. Saí do trabalho e dei de cara com eles na porta do Banco cantando aos berros para quem quisesse ouvir no meio da rua: “êêêêêêêê quarta-feira nós vamos ver tevê”. Só falta o Sindicato querer fotografar a entrega do prêmio para colocar minha cara no jornalzinho. Tudo bem, pela LCD eu me deixo fotografar até pelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina se eu jogasse ou acreditasse em sorte. Se fosse vivo, João Alves que se cuidasse!!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-8392819675457763431?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/8392819675457763431/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=8392819675457763431' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8392819675457763431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8392819675457763431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/09/uma-lcd-caiu-sob-minha-cabea.html' title='Uma LCD caiu sob Minha Cabeça'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rt3_gbXjxoI/AAAAAAAAAHQ/-lq27l1l7Ps/s72-c/s_LE32R81BX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-4059031305823220776</id><published>2007-07-17T21:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-17T21:44:10.631-03:00</updated><title type='text'>Crônica de Muitas Mortes Anunciadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou neste momento assistindo aos telejornais cobrindo o terrível acidente no aeroporto de Congonhas. Enquanto ouço o festival de especulações dos jornalistas, sem saber ao certo o que aconteceu e sobre o número de vítimas, me vem a cabeça um post que escrevi aqui neste blog no dia 24 de dezembro em que afirmava que em breve um seríssimo acidente iria ocorrer naquele aeroporto &lt;a href="http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/h-algo-no-ar-alm-dos-avies-de-carreira.html"&gt;http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/h-algo-no-ar-alm-dos-avies-de-carreira.html&lt;/a&gt;. Não, não sou adivinho, qualquer leigo sabia que um grave acidente era iminente, como mostra o texto que escrevi e que agora reproduzo abaixo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Há Algo no Ar Além dos Aviões de Carreira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;escrito em 24 de dezembro de 1996&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última vez que estive em São Paulo, comentei com minha noiva Adriana sobre o quanto era perigoso o aeroporto de Congonhas e fui mais além, afirmei que se continuar assim, algo muito grave vai acontecer ali. Tal afirmação não foi fruto de uma mera intuição ou pressentimento, mas de uma observação pessoal que fiz durante o atraso de 2 horas em que fiquei de pé na sala de embarque, enquanto aguardava meu vôo de volta para o Rio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas razões me levaram a pensar dessa maneira: para começar a localização do aeroporto, que é rodeado por um bairro residencial repleto de casas. Não sou especialista na história e na geografia de São Paulo, mas segundo me informaram, não é o aeroporto que é inserido naquela região residencial e sim o bairro que se expandiu em torno do aeroporto. Mas enfim, a ordem dos fatores não altera o produto, o fato é qualquer incidente ali pode ter conseqüências gravíssimas, me vindo sempre na cabeça aquele fatídico acidente da TAM. Outro aspecto é que a pista me parece curta, sendo inclusive, que pouco tempo depois dessa minha passagem por São Paulo, um avião não conseguiu frear e por muito pouco não foi parar na avenida ao lado do aeroporto. Por fim, fiquei com a sensação de que o aeroporto está operando muitíssimo acima da sua capacidade. Lógico que por se tratar da maior cidade do Brasil, é justificado um intenso tráfego aéreo nos aeroportos de São Paulo, mas mesmo assim fiquei impressionado com a quantidade de aviões aterrissando e decolando, era algo ininterrupto, aonde os aviões formavam filas para poder decolar, se bobear devia ter outra fila lá em cima para aterrissar. depois me confirmaram que aquela movimentação era absolutamente corriqueira em Congonhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a fila não era só na pista. Dentro do aeroporto o caos era completo, com uma multidão entupindo completamente o saguão de embarque, gente para todo lado, a maioria sentada no chão ou em pé, porque não havia mais bancos e o calor era insuportável. O painel avisava qual seria meu portão de embarque, então ficamos ali, aguardando em pé numa fila com a informação que embarcaríamos em 15 minutos. Passado 1 hora, continuávamos em pé no mesmo lugar em nossa fila indiana. Então o alto-falante anunciou que “nosso” portão iria ser utilizado para passageiros de um outro vôo, com isso, a fila da qual fazia parte foi atropelada por uma manada de búfalos que surgiu não sei de onde. Após sobrevivermos ao “pisoteamento” e mais uma série de confusões, começaram a aparecer uma série de avisos informando a transferência de vários vôos da companhia aérea que eu iria viajar para Viracopos(a mera possibilidade de transferirem meu vôo para Viracopos me deixava apavorado, pois já era quase meia-noite, eu estava podre de cansaço e ainda tinha que acordar cedo no dia seguinte para trabalhar). Mas felizmente não transferiram meu vôo e então, finalmente, veio a informação sobre o embarque do meu vôo para dentro de 5 minutos. Porém, tal embarque seria feito em um outro portão, que ficava no canto oposto do aeroporto e num outro andar. Então foi a vez da minha fila se transformar numa manada de búfalos(manada da qual eu e Adriana éramos dois dos búfalos mais rápidos e ariscos) e fomos correndo para o 2º andar. Agora quem tinha pressa era a companhia aérea, com os funcionários nos jogando para dentro do avião da maneira que desse. Enquanto o avião já começava a taxiar a pista, muitos passageiros ainda estavam de pé no corredor da aeronave tentando se ajeitar ou procurando seus assentos, me fazendo sentir como se eu estivesse num ônibus da linha Boca do Mato-Rodoviária, em que o motorista já sai acelerando o mercedão enquanto você mal colocou o pé no veículo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! Um detalhe importante, essa confusão toda que pude observar tanto na pista do aeroporto, quanto no saguão de espera, não ocorreu agora, em pleno caos aéreo pelo qual passam atualmente os aeroportos brasileiros, mas há uns 6 meses atrás, bem antes da confusão virar oficial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que no mesmo ano em que comemoramos o centenário do vôo histórico de Santos-Dumont, a aviação brasileira resolveu encontrar uma maneira bastante original de homenageá-lo(perdoem minha ironia). Praticamente do dia para a noite descobrimos que a aviação aérea brasileira é quase primitiva, insegura e sucateada. Enquanto viajávamos em paz, em nossa santa ignorância, não tínhamos conhecimento do perigo a que estávamos expostos devido as condições de trabalho dos nossos controladores de vôo e de seus equipamentos ultrapassados, aos inúmeros casos de possíveis acidentes que por pouco não ocorreram(que só agora foram revelados), dos pontos cegos no céu do Brasil, isso para não falar do aumento do desrespeito pelo qual os passageiros são vítimas nos aeroportos brasileiros afora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num ano que deveríamos comemorar a façanha de um autêntico, genuíno e raro herói brasileiro, tivemos a tragédia do vôo da Gol. Tragédia que acabou ganhando contornos quase que bizarros pelo que tivemos que testemunhar. Primeiramente, com total precipitação a mídia e o governo insinuaram de maneira irresponsável que a culpa seria dos pilotos norte-americanos que pilotavam o Legacy, quase que afirmando que teriam desligado propositalmente o transponder, que teriam feito manobras arriscadas pelo céu da Amazônia, antes mesmo dos relatórios técnicos. No momento em que o jornalista que escrevia para o New York Times denunciou que o espaço aéreo brasileiro era um caos e que havia “buracos negros”, a indignação tomou conta da sociedade, afinal de contas: Quem esse gringo pensa que é para ficar esculhambando a gente? Nosso nacionalismo poucas vezes falou tão alto. O jornalista foi ridicularizado, recebeu xingamentos em seu blog e nosso Ministro da Defesa demonstrou na televisão toda sua indignação com tal declaração “estapafúrdia”. Poucos dias depois descobrimos que não possuíamos um “céu de brigadeiro” em nosso espaço aéreo, ao contrário, possuíamos um “céu de turbulência”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se antes os passageiros aéreos eram confrontados com o desrespeito dos overbooking nos aeroporto, agora descobrimos que isso não era nada. Respeito é uma palavra em desuso num saguão de aeroporto no Brasil.&lt;strong&gt;Como já disse antes, não sou especialista na história e geografia da cidade de São Paulo, muitíssimo menos em aviação, pelo contrário, sou apenas um leigo, observador e mero curioso, mas isso não me impede de dizer(embora ninguém vá ler mesmo) que se alguma coisa não for feita, algo de muito podre pode vir a acontecer em Congonhas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. A frase utilizada como título deste post é de autoria do genial Aparício Torelly, mais conhecido como Barão de Itararé&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-4059031305823220776?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/4059031305823220776/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=4059031305823220776' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4059031305823220776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/4059031305823220776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/07/crnica-de-muitas-mortes-anunciadas.html' title='Crônica de Muitas Mortes Anunciadas'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-5336777004494460380</id><published>2007-07-04T22:40:00.000-03:00</published><updated>2007-07-04T23:52:16.620-03:00</updated><title type='text'>Pela Luz dos teus Olhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recebi a incumbência através do blog da Adriana(&lt;a href="http://adrianaerenato.blogspot.com/"&gt;http://adrianaerenato.blogspot.com/&lt;/a&gt;), que por sua vez recebeu a mesma incumbência do blog da Catarina(&lt;a href="http://www.catapensandoalto.blogspot.com/"&gt;http://www.catapensandoalto.blogspot.com/&lt;/a&gt;), que por sua vez recebeu de alguém a missão de responder um questionário apenas utilizando títulos de músicas de algum compositor na resposta. Então, sigo humildemente as ordens da Adriana, sendo inspirado por Vinícius de Moraes, o poeta do amor total, em minhas respostas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - Você é homem ou mulher?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;R: "O Homem"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 - Descreva-se:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Gente Humilde"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - O que as pessoas acham de você?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;R: "Andam Dizendo"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 - Como descreveria seu último relacionamento amoroso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;R: "Insensatez"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 - Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Eu não Existo sem você"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 - Onde queria estar agora?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Em Algum Lugar"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7 - O que pensa a respeito do amor?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Labareda"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8 - Como é sua vida?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Bonita Demais"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9 - O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Feijoada à Minha Moda"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10 - Uma frase sábia:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Sei lá, a Vida tem Sempre Razão"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11 - Agora diga tchau:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;R: "Mais um Adeus"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Parece que agora eu teria que escolher 5 blogs para fazer o mesmo. Como eu não conheço quase nenhum blog, repasso a missão para o incauto que cair de pára-quedas neste blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-5336777004494460380?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/5336777004494460380/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=5336777004494460380' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/5336777004494460380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/5336777004494460380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/07/pela-luz-dos-teus-olhos.html' title='Pela Luz dos teus Olhos'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-123941430369865071</id><published>2007-07-03T21:58:00.000-03:00</published><updated>2007-07-03T22:16:42.739-03:00</updated><title type='text'>Uma Rápida e Superficial Passagem pela Literatura Lusófona</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RorxWms8zVI/AAAAAAAAAG4/O2oPTsZ8SPw/s1600-h/jeagualusa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083140500089523538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RorxWms8zVI/AAAAAAAAAG4/O2oPTsZ8SPw/s400/jeagualusa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RorxWms8zWI/AAAAAAAAAHA/6uAIdUHiTKA/s1600-h/mia_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083140500089523554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" height="178" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RorxWms8zWI/AAAAAAAAAHA/6uAIdUHiTKA/s400/mia_1.jpg" width="198" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que me inspirou a escrever este post foi uma foto que vi hoje no Globo, aonde aparecia Marisa Monte abraçada com Mia COuto, José Eduardo Agualusa e o escritor israelense Amos Óz. Os 3 estarão presentes na Flip, que começa nos próximos dias em Paraty. Não, não estarei em Paraty, infelizmente, para poder estar em contato com 2 dos "jovens" escritores que mais admiro, o angolano Agualusa(foto 1) e o moçambicano Mia Couto(Foto 2).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até pretendo algum dia marcar presença na Flip, mas para isso tenho que respirar fundo e tomar coragem, pois todos sabem a loucura que fica a cidade e que sua estrutura não comporta um evento dessa envergadura. Já ouvi relatos de pessoas dizendo que só conseguem horário em um restaurante lá pelas 5 da tarde. Portanto, fica para uma próxima edição, quando eu estiver numa fase zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agualusa e Couto representam, com certeza, o que de melhor existe na moderna literatura lusófona e ouso dizer, na moderna literatura mundial. Sim, creio que em termos de literatura, um escritor de 40, 50 anos, pode ser considerado um jovem escritor. Sinto enorme prazer de ler ou assistir cada entrevista dada por esses dois, apesar do tom meio blasé que em certos momentos Agualusa deixa transparecer. Agualusa tem até um estilo de vida muito interessante, que até invejo, se tornou um andarilho, um nômade. Já morou em Lisboa, Goa, Recife e recentemente, resolveu retornar a sua Angola natal, já livre da Guerra Civil. Recentemente, num gesto que considero ousado, criou a editora “Língua Geral”, com o intuito de lançar, distribuir, difundir e inter-cambiar, escritores lusófonos, seja aqui no Brasil, na África ou em Portugal. Mais um motivo para admirá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Agualusa, se souber trabalhar bem, terá um rico material humano às suas mãos, já que a “jovem” literatura portuguesa vive um belo momento, como pude comprovar nesses últimos anos lendo livros bastante interessantes, aonde começo a citar o próprio Agualusa, que me deliciou de maneira absoluta com as aventuras de Fradique Mendes(personagem famoso, graças a Eça) em “Nação Crioula”, um livro que indico com paixão, que lamento tê-lo emprestado, pois nunca me devolveram e adoraria relê-lo. Nessa leva de escritores, cabe citar o angolano Ondjaki, que andou por estas terras na Flip passada; o português Miguel Sousa Tavares, autor do melhor livro que li em 2006, intitulado “Equador”(maravilhoso!!!); o próprio Mia de quem adoro seu “Um Rio Chamado Tempo, uma Terra Chamada Casa” e Margarida Rebelo Pinto com “Diário da tua Ausência”. Neste momento, me preparo para começar a ler um livro que a Adriana me deu de presente chamado “Enquanto o Ditador Dormia”, de um jovem escritor de 40 anos chamado Domingos Amaral, livro do qual guardo enormes expectativas. Ah! Por favor, não venham me falar de José Rodrigues dos Santos!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que lamento um pouco, é que não vejo no momento, pelo menos na minha opinião, a jovem literatura brasileira no mesmo nível dos outros países de língua portuguesa, a única exceção que vejo é Bernardo Carvalho, de quem gosto sobretudo de “Mongólia”. Mas pelo amor de Deus, que ninguém me venha falar de Fernanda Young!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar agora a literatura lusófona de uma maneira mais ampla, porque ficaria um post gigantesco, até porque ela é fundamental na minha formação como ser humano, afinal, poderia citar aqui Eça, Machado, Jorge Amado, Fernando Pessoa, Mario Sá Carneiro, Antônio Lobo Antunes(para mim, digno de um Nobel de literatura e o maior escritor da atual literatura em língua portuguesa) e mais uma quantidade enorme. Qualquer dia farei um post, um pouco menos superficial que este, sobre esses monstros sagrados. Mas por favor, que ninguém me venha falar daquele chato do Saramago!!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-123941430369865071?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/123941430369865071/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=123941430369865071' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/123941430369865071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/123941430369865071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/07/uma-rpida-e-superficial-passagem-pela.html' title='Uma Rápida e Superficial Passagem pela Literatura Lusófona'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RorxWms8zVI/AAAAAAAAAG4/O2oPTsZ8SPw/s72-c/jeagualusa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-3956673583468772583</id><published>2007-06-16T23:12:00.000-03:00</published><updated>2007-06-17T12:57:58.883-03:00</updated><title type='text'>Clube da Esquina</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6BKw1pI/AAAAAAAAAGA/LN0ivow3M2s/s1600-h/milton_ret.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076850802466805394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6BKw1pI/AAAAAAAAAGA/LN0ivow3M2s/s400/milton_ret.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6RKw1qI/AAAAAAAAAGI/E2-1matoMXU/s1600-h/LÃ´+Borges.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076850806761772706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6RKw1qI/AAAAAAAAAGI/E2-1matoMXU/s400/L%C3%B4+Borges.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6RKw1rI/AAAAAAAAAGQ/8IBvnNnNejE/s1600-h/Beto+Guedes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076850806761772722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6RKw1rI/AAAAAAAAAGQ/8IBvnNnNejE/s400/Beto+Guedes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6RKw1sI/AAAAAAAAAGY/T8md-PV51tM/s1600-h/fernando+Brandt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076850806761772738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6RKw1sI/AAAAAAAAAGY/T8md-PV51tM/s400/fernando+Brandt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6hKw1tI/AAAAAAAAAGg/OuupMiqFRfU/s1600-h/toninho_horta_retratothumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076850811056740050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6hKw1tI/AAAAAAAAAGg/OuupMiqFRfU/s400/toninho_horta_retratothumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ando nos últimos meses com o hábito de gravar CDs temáticos. Fazer esse tipo de CD me é muito prazeroso pois me obriga a estudar sobre cada um dos temas, me aprofundar e fazer pesquisa.. Entre os Cds que fiz nos últimos tempos, cito uma antologia do samba em que em 6 CDs tentei contar a história do samba em ordem cronológica de 1917 até os dias de hoje, fiz também uma coletânea de 4 CDs de trilha sonora de cinema, além de outros temas como a Era dos Festivais, Canção Italiana, Portuguesa, Francesa, Música Latina contemporânea, Anos 70, Anos 80, fiz ainda um sobre Cartola, Beatles e um sobre a pseudo rivalidade de Dick Farney e Lucio Alves. Alguns desses CDs acima, acabaram rendendo posts neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento estou fazendo um sobre os músicos do Clube da Esquina, leia-se Milton Nascimento, Fernando Brandt, Lô Borges, Toninho Horta, Wagner Tiso, Márcio Borges e Beto Guedes, Sendo que resolvi incluir ainda no meu CD outros nomes como Flavio Venturini, Tavito, Maurício Maestro, 14 Bis e ainda Samuel Rosa(visivelmente influenciado pelo Clube). Lógico que ao me decidir sobre essa temática já tinha em mente a riqueza do material que iria encontrar, mas me surpreendeu um pouco a qualidade da obra de 2 músicos que até o momento eu não dava grande valor ou atenção: Lô Borges e Beto Guedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tomei conhecimento de fato da existência de Beto quando ele estourou com “Paisagem na Janela”, da qual não sou lá um grande amante e sempre achei que sua voz me soava um pouco como a de uma taquara rachada, quase a mesma opinião tinha sobre Lô, da qual eu conhecia mais por “Trem Azul”. Mas em minha pesquisa acabei encontrando uma série de belas canções que já conhecia, mas não prestava atenção sobre de quem era a autoria, como “Equatorial”, “Sol de Primavera” “Feira Moderna”, “Clube da Esquina 2”, “Para Lennon e McCartney”, entre outras canções de Beto e Lô. Por essas e outras descobertas, que esse tipo de pesquisa musical tanto me entusiasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo o material que consegui até agora, a gente se dá conta da importância da música para a formação cultural de um povo ou de uma região, sendo que nesse quesito a música do Clube da Esquina nos remete com perfeição ao sentimento da “mineirice” (expressão que teria sido criada por Gilberto Freyre). Fecho os olhos ouvindo “Manuel, o Audaz”, “Trem Azul” “Nos Bailes da Vida” e consigo sentir o mar de montanhas de Minas. Com “Calix Bento” me vem à mente todas as igrejas barrocas e toda uma religiosidade impregnada. Em “Bola de Meia Bola de Gude” sinto toda uma infância moleque de pés descalços, de travessuras, de amizade, fantasia e vivacidade. Já em “Todo Azul do Mar”, do Flavio Venturini, a gente sente toda a fascinação do mineiro pelo mar. Tem ainda a capacidade de se sentir na “Rua Ramalhete”, ali "no muro do Sacre Coeur com uniforme e olhar de rapina" que Tavito narra de maneira terna. Feliz é o povo que consegue ter uma música capaz de expressar sua alma. Feliz é Minas por possuir músicos com capacidade de nos transportar para essa geografia física e humana tão própria que só eles sabem descrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, cabe também lembrar o concurso Zum do Besouro que há alguns anos atrás Artur Xexéo no Globo lançou sobre letras, pelo menos aparentemente, sem pé nem cabeça, nisso cito a (belíssima)canção “Diana”, aonde Toninho Horta diz: com “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Corpo pintado/ De branco e marrom/E uma tristeza no olhar/Como se conhecesse/Dor milenar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”... e depois continua: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fica a ausência/Branca e marrom/E a tristeza milenar/Mas os meninos voltaram a brincar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”. Mas afinal de contas, que diabo seria uma ausência branca e marrom? Espero que algum mineiro apareça por aqui para me solucionar o enigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os meus 3 únicos leitores que possuo neste blog: quem quiser saber mais sobre o tema:&lt;br /&gt;http://www.museudapessoa.net/clube/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a próxima pesquisa, já estou começando a colhetar material, vai ser sobre as músicas da minha infância, já inclusive baixei “Vila Sésamo” com o Marcos Valle e “Sideral” do Capitão Aza(com “Z” mesmo), mas isso é tema para um post mais para frente &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-3956673583468772583?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/3956673583468772583/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=3956673583468772583' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3956673583468772583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3956673583468772583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/06/clube-da-esquina.html' title='Clube da Esquina'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RnSY6BKw1pI/AAAAAAAAAGA/LN0ivow3M2s/s72-c/milton_ret.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-8099291027320095627</id><published>2007-06-05T21:25:00.000-03:00</published><updated>2007-06-05T21:33:44.798-03:00</updated><title type='text'>Aventuras e Desventuras de um Noivo no Universo dos Casamentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RmX_oBKw1oI/AAAAAAAAAF4/DLbyVrmf1hM/s1600-h/Cerim%C3%B4nia+-+noivos+no+altar+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072741618276161154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RmX_oBKw1oI/AAAAAAAAAF4/DLbyVrmf1hM/s400/Cerim%C3%B4nia+-+noivos+no+altar+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Encontrava-me no meio da tarde de uma 3ª feira em pleno 20º Ofício no Centro do Rio, tendo como missão reconhecer a firma do Frei José Pereira, que celebrou meu casamento com a Adriana no último dia 12 de maio. Lá estava eu, naquele ambiente nada aconchegante de um cartório, em pé numa fila enorme, enquanto aguardava minha vez. Reparo que o rapaz que se encontrava na minha frente carregava um documento idêntico ao meu, mais precisamente um “Termo de Casamento Religioso”. Pronto! Era tudo que precisava para puxar um assunto e tentar matar o tempo perdido. “Também veio reconhecer a firma do celebrante?”, perguntei. Objetivo conseguido, ganhei um interlocutor! A conversa se desenrolou naturalmente sobre tudo relacionado ao tema: custos, fotos, burocracia, máfia das igrejas, indústria do casamento, enfim, sobre esse mundo que até um ano e pouco atrás ambos desconhecíamos. “- Eu usei copo-de-leite e chuva de prata”, me disse. Repliquei: “- Ah! Que lindo”De repente olhei em volta e observei uns certos olhares daquele bando de Office boys e despachantes, figurinhas típicas de fila de cartório. Sim, estávamos ali 2 recém-casados conversando de flores, mas para aquelas pessoas que ouviam atentamente nossa conversa, não passava de um típico diálogo de 2, hummm...boiolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, para preparar um casamento um noivo descobre que tem que tomar decisões sobre temas tão inusitados, sobre temas que jamais esperou um dia ter que decidir, tipo:&lt;br /&gt;· O vestido das daminhas vai ser rosa-bebê ou verde-água?&lt;br /&gt;· Que cor você prefere que sejam embalados os bem casados? Que tal rosa? Então vai ser rosa, mas com que cor de laço?&lt;br /&gt;· As flores você prefere copo-de-leite, cravos ou margaridas?&lt;br /&gt;· Qual você vai usar no seu meio-fraque: um lírio ou uma orquídia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai do pobre noivo se não responder à argüição acima. Se você simplesmente disser que tanto faz, sua noiva certamente reclamará que você não está ligando a mínima para o casamento. São decisões tão complexas, que não fomos preparados nem criados para respondê-las. Normalmente ao sermos indagados se preferimos um laço rosa ou bege para os bem-casados, costumamos fazer aquela cara de bovino: “Como assim?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, preparar um casamento é entrar num universo paralelo que até então desconhecíamos, aonde nos deparamos com uma verdadeira indústria feita para nos escalpelar, mas sempre com um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me da primeira importante decisão que tomamos logo após escolhermos a data e a igreja: Quem seria o cerimonialista. Na época não entendia porque diabos seria tão importante assim se escolher um cerimonialista. Aliás, não entendia como alguém podia ter uma carteira de trabalho aonde constasse como profissão o ofício de cerimonialista. Só para fazer aquela procissão antes da cerimônia? Com o decorrer dos meses, fui realmente percebendo a importância de se contratar tal profissional, descobrindo de como uma noiva se apóia nele. Ele acaba se tornando uma espécie de mãe, pai, fada-madrinha, conselheiro sentimental, uma espécie de bom-bril, que ajuda a resolver todos os tipos de problemas. Minha noiva contratou o Sérgio Felipe, aliás, um grande profissional. O problema é que demorei para acertar o nome dele, no início só o chamava de Sérgio Maurício, Sérgio Ricardo, Sérgio Murilo, até que com o passar do tempo consegui acertar seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o choque inicial se dá no momento de escolher a igreja, quando você se dá conta que caiu numa espécie de máfia. Além, dos preços para lá de salgados das igrejas, em cada uma você tem uma série de limitações. Por exemplo: Na Igreja da Urca só se pode fazer as flores com determinadas pessoas, sendo proibido outros nomes fora da pequena lista que é fornecida. O cerimonial e a música da Igreja só podem ser feitos com uma determinada senhora, sem a menor possibilidade de trocá-la por outro profissional. Na Nossa Senhora do Bonsucesso, se não se fizer a música com um tal de Maestro Rachid(que dizem que é mais desafinado que aquela cantora da Banda Calypso), você paga multa. Se não fizer a decoração com determinada pessoa, você paga multa. E por aí vai. Realmente isso é muito estranho, aonde não seria difícil elocubrar ou insinuar que tem gente ganhando dinheiro e comissões por fora, pelo menos é o que transparece com tais exigências. Uma pergunta que me fazia nesse período era como gente pobre fazia para se casar diante de tanta exorbitância nos preços e da infinidade de aspectos que nos é cobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso ainda temos que contratar um decorador, uma orquestra. Aí vai um comparação curiosa: Pagamos 3 vezes mais em flores e decoração do que na orquestra com 21 músicos. Ou seja, fica constado o quanto músico neste país é desvalorizado, ainda mais com formação clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem o DJ, aonde somos obrigados a tomar outras decisões um tanto excêntricas, tipo: Com que música vamos cortar o bolo? Tem ainda o local da recepção(o que é uma facada enorme), fotógrafo, vestido da noiva, das daminhas, aluguel de roupas, bolo, doce, havaianas, gráfica para convites, calígrafa, enfrentar cartórios, carro, hotel para lua-de-mel, marcar viagem, ufa! E mais uma infinidade de coisas, que em determinadas horas fazia me sentir como se fosse um produtor de um mega-show de rock ou de um ópera na Praça da Apoteose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sentimento que compartilhei com meu novo amigo Rafael(pelo menos ele tinha cara de se chamar Rafael) era a perda da noção de dinheiro, pois nesse universo as pessoas apresentam orçamentos na casa dos R$ 4 mil, R$ 5, R$ 6 mil reais com a maior naturalidade do mundo. “- Quanto é isso?” “-R$ 3 mil”. “Então tá!” Sacamos valores tão absurdos com uma naturalidade impressionante, que quando chega algo para pagar com menos de R$ 1.000,00, até tomamos um susto: “-Quanto? Só R$ 800,00?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Rafael passamos então uma parte da nossa tarde, já cúmplices, relembrando nossas aventuras e desventuras em nossa passagem por esse estranho universo dos casamentos. “-O Próximo”, grita o atendente do cartório. Era a vez do Rafael e o suficiente para nos darmos conta que estávamos agora definitivamente de volta ao planeta terra e sob o olhar atento dos nossos incrédulos e desconfiados companheiros de fila.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-8099291027320095627?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/8099291027320095627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=8099291027320095627' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8099291027320095627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8099291027320095627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/06/aventuras-e-desventuras-de-um-noivo-no.html' title='Aventuras e Desventuras de um Noivo no Universo dos Casamentos'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RmX_oBKw1oI/AAAAAAAAAF4/DLbyVrmf1hM/s72-c/Cerim%C3%B4nia+-+noivos+no+altar+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-352614825198308685</id><published>2007-04-08T01:10:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T19:45:44.026-03:00</updated><title type='text'>Testemunha Ocular da História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O tempo passa e a gente nem percebe, quando se dá conta a vida já passou e você já se descobre um “jovem senhor”, quase que uma testemunha ocular da história. O primeiro sinal que faz a gente perceber que está ficando para trás é quando se dá conta que só a gente pronuncia “i&lt;strong&gt;ó&lt;/strong&gt;ga”, enquanto todos ao nosso redor pronunciam “i&lt;strong&gt;ô&lt;/strong&gt;ga”. Começamos então a narrar fatos históricos que de alguma maneira presenciamos e as pessoas ficam curiosas para saber detalhes de como se desenrolou aquilo que estudaram nos livros de história, sob o ponto-de-vista de uma testemunha-viva. Nessas horas me sinto como minha avó narrando fatos da Revolução de 30, do enterro de Rui Barbosa, da inauguração do Jóquei e pior: do retorno da Europa no mesmo navio que Santos-Dumont. Ainda não cheguei nesse nível, mas já me sinto como se fizesse parte daquela velha canção de Raul Seixas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“&lt;em&gt;Eu nasci há dez mil anos atrás/E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais/Eu vi Cristo ser crucificado/O amor nascer e ser assassinado/Eu vi as bruxas pegando fogo/Prá pagarem seus pecados, eu vi/Eu vi Moisés cruzar o Mar Vermelho/Vi Maomé cair na terra de joelhos/Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes/Diante do espelho, eu vi.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse no último parágrafo do meu post anterior: “E ainda tem a Adriana que sempre me goza: Como você é velho, você viu o Carpeggiani jogar!” Não só vi Carpeggiani jogar, como vi muitas outras coisas nesses 37 anos em que perambulo por essas paragens:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RhhrydgLJaI/AAAAAAAAAFM/9frwP8VbNaU/s1600-h/cassius+clay.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050905496753218978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" height="168" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RhhrydgLJaI/AAAAAAAAAFM/9frwP8VbNaU/s400/cassius+clay.jpg" width="256" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vi Muhammad Ali lutando quando ainda se chamava Cassius Clay&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vi Zico &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt; no Maracanã bem no início de sua carreira no Flamengo e Rivelino defendendo o Fluminense&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Já passei por 4 Papas: Bento XVI, João Paulo II, João Paulo I e pasmém: lembro do enterro de Paulo VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Recordo com riqueza de detalhes da posse de João Figueiredo na presidência de República, de sua abertura “lenta, gradual e segura” e ainda da bomba do Riocentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RhhrytgLJcI/AAAAAAAAAFc/GPBBh3rwQ_s/s1600-h/copersucar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050905501048186306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RhhrytgLJcI/AAAAAAAAAFc/GPBBh3rwQ_s/s400/copersucar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vi Emerson Fittipaldi correndo pela Copersucar e me lembro bem da estréia de Nelson Piquet na Fórmula 1.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Assisti pasmo pela televisão a Revolução iraniana, a queda do Xá, a ascensão de Khomeini, a crise dos reféns americanos e consequentemente: a derrota de Jimmy Carter para Ronald Reagan.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lembro-me da Revolução dos cravos em Portugal e da independência de Angola.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vi Nadia Comanecci ganhar nota 10 na Olímpiada de Montreal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Na televisão preto-e-branco acompanhava todos os capítulos de "Saramandaia" e "Estúpido Cúpido", além de ver "A Grande Família"(na 1ª versão, tá?) e  na TV Tupi via "Capitão Aza"(com "Z" mesmo). Sim, eu peguei a TV Tupi!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Aos domingos assistia Silvio Santos apresentar "Só Compra Quem Tem".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Atravessei a av. Atlântica no tempo que só havia uma pista de mão dupla&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cantarolei muito a música que fazia o maior sucesso no rádio: “&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;comprei um quilo de farinha/pra fazer farofa/farofáfá farofáfá”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Assisti a estréia de E.T. no cinema Rian.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente o tempo passou, já sou quase um quarentão, mas o pior é que por dentro ainda me sinto tão menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Eu vi as velas se acenderem para o Papa/Vi Babilônia ser riscada no mapa/Vi Conde Drácula sugando sangue novo/E se escondendo atrás da capa, eu vi/Eu vi a arca de Noé cruzar os mares/Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares/Vi Zumbi fugir com os negros prá floresta/Pro Quilombo dos Palmares, eu vi/Eu nasci há dez mil anos atrás/E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-352614825198308685?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/352614825198308685/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=352614825198308685' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/352614825198308685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/352614825198308685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/04/testemunha-ocular-da-histria.html' title='Testemunha Ocular da História'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RhhrydgLJaI/AAAAAAAAAFM/9frwP8VbNaU/s72-c/cassius+clay.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-7895886487345408015</id><published>2007-04-01T13:34:00.000-03:00</published><updated>2007-04-01T15:34:08.973-03:00</updated><title type='text'>Arqueólogo de Mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zYaHXzbPmgo/Rg_6OnWFw7I/AAAAAAAAAEw/9Ehip0YFwmM/s1600-h/pel%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048528836292363186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zYaHXzbPmgo/Rg_6OnWFw7I/AAAAAAAAAEw/9Ehip0YFwmM/s320/pel%C3%A9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Achados Arqueológicos do ano de 1982: Eu(aos 12 anos), Pelé e uma jovem "atriz" que acabara de estrelar o filme "Amor Estranho Amor".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zYaHXzbPmgo/Rg_6OnWFw8I/AAAAAAAAAE4/CSr20hWpLjQ/s1600-h/Pel%C3%A91.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048528836292363202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zYaHXzbPmgo/Rg_6OnWFw8I/AAAAAAAAAE4/CSr20hWpLjQ/s320/Pel%C3%A91.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolvi fazer uma faxina nas minhas gavetas, já preparando devagarinho minha mudança, com o intuito de jogar fora aquele monte de papeis inúteis que não sei porque cargas d’água ainda permanecem na minha gaveta. O problema de se fazer esse tipo de serviço é que você acaba se sentindo meio que um arqueólogo, descobrindo vestígios de si mesmo na sua era pré-histórica pessoal. Revirando aquele monte de papel já amarelado pela ação do tempo, acabei encontrando muitas coisas curiosas e algumas lembranças e emoções já praticamente perdidas dentro da minha memória, mas que acabaram sendo avivadas, sendo trazidas novamente à luz do mundo. São, na verdade, imensas bobagens para quem é de fora, mas que tocam muito para que remexe na própria infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, a recordação que mais mexeu com o lado infantil que ainda habita em mim foi minha coleção de autógrafos de jogadores de futebol. Jogadores estes, que em boa parte são hoje senhores, mas que ainda tenho vivo na minha memória o tempo em que eram atletas. Alguns ainda vejo pelas mesas redondas da vida ou de alguma maneira ainda estão ligados ao futebol, outros, nunca mais vi ou ouvi falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período, entre 1978 e 1984. Eu tinha o hábito de freqüentar a sede do Fluminense e do Flamengo, pois era sócio de ambos, embora minha paixão mesmo era o Fluminense, mas tinha respeito(e terror) pelo time do Flamengo na época. Hoje isso tudo veio à tona ao rever aquele velho pedaço de papel amarelado com autógrafos de Zico, Sócrates, Carpeggiani, Raul Plassmann, Nelinho, tantos outros. Alguns, só quem acompanhou futebol no final dos anos 70 e início dos 80 saberão de quem estou falando: Pintinho, Givanildo, Mário, Rubens Galaxe(grande curinga), Nilton Batata(jogava muita bola!!!). Alguns, ninguém se lembrará, pois caíram no anonimato, mas eu tenho memória de elefante para essas coisas e lembro: Tulica(um perna-de-pau), Getúlio, Cristóvão. Outros têm dedicatórias: “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ao Renato com um abraço do Zagallo 11/02/80&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Com abraço do Edinho&lt;/span&gt;”. E as jóias principais da coroa: 2 autógrafos do Pelé, um num guardanapo de restaurante e outro numa camisa do Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior disso tudo, é que sou capaz de lembrar do momento em que esses jogadores assinavam esses autógrafos. Recordo-me com nitidez do Zagallo, na porta do Fluminense, super-simpático, por exemplo. Recordo-me inclusive dos que não peguei, como o do Leão, que simplesmente saiu correndo de campo após um treino da seleção brasileira enquanto eu e um monte de moleques corríamos atrás dele mendigando um mínimo de atenção, mas fomos ignorados. Quem conhece a personalidade do Leão, não deve estranhar esse fato. Recordo-me do Roberto Dinamite nos empurrando para desobstruir a passagem, do Telê Santana se negando a assinar meu papelzinho porque o treino da seleção estava atrasado, do Carlos Alberto Torres se virando de costas para mim, só porque interrompi uma conversa sua com o Pintinho(ambos discutiam a transferência do Pintinho para a Espanha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram mitos, ídolos da minha infância, pessoas que eu queria ser quando crescesse. Às vezes, quando vejo aquele bando de fãs pedindo autógrafos de artistas, me pego pensando na imbecilidade daquele ato, pessoas se estapeando por um autógrafo. Hoje, acabei recordando de um tempo em que ficava horas atrás de um alambrado do estádio das Laranjeiras e da Gávea, à espera de um momento de atenção daqueles atletas para assinarem seus autógrafos e essa lembrança me fez bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem a Adriana que sempre me goza: Como você é velho, você viu o Carpeggiani jogar! Vi sim, hoje encontrei a prova disso e posso afirmar que foi um grande jogador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-7895886487345408015?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/7895886487345408015/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=7895886487345408015' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7895886487345408015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/7895886487345408015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/04/recordar-viver.html' title='Arqueólogo de Mim'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_zYaHXzbPmgo/Rg_6OnWFw7I/AAAAAAAAAEw/9Ehip0YFwmM/s72-c/pel%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-3513497886350950786</id><published>2007-03-25T12:16:00.000-03:00</published><updated>2007-03-25T22:34:21.691-03:00</updated><title type='text'>Despedida de Copacabana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgaS49N4tuI/AAAAAAAAAEg/m63R3LiSrx8/s1600-h/copa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045881939718354658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgaS49N4tuI/AAAAAAAAAEg/m63R3LiSrx8/s400/copa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Antes era o Leblon que estava em evidência devido à novela do Manoel Carlos, agora a bola da vez é Copacabana por obra e graça de Gilberto Braga. Mas o que me levou a escrever sobre Copacabana não é a novela, da qual ainda não vi nenhum capítulo, mas sim para marcar minha despedida do bairro que vivi por 37 anos, o único lugar que morei durante toda minha existência. Caso-me no dia 12 de maio e aos pouquinhos vou preparando minha mudança para a Gávea e deixar a “princesinha do mar”, com o sentimento de desconhecer como é morar em algum outro recanto desta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intimidade com Copacabana é plena, conheço todos seus cantinhos, seus segredos, armadilhas, defeitos e virtudes. Tenho intimidade com cada pedra portuguesa de seus calçadões, com cada rua do Leme ao Posto 6, cada prédio, cada galeria ordinária. Acabei virando um estudioso, comprei livros, fotos,&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgaVn9N4txI/AAAAAAAAAE4/amDYPXMdO_M/s1600-h/copa3.jpg"&gt;&lt;/a&gt; vi filmes, li inúmeras matérias sobre o assunto e ouvi cada música composta para o bairro. Bairro aonde aconteceu o movimento dos “18 do Forte”, a quartelada na “Intentona Comunista”, o atentado a Carlos Lacerda, aonde nasceu a Bossa Nova, entre outros fatos históricos, bem antes da decadência do bairro, num tempo em que era o centro do Brasil, de onde o poder emanava e aqui eram tomadas as decisões que mudariam o destino do país. Passei a estudar a razão para o nome de cada rua, descobrindo quem foi Figueiredo Magalhães, Décio Vilares, Prado Junior, Barata Ribeiro e quem foi o tal comendador Peixoto, que deu origem a&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgateNN4tyI/AAAAAAAAAFA/8eqyOgcAINU/s1600-h/18+do+forte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045911166970804002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgateNN4tyI/AAAAAAAAAFA/8eqyOgcAINU/s400/18+do+forte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o Bairro Peixoto. A única coisa que ainda não descobri é o nome verdadeiro de uma certa rua, afinal já vi placas com 3 grafias diferentes: afinal de contas, é rua Toneleiro, Tonelero ou Toneleros? &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Movimento dos 18 do Forte&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fazendo uma análise (pseudo)sociológica, ouso afirmar que Copacabana é a síntese do Brasil. Aqui podemos encontrar a miséria das favelas do Cantagalo, Chapéu Mangueira, Morro dos Cabritos e Ladeira dos Tabajaras em contraste com o fausto da aristocracia decadente e falida da Avenida Atlântica e das festas suntuosos do Copacabana Palace. Aqui podemos encontrar lugares típicos de uma cidade de interior como no Bairro Peixoto, aonde ainda habita a cordialidade(apesar do Copa D'Or), aonde os moradores ainda se conhecem e se cumprimentam em contraste com a impessoalidade e loucura plena do turbilhão de uma Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Em Copacabana podemos encontrar tanto os funcionários públicos aposentados da então capital federal fazendo fila todo santo dia às 9 da manhã na porta dos bancos, quanto as prostitutas da Prado Junior saindo de casa às 9 da noite para fazer seu strip-tease numa Boite Barbarella da vida. Tudo isso faz deste bairro um lugar diferenciado(para o bem e para o mal), afinal, em que outro lugar poderíamos encontrar às 8 da manhã um executivo com seu terno alinhado, tomando seu café da manhã em pé num balcão de botequim, se preparando para mais um dia estressante, lado a lado com um travesti voltando de mais uma noite de trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copacabana me deix&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgaS5NN4tvI/AAAAAAAAAEo/LKz2uNJlO6U/s1600-h/clovis+bornay.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045881944013321970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="388" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgaS5NN4tvI/AAAAAAAAAEo/LKz2uNJlO6U/s400/clovis+bornay.jpg" width="227" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a também muitas saudades, principalmente de personalidades que teve a honra que abrigar, com os quais eu cruzava a todo momento e que não estão mais aqui. Já tive a oportunidade de dividir uma calçada com Jorge Amado(ex-morador da Rodolfo Dantas), Clóvis Bornay(ex-morador da Belford Roxo), Braguinha(ex-Morador da Praça do Lido), Emilinha Borba(Figueiredo Magalhães), Nelson Rodrigues(Leme), David Neves(ex-morador da Prado Junior), Carlos Imperial(morador da Miguel Lemos), Tião Macalé(nojento!!)e tantas outras figuras únicas e inesquecíveis. Ainda é posível cruzar com uma diversidade de tipos e personalildades, como Luiz Alfredo Garcia-Roza, Dorival Caymmi, Ted Boy Marino, Fausto Fawcett(sempre fazendo ponto no Cervantes), Paulo Coelho(apesar de nunca ter lido um linha de seus livros), Leonardo Villar, Maria Pompeu, Ferreira Gullar, Ângela Ro-Rô(já a vi entrando num camburão) sem contar os anônimos “famosos”, como o Zé das Medalhas, o Mario-Mamãe, o limpador de pedrinhas, o Marquinhos Maluco, o Gari Cantor, o Gigante dos Chifres, tanta gente desse eco-sistema chamado Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades também sinto do tempo em que havia 9 cinemas, sobrou apenas o Roxy. Indignação sinto do crime que fizeram ao demolir o Rian, ao deixarem o Condor virar Casa &amp;amp; Vídeo, o Copacabana virar Bodytech(nenhuma medalha de ouro me fará te perdoar por isso, Bernardinho), o Art-Palácio virar Di Santini. O fechamento do Teatro do Copacabana Palace, aonde passava todo dia e observava os cartazes de peças que fizeram história, como “Um Edifício Chamado 200”, “A Gaiola das Loucas”, “Bonifácio Bilhões”. A transformação do histórico teatro da Praia em Igreja evangélica, assim como o Tereza Rachel. O Gordon ter virado McDonald’s, sem falar da Confeitaria da Confeitaria Colombo que virou Banco do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sentir igualmente saudades do Cirandinha, do Restaurante Rian, da Galeria Menescal, da Massas Suprema, do Cervantes, do Nogueira, do Shopping dos Antiquários, do meu Bairro Peixoto como um todo, da visão da praia de Copacabana à noite sob o ponto-de-vista do Posto 6(aonde vemos a forma da princesinha, parecendo um imenso colar), do seu Carlos(meu barbeiro, em frente ao colégio Sacre Coeur e que há 3 anos não deve aumentar o preço do corte de cabelo - R$ 7,00). Sentirei falta até daqueles lugares mal falados, como o edifício 200, a galeria Ritz, o Centro Comercial Copacabana, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida que segue, meu futuro agora é a Gávea, aonde já começo a fazer minhas incursões geo-sociológicas. Já descobri que o prédio que vou morar foi uma imensa chácara e já conheço todas as lojas de tintas do bairro. Espero que com o tempo também vire um especialista sobre a Gávea. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-3513497886350950786?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/3513497886350950786/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=3513497886350950786' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3513497886350950786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/3513497886350950786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/03/despedida-de-copacabana.html' title='Despedida de Copacabana'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RgaS49N4tuI/AAAAAAAAAEg/m63R3LiSrx8/s72-c/copa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-6785903719482651761</id><published>2007-03-18T12:54:00.000-03:00</published><updated>2007-03-25T14:39:21.295-03:00</updated><title type='text'>Uma Viagem Musical à Era dos Festivais</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rf1hgDmdjGI/AAAAAAAAAEQ/S2nkgkuhB_s/s1600-h/TOMCHICOSABIA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043294361075158114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rf1hgDmdjGI/AAAAAAAAAEQ/S2nkgkuhB_s/s400/TOMCHICOSABIA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Momento histórico: a vaia que Chico Buarque e Tom Jobim levaram por "Sabiá", em 1969&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo os grandes especialistas e estudiosos da MPB, tivemos 2 grandes gerações musicais, a da década de 30 e da década de 60. Definitivamente, esse raciocínio é correto, basta verificar que na década de 30 surgiram nomes como Noel Rosa, Lamartine Babo, Ary Barroso, Assis Valente, Dorival Caymmi, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Ismael Silva, Braguinha, entre outros. Já nos anos 60 a lista fica em Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dori Caymmi, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa reflexão me veio à cabeça quando na semana passada resolvi fazer uma viagem à era dos festivais de música da década de 60 e me deparei com esses nomes da segunda relação, todos concorrendo entre si e acabei descobrindo algumas curiosidades e constatações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito interessante e peculiar essa fase dos festivais, já imaginou como deveria se sentir alguém no teatro Paramount em 1967 assistindo uma competição entre Chico Buarque, Caetano Veloso, Edu Lobo, Dori Caymmi e Gilberto Gil? Num festival em que concorreram músicas simplesmente do calibre de: “Ponteio”, “Domingo no Parque”, “Roda Viva” “Alegria, Alegria”, todas com um nível tão alto, tanto que ficaram na história e que até uma canção tão linda como “O Cantador” não conseguiu sequer ficar entre as 4 primeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falando de curiosidades: No II Festival Internacional da Canção, também de 1967 da Rede Globo, verifico que o 2º lugar ficou para “Travessia” de Milton Nascimento e o 3º para “Carolina” de Chico Buarque. Sabem quem foi a vencedora? “Margarida”, de Guarabyra!!! Vem cá, alguém poderia cantarolar um verso de “Margarida”? adoro o Guarabyra, mas creio que nem ele se lembra como era essa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude recordar nomes de grandes cantores e compositores que estão completamente distantes e esquecidos da mídia e do grande público. Foi bom lembrar de Paulinho Tapajós, autor de clássicos como “Andança” e “Cantiga por Luciana”. Geraldo Vandré(um ícone desse período, hoje rejeitado pela própria esquerda). A dupla Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, que juntos fizeram “BR-3”(como esquecer aquela performance de Toni Tornado), “Sá Marina”, "Juliana" e “Teletema” e que depois foram alvo de campanha difamatória por um famoso colunista social que praticamente os jogou no anonimato. Foi bom lembrar também de Evinha, antes de sua partida definitiva para a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns encontros bastante curiosos e interessantes ocrreram, como de Gilberto Gil com os Mutantes, Beth Carvalho com os Golden Boys, Caetano Veloso e Beat Boys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um dos períodos mais ricos de nossa música, substituindo um período igualmente fundamental, trazendo à tona a geração subseqüente daquela da Bossa Nova. Num momento crítico de nosso país, aonde versos que antes cantarolavam a paz zen de “um barquinho a navegar/ e a vontade de cantar/ céu tão azul/ilhas do sul...” foram trocados por outros mais contundentes(e talvez até menos poéticos) como “vem, vamos embora que esperar não é saber/ quem sabe faz a hora, não espera acontecer...” Numa época em que o público tinha até a ousadia de vaiar Chico Buarque e Tom Jobim por “Sabiá” por a acharem muito alienante comparativamente com o hino político de Vandré. Porém a história reservou um patamar superior para "Sabiá"(quem se lembra da última cena de "Anos Rebeldes" provavelmentre saberá do que estou falando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, interessante é constatar como a o “Julgamento da História” conseguiu consertar alguns julgamentos de momento, absolvendo e preservando para sempre melodias que nunca mais saíram de nossas mentes e deixando na obscuridade canções que foram premiadas sabe-se lá porque razão(algumas razões inclusive, nada nobres).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os festivais continuaram década de 70 afora, até com uma certa força e lançando novos nomes nos anos seguintes, mas aos poucos foram perdendo sua força, mas ainda nos deram nos anos seguintes Ivan Lins, Antônio Carlos &amp; Jocafi, Sérgio Sampaio(quem se lembra de“Eu Quero é Botar meu Bloco na Rua”?), Luiz Melodia, Fagner, Kleiton &amp;amp; Kledir e Oswaldo Montenegro(aaaaargh!!!!), até que esse formato entrou na UTI com o Festival dos Festivais(Quem lembra dos agudos de Tetê Espíndola? hehehe). As razões para o ocaso são muitas, talvez os tempos já fossem outros, as necessidades, a indústria da música, enfim, tudo mudou. Hoje os tempos são de "Fama" e "Operação Triunfo", programas estes que em uma entrevista no Roda-Viva, Lobão comentou com seu sarcasmo peculiar: "-Aonde já se viu calouros com professor?". Corre a lenda, que a Globo fez um festival há uns quatro anos atrás, mas não conheço ninguém que tenha visto alguma das eliminatórias ou saiba quem ganhou. Caso alguém saiba, cartas para esse pobre escriba. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rf1hgTmdjHI/AAAAAAAAAEY/3FwVNgB4iX8/s1600-h/TONITORNADO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043294365370125426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rf1hgTmdjHI/AAAAAAAAAEY/3FwVNgB4iX8/s400/TONITORNADO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Antológica perfomance de Tony Tornado com "BR-3&lt;/span&gt;" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Abaixo, a lista de premiados dos Festivais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;FESTIVAL DE TV EXCELSIOR DE SÃO PAULO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;I FESTIVAL DE MÚSICA BRASILEIRA - 1965&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Arrastão&lt;/span&gt;(Edu Lobo e Vinícius de Moraes) – Elis Regina&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Valsa do Amor que Não Vem&lt;/span&gt;(Baden Powell e Vinícius de Moraes) – Elizete Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FESTIVAL NACIONAL DE MÚSICA POPULAR – 1966&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Porta-Estandarte&lt;/span&gt;(Geraldo Vandré e Fernando Lona) – Tuca e Airto Moreira&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Inaê&lt;/span&gt;(Vera Brasil e Maricene Costa) – Nilson&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;x-x-x-x-x-xx-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;FESTIVAIS DA TV RECORD&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;II FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA – 1966&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Banda&lt;/span&gt;(Chico Buarque) – Chico Buarque e Nara Leão&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Disparada&lt;/span&gt;(Geraldo Vandré e Teo Barros) – Jair Rodrigues&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;De Amor ou Paz&lt;/span&gt;(Luiz carlos Paraná e Adauto Santos) – Elza Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA – 1967&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ponteio&lt;/span&gt;(Edu Lobo e Capinam) – Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Domingo no Parque&lt;/span&gt;(Gilberto Gil) – Gilberto Gil e Os Mutantes&lt;br /&gt;3º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Roda Viva&lt;/span&gt;(Chico Buarque) – Chico Buarque e MPB-4&lt;br /&gt;4º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Alegria, Alegria&lt;/span&gt;(Caetano Veloso) – Caetano Veloso e Beat Boys&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Intérprete: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Cantador&lt;/span&gt;(Dori Caymmi e Nelson Motta) – Elis Regina&lt;br /&gt;Momento da História: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Beto Bom de Bola&lt;/span&gt;(Sérgio Ricardo) – aonde Sérgio Ricardo quebrou seu violão no palco revoltado com as vaias que o impediam de cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA – 1968&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;São, São Paulo Meu Amor&lt;/span&gt;(Tom Zé) – Tom Zé&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Memórias de Marta Saré&lt;/span&gt;(Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri) – Edu Lobo e Marília Medalha&lt;br /&gt;3º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Divino Maravilhoso&lt;/span&gt;(Caetano Veloso e Gilberto Gil) – Gal Costa&lt;br /&gt;4º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Dois Mil e Um&lt;/span&gt;(Rita Lee e Tom Zé) – Os Mutantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA - 1969&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sinal Fechado&lt;/span&gt;(Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Clarisse&lt;/span&gt;(Eneida e João Magalhães) – Agnaldo Rayol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;x-x-x-x-x-xx-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;I FIC - 1966&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Saveiros&lt;/span&gt;(Dori Caymmi e Nelson Motta) – Nana Caymmi&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Cavaleiro&lt;/span&gt;(Tuca e Geraldo Vandré) – Tuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II FIC – 1967&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Margarida&lt;/span&gt;(Gutemberg Guarabyra) – Gutemberg Guarabyra e Grupo Manifesto&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Travessia&lt;/span&gt;(Milton Nascimento e Fernando Brant) – Milton Nascimento&lt;br /&gt;3º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Carolina&lt;/span&gt;(Chico Buarque) Cynara e Cybele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III FIC – 1968&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sabiá&lt;/span&gt;(Chico Buarque e Tom Jobim) – Cynara e Cybele&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Prá Não Dizer que Não Falei de Flores&lt;/span&gt;(Geraldo Vandré) – Geraldo Vandré&lt;br /&gt;3º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Andança&lt;/span&gt;(Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) – Beth Carvalho e Golden Boys&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento Marcante: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É Proibido Proibir&lt;/span&gt;(Caetano Veloso) – Caetano Veloso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV FIC – 1969&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cantiga por Luciana&lt;/span&gt;(Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) – Evinha&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Juliana&lt;/span&gt;(Antônio Adolfo e Tibério Gaspar) – Brasuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V FIC – 1970&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;BR-3&lt;/span&gt;(Antônio Adolfo e Tibério Gaspar) – Tony Tornado&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Amor é o Meu País&lt;/span&gt;(Ivan Lins) – Ivan Lins&lt;br /&gt;8º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Universo no Teu Corpo&lt;/span&gt;(Taiguara) – Taiguara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VI FIC – 1971&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Kyrie&lt;/span&gt;(Paulinho Soares e Marcelo Silva) – Evinha&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Karany Karanuê&lt;/span&gt;(José de Assis e Diana Camargo) – Trio Ternura&lt;br /&gt;3º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Desacato&lt;/span&gt;(Antônio Carlos &amp; Jocafi) – Antônio Carlos &amp;amp; Jocafi)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VII FIV – 1972&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fio Maravilha&lt;/span&gt;(Jorge Ben) – Maria Alcina&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Diálogo&lt;/span&gt;(Baden Powell e Paulo César Pinheiro) – Tobias e Cláudia Regina&lt;br /&gt;· Participante: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua&lt;/span&gt;(Sérgio Sampaio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;x-x-x-x-x-xx-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FESTIVAL DE MPB DA TV TUPI – 1979&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quem me Levará Sou Eu&lt;/span&gt;(Manduka e Dominguinhos) – Fagner&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Canalha&lt;/span&gt;(Walter Franco) – Walter Franco&lt;br /&gt;3º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Bandolins&lt;/span&gt;(Oswaldo Montenegro) – Oswaldo Montenegro&lt;br /&gt;· Outros Participantes: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Para Lennon e McCartney&lt;/span&gt;(Márcio Borges, Lô Borges e Fernando Brandt) – Simone/&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Maria Fumaça&lt;/span&gt;(Kleiton &amp; Kledir) - Kleiton &amp;amp; Kledir/&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Palco&lt;/span&gt;(Gilberto Gil) – A Cor do Som &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;x-x-x-x-x-xx-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;MPB SHELL 1980 – TV GLOBO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Agonia&lt;/span&gt;(Mongol) – Oswaldo Montenegro&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Foi Deus que Fez Você&lt;/span&gt;(Luiz Ramalho) – Amelinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MPB SHELL – 1981&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Purpurina&lt;/span&gt;(Jerônimo Jardim) – Lucinha Lins&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planeta Água&lt;/span&gt;(Guilherme Arantes) – Guilherme Arantes&lt;br /&gt;Momento Marcante: A estrondosa vaia levada por Lucinha Lins ao interpretar sua canção após ser premiada, em decorrência da preferência popular por “Planeta Água”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MPB SHEL 1982&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Pelo Amor de Deus&lt;/span&gt;(Paulo Debétio e Paulinho Rezende) – Emílio Santiago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FESTIVAL DOS FESTIVAIS – 1985&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Escrito nas Estrelas&lt;/span&gt;(Arnaldo Black e Carlos Rennó) – Tetê Espíndola&lt;br /&gt;2º Lugar: &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Verde&lt;/span&gt;(Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto) – Leila Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://marciadistasio.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-6785903719482651761?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/6785903719482651761/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=6785903719482651761' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6785903719482651761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/6785903719482651761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/03/uma-viagem-musical-era-dos-festivais.html' title='Uma Viagem Musical à Era dos Festivais'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rf1hgDmdjGI/AAAAAAAAAEQ/S2nkgkuhB_s/s72-c/TOMCHICOSABIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-8035926507502213384</id><published>2007-02-21T09:01:00.000-02:00</published><updated>2007-02-21T18:26:10.750-02:00</updated><title type='text'>A Canção Francesa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnKwy-AXI/AAAAAAAAACE/KCJnznr3Kx4/s1600-h/edith.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033941549344227698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnKwy-AXI/AAAAAAAAACE/KCJnznr3Kx4/s320/edith.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda recordo nitidamente o meu primeiro contato com algum tipo de música cantada no idioma de Proust. Tinha aproximadamente uns 10 anos e minha avó havia acabado de ganhar 2 discos de uma tal de Edith Piaf, da qual não tinha ouvido falar nem de maneira remota. Ao colocarem na vitrola o disco, a primeira impressão não foi lá das melhores, tanto que fiz o estúpido comentário: “- Nossa! Que cantora desafinada!” No que recebi de retorno alguns olhares de reprovação com tamanha ignorância. Era uma maneira de cantar um tanto usual para meus insípidos conhecimentos, na verdade, aquela voz me lembrava mais a de uma gralha. Mas aos poucos, depois de escutar outras vezes, passei a assimilar um pouco mais seu trabalho, mas ainda sem compreender toda sua grandiosidade. Hoje em dia, ao ouvir Piaf, consigo perceber todas as camadas, tons e facetas de sua personalidade única, se tornando para mim um sinônimo do amor desenfrado, da busca infinita pela felicidade, da dor e da angústia existencial de uma mulher viveu sua vida na intensidade plena. Tudo isso está ali presente, marcado a ferro e fogo na força de suas interpretações, aonde tudo é intenso, tudo é extremo, a visceralidade do ser chega às últimas conseqüências. De origem humilde, teve infância, adolescência e juventude bastante conturbadas e conheceu o real significado da palavra “sarjeta”. Viveu a pobreza(quase indigência) e a riqueza absoluta, a decadência familiar e a glória artística, tendo a desgraça como companheira ao longo de toda sua vida, tudo isso fez dela uma grande mulher, mas ao mesmo tempo sofrida e carente. Apoiou a carreira de muitos cantores e compositores conhecidos que, cada um a seu tempo, eram seus amantes de ocasião, como Yves Montand, Charles Aznavour, Gilbert Bécaud, Georges Moustaki ou Charles Dumont. Como podemos ver pelo leque de nomes apresentados, tinha um olho clínico para perceber o talento a sua volta e quase todos de alguma maneira lhe retribuíram sua paixão infinita(mas não eterna) lhe compondo alguma grande composição de sucesso: &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Aznavour – “Jezebel” e “Plus Bleu que tes Yeux”&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Bécaud - "Je t'ai dans la Peau" e "Bravo pour le Clown"&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Moustaki - "Milord"&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dumont - "non, Je ne Reggrette Rien"&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;“Non, Je ne Regrette Rien” talvez tenha sido seu maior sucesso em vida e é a canção que melhor sintetiza sua vida: “Não, eu não me Arrependo de Nada”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais a música produzirá alguém que tenha capacidade para chegar ao seu patamar, embora a indústria da música tenha tentado com Mireille Mathieu, que no início de sua carreira era “considerada” a sucessora de Piaf, algo que sempre considerei de um ridículo atroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim, com essa mulher e com um total estranhamento que tive o meu batismo nessa cultura, sendo o ponto de partida de um longuíssimo e lento processo de aprendizado e assimilação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cerca de um ano após minha “apresentação” a Piaf, já começando a compreendê-la um pouquinho m&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnLAy-AYI/AAAAAAAAACM/uQFGNHvCoRs/s1600-h/ivesmontand.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033941553639195010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnLAy-AYI/AAAAAAAAACM/uQFGNHvCoRs/s320/ivesmontand.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;elhor, “conheci” outra fundamental figura nda música francesa: Yves Montand. Creio que o ano era 1982 e ele veio fazer um show no Maracãzinho. Não fui ao show, mas conheci gente que foi e me falou maravilhas. Mas acabei vendo alguns números pela televisão que atraíram minha atenção e fiquei interessado naquele simpático senhor que cantava, dançava, fazia sketchs no palco, um grande show-man. Já tendo noção de quem se tratava, vi pouco tempo depois uma longa entrevista concedida a Roberto D’Ávila para o seu ótimo programa na extinta TV Manchete: “Conexão Internacional”. A partir dessa entrevista, passei a conhecer o homem além do artista e ao longo dos anos me aprofundei em sua vida e obra, lendo algumas biografias, ouvindo seus discos, vendo seus filmes.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei durante muito tempo preso a essas 2 figuras um tanto óbvias(óbvias, porém mitológicas) da canção francesa e conhecia “en passant” Charles Aznavour, que para mim, me parecia mais uma versão francesa do Cauby Peixoto(lógico que menos afetado). Realmente, como é possível constatar, eu era um ser ignorante. Só uns 10, 12 anos mais tarde, ao me aprofundar um pouco mais no estudo da língua francesa, algo que fiz mais por amor ao cinema e para poder conseguir ler a “Cahiers de Cinema”, é que consegui mergulhar e descobrir que a música francesa ia muito além desse tripé: &lt;strong&gt;Piaf, Montand, Aznavour&lt;/strong&gt;. Pude conhecer outros nomes que acabaram se tornando grandes referências para mim, como &lt;strong&gt;Brassens, Moustaki, Barbara, Brel,&lt;/strong&gt; entre outros tantos. Hoje ficarei basicamente nos que citei. Talvez nos próximos meses eu seja mais abrangente e amplie o leque neste blog com outros nomes que igualmente admiro, como &lt;strong&gt;Michel&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Legrand&lt;/strong&gt;(uma paixão na minha vida), &lt;strong&gt;Leo Ferré, Charles Trenet, Francis Cabrel, Yves Duteil&lt;/strong&gt;(de quem adoro), &lt;strong&gt;Serge Gainsbourg, Henri Salvador, Maxime Le Forestier, Gilbert Bécaud &lt;/strong&gt;e até dos mais recentes como &lt;strong&gt;Patricia Kaas, Benjamin Biolay e Patrick Bruel&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Falando em Patrick Bruel, um nome surgido nos anos 80 e que representa a música francesa contemporânea, gostaria de citar um CD especificamente, desse músico originário da Córsega: “&lt;strong&gt;Entre Deu&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnLQy-AZI/AAAAAAAAACU/UXcQGWirIsU/s1600-h/cd_entre_deux_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033941557934162322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnLQy-AZI/AAAAAAAAACU/UXcQGWirIsU/s320/cd_entre_deux_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;x&lt;/strong&gt;”. Um CD que teve uma certa importância pelo resgate que fez de um período musical que não é tão conhecido assim fora do fronteira francesa, em que regravou 2 dezenas de canções do período entre-guerras(décadas de 20, 30 e 40). Período que pouco conhecia, excetuando-se pelas canções mais populares de Charles Trenet. Nesse mergulho musical, Bruel me revelou uma série de lindas canções, até então desconhecidas por mim, como “Mon Amant de Saint-Jean”, “Menilmontant”, “Si Vous Connaissiez ma Poule”, “Qu’est-ce qu’on Attend pour Être Heureux”, “Le Premier Rendez-Vous”, entre outras tantas. De um período em que a canção francesa tinha uma personalidade própria, algo que se perdeu em tempos mais recentes. Recomendo com fervor que quem se interesse pela canção francesa, dê uma mergulhada no universo que recentemente Bruel me revelou. &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Georges Brassens&lt;/strong&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwqMgy-AcI/AAAAAAAAACs/QRuso2q19Q8/s1600-h/Brassens1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033944877943882178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwqMgy-AcI/AAAAAAAAACs/QRuso2q19Q8/s320/Brassens1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Brassens foi um verdadeiro patrimônio artístico francês do século XX. Na medida que conseguiu criar uma imagem própria e um estilo único, conseguiu permanecer afastado do vedetismo sensacionalista, podendo assim escapar das vicissitudes da moda e manter um público fiel, sempre consciente de sua originalidade, de seu anticonformismo às vezes truculento e da qualidade literária de seus textos(tanto que recebeu o Grande Prêmio de Poesia da Academia Francesa). Falecido em 1981, em decorrência de um câncer, Brassens continua até hoje sendo um artista de referência. Um criador generoso e humanista, o homem do célebre bigode, ocupa uma lugar especial na memória de seus admiradores, através de suas melodias simples e de letras fortes, muitas vezes até um pouco brutas(mas nunca sem sensibilidade), que são verdadeiras obras-primas. Brassens foi talvez, um dos mais autênticos trovadores do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Georges Moustaki:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu pri&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rdwqsgy-AdI/AAAAAAAAAC0/bpxt_FTWhZQ/s1600-h/georges_moustaki.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033945427699696082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="159" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rdwqsgy-AdI/AAAAAAAAAC0/bpxt_FTWhZQ/s320/georges_moustaki.jpg" width="121" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;meiro contato com Moustaki foi através de sua música “Alexandrie”, que muito me emocionou no primeiro contato(e ainda hoje me emociona) aonde com toda sua sensibilidade ele conseguiu compor um verdadeiro hino para todos que já sentiram a sensação de ser um estrangeiro. A partir desse momento tive o interesse em me aprofundar em sua obra e fiquei curioso pelo seu forte interesse pela música brasileira, da qual fez algumas versões para o francês de músicas como “Cotidiano nº 2”, “Balance”, “Fado Tropical”, entre outras, além de ter composto uma linda canção intitulada “Bye Bye Bahia”, aonde cita sua estreita relação de amizade com Jorge Amado e da influência positiva de Caetano e Caymmi sobre ele. Mas a versão que mais me impressionou foi a que fez para “Águas de Março”, de Tom Jobim, aonde ele consegue com rara sensibilidade, transpor para o francês todo o sentimento, a alma de uma canção tão brasileira. Nascido em Alexandria, no Egito, de pais gregos, seu nome verdadeiro é Guiseppe Mustacchi e adotou o nome "Georges" numa homenagem a Georges Brassens. Moustaki considera-se um “cidadão da língua francesa”, uma das sete línguas que compreende, mas a que prefere para conversar e compor. A língua, que o fez transferir-se para Paris, transformou-o num dos maiores nomes da canção francesa de todos os tempos. Como recentemente Francis Hime o definiu, Moustaki “é um músico simples, de grande intuição, que toca piano, violão, conhece música e a utiliza para emoldurar suas grandes letras. É um trovador”. Aos 72 anos, Moustaki mantém, como na canção(“Le Méteque”), os cabelos aos quatro ventos e o hábito do judeu errante. Apesar de morar há anos na Île Saint-Louis, lindo recanto no meio do Rio Sena, em pleno centro de Paris, ele não passa um mês sem viajar e tocar num lugar diferente. Autor de lindas músicas como, como “Milord”, “Alexandrie”, “Sarah”, “Joseph”, “le Métèque”, “La Dame Brune”, entre outras tantas, que foram eternizadas nas vozes de nomes como Piaf, Reggianni, Barbara e até Nara Leão. Um cidadão do mundo, que conseguiu fazer amigos e admiradores nos 4 cantos do planeta e levou por onde passou sua revolução permanente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Barbara&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnNAy-AaI/AAAAAAAAACc/wPAYzxLiW1Y/s1600-h/barbara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033941587998933410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnNAy-AaI/AAAAAAAAACc/wPAYzxLiW1Y/s320/barbara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barbara foi uma paixão à primeira vista(ou melhor, à primeira ouvida). Fiquei em estado de choque na primeira vez que a ouvi cantar, a música era “Marienbad”, que fez parte do clássico do cinema "O ano Passado em Marienbad", de Alain Resnais. Certa vez ouvi o seguinte comentário sobre Barbara: "- É um Chico Buarque de saias". Bem, não gosto de comparações, mas a comparação não é de todo sem propósito, devido a força extraordinária de suas letras, aonde nada é gratuito, tudo tem uma razão para ali estar. Isso para não falar de sua voz, uma das mais lindas e puras que conheço. Perdoem-me se a metáfora é pobre e batida, mas a imagem que me vem a cabeça quando ouço sua voz é da de um cristal. Destaco: "L'Aigle Noir", "Gottingen", "Marienbad", "La Dame Brune", "Mes Hommes", "Ma Plus Belles Histoire d'Amour", entre outras tantas. Morreu em 1997 aos 67 anos. Desde 1973 Barbara só saia de sua casa de Précy para cantar, se tornando uma ermitã. A partir de 1994 suspendeu todas suas atuações e concertos. Certa vez ela disse: "Le jour où je ne chanterai plus, je me tuerai". Assim foi feito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jacques Brel:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cantor, compositor, &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rdwqsgy-AeI/AAAAAAAAAC8/r9fhX5tgpdQ/s1600-h/brelll.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033945427699696098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rdwqsgy-AeI/AAAAAAAAAC8/r9fhX5tgpdQ/s320/brelll.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ator e diretor de cinema, foi na minha opinião, uma das personalidades mais marcantes do mundo artístico europeu no século 20 e que ganhou fama internacional com músicas como “Ne me Quitte Pas”, um hino para todos os amantes e um símbolo da dor-de-cotovelo. Aliás, outro dia estava lendo que “Ne me Quitte Pas” teria causado uma certa polêmica na época do seu lançamento na década de 60 pois teria sido uma das primeiras em que colocava o homem numa posição frágil, se humilhando dizendo “não me abandone” com tanto desespero que na parte final da letra ele chega até a dizer:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je me cacherai là&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A te regarder&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Danser et sourire&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et à t'écouter&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chanter et puis rire&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laisse-moi devenir&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;L'ombre de ton ombre&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;L'ombre de ta main&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;L'ombre de ton chien&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ne me quitte pas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ne me quitte pas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou seja: “fico aqui no meu cantinho só vendo você dançar, sorrir..." Nesses versos ele mostra que sabe que ela vai seguir sua vida, vai ser feliz de novo, mas ele quer apenas ficar ali perto dela, observando-a, mesmo que ela esteja feliz com outro, de tanto que ele a ama. Já totalmente humilhado, totalmente entregue ele diz nos últimos versos: "serei tua sombra, a sombra do teu cachorro". É impressionante a maneira visceral com que o Brel a interpreta, dá para sentir essa angústia, esse sofrimento, todo esse desespero que ele consegue passar. Ele não cantava suas composições, ele também as interpretava quase como um ator interpreta o seu papel. Suas músicas romperam com o estereótipo antigo de que a canção poética é sutil demais para chegar ao grande público. Suas canções de alta voltagem poética alcançaram uma receptividade assombrosa e fizeram sua fama. Em letras de um lirismo e elaboração extraordinários, Jacques Brel colocou melodias envolventes, explosivas e contagiantes que arrebatam logo nos primeiros versos. A presença de Brel interpretando suas canções é tão marcante, que para mim que não consigo achar a menor graça em ouvir suas músicas na voz de qualquer outro cantor, por melhor que seja esse cantor, por mais geniais que sejam suas músicas. É importante ressaltar também a sua coerência e dignidade, ao ponto que após vários anos de carreira e mais de 20 milhões de discos vendidos a forma como abandonou o mundo artístico porque já estava enojado com o sistema que as gravadoras estavam impondo. Comprou um barco e resolveu ir morar na Polinésia. Só retornou à Europa 10 anos depois para gravar seu último álbum, que foi um sucesso gigantesco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Charles Aznavour:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Associar C&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rdwqswy-AfI/AAAAAAAAADE/TQhihJded_w/s1600-h/Aznavour.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033945431994663410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/Rdwqswy-AfI/AAAAAAAAADE/TQhihJded_w/s320/Aznavour.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;harles Aznavour e a canção francesa é um exercício de obviedade, talvez mesmo por essa razão eu o achava meio cafona e como já mencionei, me parecia um Cauby Peixoto francês(embora ele seja armênio). Com o tempo e o meu amadurecimento fui descobrindo a grandiosidade desse grande senhor da música mundial. O homem que reinventou a chanson francesa, compôs mais de 600 canções e vendeu mais de 100 milhões de discos ainda é uma estrela e um dos últimos grandes clássicos no estilo. Charles Aznavour é um dos poucos artistas franceses a fazer sucesso nos dois lados do Atlântico e suas canções fizeram parte da trilha sonora de algumas gerações. Possui também uma carreira no cinema. Ao todo foram 73 filmes, sem contar autoria de roteiro ou trilha sonora, que somam mais 45 produções. Entre os filmes mais citados estão "Ararat", do diretor canadense de origem armênia Atom Egoyan, e "Tirez sur le Pianiste", de François Truffaut. As minhas músicas favoritas estão: "Hier Encore", "La Bohéme", "Tous les Visages de l'amour" "Les Comédiens", "Les Plaisirs Démodés" e "Il Faut Savoir". Mas, sinceramente, me incomoda um pouco vê-lo cantar em inglês. Sei que pode parecer bobagem minha, mas enfim, o que posso fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer, que nesse momento de minha vida, que acabo de completar 37 anos, aonde vejo os 40 cada vez mais próximos e já posso vislumbrar um passado(que parece que foi ontem) através do vidro retrovisor, uma canção sua em especial me emociona e me toca fundo no peito: "Hier Encore", que hoje me diz muita coisa:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hier encore&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;J'avais vingt ans&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je caressais le temps&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et jouais de la vie&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comme on joue de l'amour&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et je vivais la nuit&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sans compter sur mes jours&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qui fuyaient dans le temps&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;J'ai fait tant de projets&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qui sont restés en l'air&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;J'ai fondé tant d'espoirs&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qui se sont envolés&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que je reste perdu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ne sachant où aller&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Les yeux cherchant le ciel&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais le cœur mis en terre&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hier encore&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;J'avais vingt ans&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je gaspillais le temps&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;En croyant l'arrêter&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et pour le retenir&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Même le devancer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je n'ai fait que courir&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et me suis essoufflé&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ignorant le passé&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conjuguant au futur&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je précédais de moi&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toute conversation&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et donnais mon avis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que je voulais le bon&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pour critiquer le monde&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Avec désinvolture&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hier encore&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;J'avais vingt ans&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais j'ai perdu mon temps&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A faire des folies&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qui ne me laissent au fond&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rien de vraiment précis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que quelques rides au front&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et la peur de l'ennui&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Car mes amours sont mortes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Avant que d'exister&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mes amis sont partisEt ne reviendront pas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Par ma faute j'ai faitLe vide autour de moi&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et j'ai gâché ma vie&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et mes jeunes années&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Du meilleur et du pire&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;En jetant le meilleur&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;J'ai figé mes sourires&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Et j'ai glacé mes pleurs&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Où sont-ils à présentA présent mes vingt ans?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-8035926507502213384?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/8035926507502213384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=8035926507502213384' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8035926507502213384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/8035926507502213384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/02/cano-francesa_21.html' title='A Canção Francesa'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QVSxsgPrbLg/RdwnKwy-AXI/AAAAAAAAACE/KCJnznr3Kx4/s72-c/edith.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116926640244108242</id><published>2007-01-20T01:54:00.000-02:00</published><updated>2007-01-21T10:14:22.923-02:00</updated><title type='text'>A Paz Encontrada com Dick Farney e Lúcio Alves</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/743658/dick3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/280451/dick3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda recordo-me com precisão da primeira vez que ouvi Dick Farney, uns 20 anos atrás. Era um fim de tarde, o sol começava a se pôr e estava sentado na sala, admirando o mar de Copacabana pela janela do apartamento de minha avó, acompanhado de um copo de licor de menta. O sentimento que me vinha naquele momento pode ser resumido na palavra “paz”. Era daquela maneira que me sentia ouvindo aquela voz aveludada cantando “Copacabana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse momento quis conhecer mais daquele cantor, Farnésio Dutra, o carioca Dick Farney que com sua doce e límpida voz acabaram por exercer sobre mim um enorme fascínio. Acabei comprando uma fita cassete(sim, sou do tempo da fita K-7!!!) de um show ao vivo de Dick numa casa noturna de São Paulo, fita essa que ainda possuo, apesar de pouco escutá-la nos últimos tempos, até mesmo por falta de equipamento adequado para tocá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um pouco exótico um adolescente de 16 anos se interessar por Dick Farney e seu estilo musical, óbvio que se eu confessasse no colégio minha admiração por ele, qualquer coleguinha faria uma cara de bovino e perguntaria: Dick o que? Mas o fato é que comecei a estudar um pouco de sua obra e vida e um dos aspectos mais curiosos que descobri foi uma suposta rivalidade entre ele em Lúcio Alves, aliás, a rivalidade era na verdade entre seus respectivos fãs-clubes(aliás, “fan club”, para respeitar a grafia usada à época): O Sinatra- Farney contra o Dick Haymes-Lúcio Alves. Lógico que com 40 anos de atraso acabei tomando partido e aderindo(pelo menos espiritualmente) ao Sinatra-Farney.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No livro “Chega de Saudade”, aonde Ruy Castro narra a história e as histórias da Bossa Nova, é relatado um episódio que mostrava bem o clima de rivalidade entre os “fans clubs”: &lt;em&gt;“...A provocação era total. Como alguém poderia preferir Dick Haymes, um reles carbono vocal de Bing Crosby, a Sinatra? E desde quando Lúcio Alves poderia ser comparado a Dick Farney, a ponto de merecer um fã-clube? Curiosamente, não ocorria aos membros do Sinatra-Farney que Farney, como cantor, devia tudo, ou quase tudo a Crosby, não a Sinatra – e que, se havia alguém de fato original entre os dois brasileiros, era Lúcio Alves. O que os ligava era o tipo de repertório e o fato de ambos terem, como se dizia, ‘voz de travesseiro&lt;/em&gt;’”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ruy Castro volta a ilustrar a rivalidade com outro episódio: : &lt;em&gt;“...um de seus associados mais queridos era também membro do Dick Haymes- Lúcio Alves. Houve um alvoroço em busca da serpente no orquidário. E quem era o traidor? João Donato. Donato não apenas era fã de Lúcio Alves como cantos, o que já seria heresia suficiente, mas ainda o admirava como arranjador de conjuntos vocais, que eram a coqueluche da época. A perfídia de Donato se revelou quando ele foi ouvido assoviando distraído – em plenos domínios do Sinatra-Farney – o fabuloso arranjo vocal de Lúcio para ‘Eu quero Samba’ gravado pelos Namorados da Lua. Era o cúmulo. ‘Calabar! Judas Iscariotes!’, gritaram vários, querendo submeter Donato sumariamente à prancha. Joça, Didi e Teresa o encostaram a um canto para a corte marcial. Quando Donato admitiu que havia ido ‘ uma ou duas vezes’ ao Haymes-Lúcio, as moças lhe deram um ultimato: ‘ –Você escolhe. Ou fica conosco e nunca mais põe os pés naquele antro, ou vai de vez’, sentenciou Joça. ‘Está bem, vou ficar com vocês’, balbuciou Donato. Elas o perdoaram e ele, com as mãos enfiadas nos bolsos das calças curtas, foi rir baixinho num canto. E naturalmente, continuou freqüentando o Haymes-Lúcio às escondidas...&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/958408/lucio.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, minha preferência por Farney em relação a Lúcio se deveu a minha ignorância em relação a Lúcio Alves, ignorância que se manteve até uns 13 anos atrás, quando me foi emprestado um velho vinil(sim, também sou do tempo do vinil!!) de Lúcio Alves. Com o ar meio blasé coloquei o bolachão na vitrola e foi aí que comecei a me dar conta também da genialidade de Lúcio Alves. Um dos aspectos que mais me encantou em Lúcio foi uma melancolia que senti na sua voz, talvez esteja falando bobagem, porque não sei se alguém percebeu a existência de tal melancolia ou se foi apenas fruto de uma percepção pessoal. Mas é fato que descobri acima de tudo um gênio, uma personalidade marcante e uma grande sofisticação na sua interpretação. Pouco pude curtir esse mineiro de Cataguases em vida, pois poucos meses depois de sua descoberta por mim, ele veio a falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje posso dizer que se tivesse vivido minha juventude lá pelos idos de 49, 50, ficaria numa posição bastante complicada, semelhante a de João Donato. Mas assumiria com prazer meu posto em cima do muro, não saberia afirmar quem admiro mais, Dick e Lúcio fazem parte dos meus momentos de felicidade interior e seria incapaz de apontar uma suposta superioridade de um sobre o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que os fãs de Farney tinham suas razões para alegar sua superioridade em relação a Lúcio, afinal, num curto espaço de tempo, Dick gravou músicas que acabaram virando clássicos, como “Uma Loura”, “Nick Bar”, “Alguém Como Tu”, “Sem esse Céu”, e “Ranchinho de Palha”. Mas os fãs de Lúcio também tinham lá suas razões para não se darem por vencidos, pois nesse mesmo período ele lançou “Sábado em Copacabana”, “Manias”, “Valsa de uma Cidade” e “Na Paz do Senhor” e para completar o quadro, o próprio Dick não escondia que era seu fã. Sem contar que os fãs de Dick não se conformavam com o fato de Lúcio ter sido o primeiro a cantar “Copacabana”, no programa “&lt;em&gt;Um Milhão de Melodias&lt;/em&gt;” da Rádio Nacional, antes de Dick estourar com a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que torna essa rivalidade ainda mais curiosa, para não dizer ridícula, é que Lúcio e Dick, na verdade, nutriam uma forte e profunda amizade entre si, se cruzavam pelas noites cariocas e até freqüentavam um a casa do outro. Dick teve então, a feliz idéia de gravarem um dueto, assim convocaram Billy Blanco para escrever uma letra para eles e então surgiu uma pérola da canção brasileira: “Teresa da Praia”. Observando o aspecto estritamente musical, não considero “Teresa da Praia” uma canção merecedora de se tornar tão importante, mas para sua própria sorte, ela foi feita sob medida para esse encontro histórico, aonde em dueto, Dick e Lúcio disputavam a cobiçada Teresa, com seu "&lt;em&gt;nariz levantado, olhinhos puxados, cabelos castanhos e uma pinta do lado&lt;/em&gt;”. Essa Teresa que passou o verão todinho com Dick e no inverno se esquentou com Lúcio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Teresa da Praia” foi um dos maiores sucessos de 1954, em que elegantemente, ambos dosaram suas técnicas vocais para não sobrepor o outro e não dando motivos para mais intrigas. A partir daquele momento, ambos atingiam o ápice de suas respectivas popularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornaram clássico quase tudo que gravaram e foram fonte de confessadas inspirações dos músicos que viriam a formar o movimento da Bossa Nova. Chegaram mesmo a participar da Bossa Nova, mas por ironia do destino, acabaram sendo atropelados pela revolução que esse movimento causou na nossa música. Na passagem da década de 60 para 70, aonde os compositores-intérpretes e os cantores de voz pequena ganharam destaque em cima dos palcos, ambos viram seu mercado encolher drasticamente. Mas jamais se prostituíram, nunca fizeram concessões a estilos que não acreditaram e mantiveram suas dignidades até o fim. Acabaram pagando por isso: morreram tristes, abandonados pelas gravadoras, afastados do público e no caso específico de Lúcio, com dificuldades financeiras. Dick morreu em São Paulo em 1987, aos 66 anos e Lúcio no Rio, em 1993, igualmente aos 66 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino de escrever esse texto com um head-fone no ouvido(sim, sou do tempo do head-fone!!!!) escutando um CD que montei, aonde alterno uma faixa de cada um por vez e encerro com a inesquecível “Teresa da Praia”. Quanto ao meu sentimento nesse momento, posso expressá-lo na palavra “paz”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;-x-x-x-x-x-x-&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A propósito, meu CD ficou assim:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;01) Teresa da Praia – Dick Farney &amp; Lúcio Alves&lt;br /&gt;02) Marina – Dick Farney&lt;br /&gt;03) Rio – Lúcio Alves&lt;br /&gt;04) Garota de Ipanema – Dick Farney&lt;br /&gt;05) Valsa de uma Cidade – Lúcio Alves&lt;br /&gt;06) Alguém como Tu – Dick Farney&lt;br /&gt;07) Este Seu Olhar – Lúcio Alves e Silvinha Telles&lt;br /&gt;08) Nem Eu – Dick Farney&lt;br /&gt;09) De Conversa em Conversa – Lúcio Alves &amp;amp; Dóris Monteiro&lt;br /&gt;10) A Saudade Mata a Gente – Dick Farney&lt;br /&gt;11) Florisbela – Lúcio Alves&lt;br /&gt;12) Copacabana – Dick Farney&lt;br /&gt;13) Dindi – Lúcio Alves&lt;br /&gt;14) Aeromoça – Dick Farney&lt;br /&gt;15) Nós e o Mar – Lúcio Alves&lt;br /&gt;16) Você – Dick Farney &amp; Norma Bengell&lt;br /&gt;17) Lígia – Lúcio Alves&lt;br /&gt;18) Uma Loura – Dick Farney&lt;br /&gt;19) Mudando de Conversa – Lúcio Alves &amp;amp; Dóris Monteiro&lt;br /&gt;20) Nick Bar – Dick Farney&lt;br /&gt;21) Telefone – Lúcio Alves &amp; Silvinha Telles&lt;br /&gt;22) Demais – Dick Farney &amp;amp; Claudete Soares&lt;br /&gt;23) Sábado em Copacabana – Lúcio Alves&lt;br /&gt;24) Casinha Pequenina – Lúcio Alves &amp; Dick Farney &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116926640244108242?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116926640244108242/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116926640244108242' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116926640244108242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116926640244108242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2007/01/paz-encontrada-com-dick-farney-e-lcio.html' title='A Paz Encontrada com Dick Farney e Lúcio Alves'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116745214878538600</id><published>2006-12-30T02:11:00.000-02:00</published><updated>2006-12-30T02:30:54.326-02:00</updated><title type='text'>A Governadora e a "Poliça"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na 5ªfeira pela madrugada começou a ocorrer os primeiros ataques da onda de violência que o Rio de Janeiro está enfrentando nesse momento. Fiquei um tanto impressionado pelo fato que só fui tomar conhecimento do que estava ocorrendo no finalzinho da tarde, ou seja, consegui passar praticamente um dia inteirinho completamente alienado, sem saber que Nero estava colocando fogo na cidade. Até mesmo local que faz parte da minha rota diária foi atacado, como na Lagoa, enquanto isso eu estava em paz, trabalhando na santa ignorância e saindo à rua tranqüilo e inocente para encomendar empadinhas para levar para casa. No momento em que tomei conhecimento das proporções, a indústria da boataria já estava igualmente atacando a todo vapor, aonde me chegou até o relato de que uma agência do Banco em que trabalho havia sido metralhada, a partir disso, teve até colega meu que procurou se sentar em algum lugar longe de qualquer janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do tipo de pessoa que recuso a me transformar em refém da violência urbana do Rio de Janeiro. Não deixo de fazer nada por causa dela, lógico que não dou mole, mas devo dizer que já freqüentei por questões de trabalho ou de estudo locais não muito recomendáveis, como por exemplo a Praça da República à noite, mas felizmente jamais fui vítima de um ato de violência. Conheço inúmeras pessoas que têm uma certa neura, paranóia mesmo, de assaltos e coisas do gênero, tomam inúmeras precauções, deixam de fazer uma série de coisas, de ir a vários lugares, têm milhões de proteções em casa(até ferradura atrás da porta), grades, trancas, mas por incrível que pareça, vira e mexe me relatam algum novo e fresco acontecimento relacionado a isso, parece até que atraem esse tipo de situação, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do trabalho fui direto para casa comer minhas empadinhas e fui ver o jornal na televisão para tomar ciência dos atos de barbaridades. Infelizmente as notícias não são lá muito originais do que já estamos acostumados, ainda mais neste ano de 2006 em que o PCC cometeu atos semelhantes em São Paulo. Mais uma vez fiquei observando nossas autoridades pateticamente tentando explicar o inexplicável, seja a governadora, seja o secretario de segurança, seja a “&lt;em&gt;poliça&lt;/em&gt;” (como nossa “querida” governadora costuma chamar a corporação). Observava também com atenção a imagem que a televisão passava sobre o estado de espírito da população, completamente apavorada, trancafiada em casa por medo de pôr a cara na rua e os bares da cidade às moscas. Assistindo hoje o jornal da tarde, o clima parecia não ter mudado muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui então par a rua com a impressão de que iria estar deserta com poucos cabisbaixos a vagar pela nossa Babilônia tupiniquim, mas para minha surpresa o que acabei por presenciar foi algo completamente diferente do que as televisões teimavam em mostrar. Caminhando pelo Leblon cruzei com gente que não acabava mais, para ser sincero, nunca vi tanta gente nas ruas do Leblon, parecia até que estava numa calçada de Copacabana. No meu caminho ia deixando para trás lojas entupidas de gente(não entendi o porquê, afinal o Natal já não passou?). Lá fui eu com a Adriana para o Shopping Leblon(parece até sina, acho que esse shopping me persegue). Na volta passamos pelo Bracarense, que estava completamente abarrotado, era impossível alguém encontrar um mísero metro quadrado para se acomodar por ali. Até ironizei com a Adriana, sobre a horda de pé no Braca, devidamente armada com um chopp na mão: &lt;em&gt;“- Repara na expressão de pânico no semblante desse pessoal”.&lt;/em&gt; No que ela respondeu: &lt;em&gt;“- Lógico que ninguém tá com medo por aqui, tá todo mundo de porre”&lt;/em&gt;. Pensando bem, achei que fazia sentido, até porque todo bebum costuma virar macho. Mais na frente, passamos pela também lotada loja do Matte-Leão, não resisti a minha tréplica com a Adriana: &lt;em&gt;“- Também não vejo semblante de pânico ali, e olha que só vendem matte”&lt;/em&gt;. No Clipper, idem, outra multidão inundava a calçada acompanhada por muita cerveja. Na volta para casa, já à noite, pego o caminho da orla de Copacabana e fico a observar uma multidão na praia, eram turistas, nativos típicos de Copa, ambulantes, umbandistas já fazendo suas oferendas para Iemanjá e no calçadão todos os bares completamente lotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com a sensação que mais do que se divertindo, aquelas pessoas todas estavam tentando lá no fundo e de maneira inconsciente dar uma mensagem positiva e de alto-astral, era como se quisessem dizer de fato: “- Por mais que vocês tentem colocar fogo em tudo, a alma carioca vocês não vão conseguir atingir”. É como se toda uma população se recusasse a se transformar em refém da bandidagem e dessas autoridades que nos (des)governam, afinal o ano que chega já vem com um fato muito positivo para comemorarmos: nossos ouvidos não terão mais que escutar uma certa governadora falar do trabalho da “&lt;em&gt;poliça&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, procuro ter sempre em mente os versos do poetinha Vinícius de Moraes:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;“E no entanto é preciso cantar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mais que nunca é preciso cantar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;É preciso cantar e alegrar a cidade&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A tristeza que a gente tem&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Qualquer dia vai se acabar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Todos vão sorrir, voltou a esperança&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;É o povo que dança&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Feliz à cantar"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116745214878538600?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116745214878538600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116745214878538600' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116745214878538600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116745214878538600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/governadora-e-polia.html' title='A Governadora e a &quot;Poliça&quot;'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116739860096496038</id><published>2006-12-29T10:45:00.000-02:00</published><updated>2006-12-29T12:09:14.180-02:00</updated><title type='text'>Minhas "Excentricidades" Musicais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre fui considerado um tanto excêntrico em relação aos meus gostos musicais, pecha que me acompanha desde muito miúdo. Recordo-me ainda que nos meus tempos de colégio, lá pelos meus 12, 13, 14 anos, quando se perguntava a alguém da minha sala sobre sua música favorita, sempre costumavam dizer algum nome americano da moda. No meu caso, enchia a minha boca para dizer: “Wave” do Tom Jobim. Aos 15 já conhecia a obra completa do Chico Buarque, conhecia tudo de Bossa Nova e já demonstrava um profundo interesse em Dorival Caymmi e Noel Rosa, algo que parecia bizarro para meus colegas. Creio que não haveria grandes problemas se tivesse parado por aí, até porque já ouvi em épocas recentes alguns comentários de amigos desses tempos antigos, tais como: “Cara! Você tinha razão, Chico Buarque é um gênio!”, ou ainda: “Como pude ficar tanto tempo sem conhecer a obra do Vinícius?” “Bem que você falava e a gente ria de você,” Esse tipo de “reconhecimento” tardio ao meu gosto musical sempre me deu uma certa satisfação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema, como já disse, é que essa minha “excentricidade musical” não parou por aí. Ainda mantenho uma gigantesca paixão pela música brasileira e nos seus mais diversos ritmos, mas o problema é que passei com o tempo a também me interessar em músicas que não costumamos ouvir cotidianamente nas rádios desse país afora, como músicas francesas, italianas, latinas, gosto de bolero, amo tango de paixão, mas percebo que os olhos de meus interlocutores atingem o ápice do espanto quando revelo que adoro música portuguesa. As primeiras perguntas que me fazem, com um certo ar de desdém são: &lt;strong&gt;1) Você gosta do Roberto Leal? 2) Você gosta de fado?&lt;/strong&gt; Respondo agora: &lt;strong&gt;1) Nãããããããõ! 2) Sim!&lt;/strong&gt; Para começo de conversa: É um tanto pobre reduzir a música portuguesa apenas a Fado. O Fado é lindo, mas a música portuguesa é muito mais ampla, algo que tentarei expor(de maneira rala e superficial) neste post.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolvi escrever este post sobre o assunto assim que terminei de escutar(e mais uma vez me emocionar) com “No Teu Poema”, uma composição de José Luís Tinoco, que foi imortalizada na voz do magistral Carlos do Carmo, mais recentemente regravada por Dulce Pontes e que é, na minha opinião, uma das mais lindas canções já escritas na língua portuguesa, com um a letra contendo um altíssimo grau de lirismo e possuidora de rara beleza. Ao ouvir agora essa música, me deu uma certa frustração de não ter com quem compartilhar sobre o quanto essa música me toca profundamente, até porque ninguém do meu círculo de amizades a conhece. Como queria encontrar alguém para conversar e discutir todo o sentimento que a canção me trás. Aí me lembrei que tenho um blog, né?(apesar que ninguém lê mesmo)&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/919979/img_carmo1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/919979/img_carmo1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="306" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/715734/img_carmo1.jpg" width="178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheci “No Teu Poema” através do Carlos do Carmo, uma personalidade por quem possuo um enorme apreço, admiração e gratidão. Dono de uma voz límpida,clara e possuidor de uma personalidade e educação cativantes. Fui introduzido por ele no universo do Fado. Foi o primeiro fadista que parei verdadeiramente para ouvir e tentar entender o fado. Esse meu aprendizado se tornou maior quando ele passou a apresentar um programa na RTPi, aonde recebia amigos, personalidades e cantava várias canções. Foi com Carlos do Carmo que passei a entender toda a dimensão, o significado e principalmente, a alma do fado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Na foto acima, Carlos do Carmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Simultaneamente com essas minhas “aulas” de Fado, acabei por descobrir algumas figuras históricas e fundamentais para o crescimento dessa minha admiração, que me fizeram entender toda a grandiosidade da música portuguesa, muito além do Fado, daquilo que os portugueses costumam chamar de “música ligeira”(não gosto da expressão), que está para lá como a MPB estaria para nós. Destaco principalmente Zeca Afonso(falecido em 1987) e Paulo de Carvalho. Entre a música mais famosa de Zeca Afonso está “Grândola, Vila Morena”, canção que foi utilizada como senha radiofônica para o início da Revolução dos Cravos, cuja letra salienta os valores da igualdade e da fraternidade. Mas sua música mais bonita, em minha opinião, é “Os Índios da Meia-Praia”, outra música que me deixa sempre encantado quando ouço. Já Paulo de Carvalho também tem seu lugar assegurado dentro do panteão da música portuguesa em canções como “E Depois Do Adeus”, além da linda “Lisboa, Menina e Moça”, que também foi imortalizada na voz de Carlos do Carmo. Tanto Zeca Afonso quanto Paulo de Carvalho se tornaram figuras de proa na música portuguesa não só pelo talento descomunal, mas também pelo engajamento que sempre tiveram na vida política portuguesa, principalmente em épocas mais sombrias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas outras gerações posteriores continuaram a colocar a música portuguesa num alto grau de qualidade, com nomes como Sérgio Godinho, Rui Veloso, Maria João, Ala dos Namorados, Dulce Pontes, Lucia Moniz, João Afonso, entre outros, inclusive com as gerações mais roqueiras, como Pedro Abrunhosa, Delfins, GNR, Xutos e Pontapés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Brasil se fala muito de Madredeus, penso que têm um trabalho interessante e original, mas não são os que mais me atraem, confesso até que os acho meio chatinhos. Já o trabalho da Ala dos Namorados me calam muito mais fundo, gosto especialmente de “Loucos de Lisboa”. Costumo também fazer uma certa ponte no trabalho que a Dulce Pontes faz com a música portuguesa com o que a Marisa Monte costuma fazer na música brasileira, ou seja, consegue de maneira muito particular resgatar o passado e a tradição da música portuguesa dando um tom e uma roupagem contemporânea a ela, prova disso está na sua linda regravação de “Canção do Mar”, que havia sido imortalizada por Amália Rodrigues. Dentre os quais conheço mais recentemente, destaco Lucia Moniz(que também ataca da atriz, tendo atuado naquele filme inglês “Love Actually” fazendo par romântico com Colin Firth) e João Afonso(sobrinho de Zeca afonso).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, na verdade dei uma rápida e superficial pincelada sobre alguns nomes da música portuguesa .Quem tiver um mínimo de curiosidade e se despir de “pré-conceitos” pode ter um campo vasto e muito interessante a desbravar, porque como já afirmei, o fado é lindo, mas a música portuguesa tem um leque muito mais amplo e interessante a oferecer para quem aprecia boa música. Além dos nomes que já citei, também indico Sara Tavares, Mafalda Veiga e José Cid. É lamentável que a música portuguesa não tenha no Brasil 1/100 do espaço que a música brasileira possui em Portugal.Mas pelo amor de Deus, não me falem de Roberto Leal, combinados? Se é para falar do Roberto Leal, então ouçam o Quim Barreiros para ver o que é bom para a tosse(hehehe). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; No teu poema&lt;br /&gt;Existe um verso em branco e sem medida&lt;br /&gt;Um corpo que respira, um céu aberto&lt;br /&gt;Janela debruçada para a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;No teu poema&lt;br /&gt;Existe a dor calada lá no fundo&lt;br /&gt;O passo da coragem em casa escura&lt;br /&gt;E, aberta, uma varanda para o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Existe a noite&lt;br /&gt;O riso e a voz refeita à luz do dia&lt;br /&gt;A festa da senhora da agonia&lt;br /&gt;E o cansaço&lt;br /&gt;Do corpo que adormece em cama fria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Existe um rio&lt;br /&gt;A sina de quem nasce fraco ou forte&lt;br /&gt;O risco, a raiva e a luta de quem cai&lt;br /&gt;Ou que resiste&lt;br /&gt;Que vence ou adormece antes da morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No teu poema&lt;br /&gt;Existe o grito e o eco da metralha&lt;br /&gt;A dor que sei de cor mas não recito&lt;br /&gt;E os sonhos inquietos de quem falha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No teu poema&lt;br /&gt;Existe um cantochão alentejano&lt;br /&gt;A rua e o pregão de uma varina&lt;br /&gt;E um barco assoprado a todo o pano.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Existe um rio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O canto em vozes juntas, vezes certas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Canção de uma só letra e um só destino a embarcar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No cais da nova nau das descobertas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Existe um rio&lt;br /&gt;A sina de quem nasce fraco ou forte&lt;br /&gt;O risco, a raiva e a luta de quem cai&lt;br /&gt;Ou que resiste&lt;br /&gt;Que vence ou adormece antes da morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No teu poema&lt;br /&gt;Existe a esperança acesa atrás do muro&lt;br /&gt;Existe tudo o mais que ainda escapa&lt;br /&gt;E um verso em branco à espera de futuro.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116739860096496038?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116739860096496038/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116739860096496038' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116739860096496038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116739860096496038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/minhas-excentricidades-musicais_29.html' title='Minhas &quot;Excentricidades&quot; Musicais'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116698715736042574</id><published>2006-12-24T17:03:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T19:12:20.613-02:00</updated><title type='text'>Há Algo no Ar Além dos Aviões de Carreira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na última vez que estive em São Paulo, comentei com minha noiva Adriana sobre o quanto era perigoso o aeroporto de Congonhas e fui mais além, afirmei que se continuar assim, algo muito grave vai acontecer ali. Tal afirmação não foi fruto de uma mera intuição ou pressentimento, mas de uma observação pessoal que fiz durante o atraso de 2 horas em que fiquei de pé na sala de embarque, enquanto aguardava meu vôo de volta para o Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas razões me levaram a pensar dessa maneira: para começar a localização do aeroporto, que é rodeado por um bairro residencial repleto de casas. Não sou especialista na história e na geografia de São Paulo, mas segundo me informaram, não é o aeroporto que é inserido naquela região residencial e sim o bairro que se expandiu em torno do aeroporto. Mas enfim, a ordem dos fatores não altera o produto, o fato é qualquer incidente ali pode ter conseqüências gravíssimas, me vindo sempre na cabeça aquele fatídico acidente da TAM. Outro aspecto é que a pista me parece curta, sendo inclusive, que pouco tempo depois dessa minha passagem por São Paulo, um avião não conseguiu frear e por muito pouco não foi parar na avenida ao lado do aeroporto. Por fim, fiquei com a sensação de que o aeroporto está operando muitíssimo acima da sua capacidade. Lógico que por se tratar da maior cidade do Brasil, é justificado um intenso tráfego aéreo nos aeroportos de São Paulo, mas mesmo assim fiquei impressionado com a quantidade de aviões aterrissando e decolando, era algo ininterrupto, aonde os aviões formavam filas para poder decolar, se bobear devia ter outra fila lá em cima para aterrissar. depois me confirmaram que aquela movimentação era absolutamente corriqueira em Congonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a fila não era só na pista. Dentro do aeroporto o caos era completo, com uma multidão entupindo completamente o saguão de embarque, gente para todo lado, a maioria sentada no chão ou em pé, porque não havia mais bancos e o calor era insuportável. O painel avisava qual seria meu portão de embarque, então ficamos ali, aguardando em pé numa fila com a informação que embarcaríamos em 15 minutos. Passado 1 hora, continuávamos em pé no mesmo lugar em nossa fila indiana. Então o alto-falante anunciou que “nosso” portão iria ser utilizado para passageiros de um outro vôo, com isso, a fila da qual fazia parte foi atropelada por uma manada de búfalos que surgiu não sei de onde. Após sobrevivermos ao “pisoteamento” e mais uma série de confusões, começaram a aparecer uma série de avisos informando a transferência de vários vôos da companhia aérea que eu iria viajar para Viracopos(a mera possibilidade de transferirem meu vôo para Viracopos me deixava apavorado, pois já era quase meia-noite, eu estava podre de cansaço e ainda tinha que acordar cedo no dia seguinte para trabalhar). Mas felizmente não transferiram meu vôo e então, finalmente, veio a informação sobre o embarque do meu vôo para dentro de 5 minutos. Porém, tal embarque seria feito em um outro portão, que ficava no canto oposto do aeroporto e num outro andar. Então foi a vez da minha fila se transformar numa manada de búfalos(manada da qual eu e Adriana éramos dois dos búfalos mais rápidos e ariscos) e fomos correndo para o 2º andar. Agora quem tinha pressa era a companhia aérea, com os funcionários nos jogando para dentro do avião da maneira que desse. Enquanto o avião já começava a taxiar a pista, muitos passageiros ainda estavam de pé no corredor da aeronave tentando se ajeitar ou procurando seus assentos, me fazendo sentir como se eu estivesse num ônibus da linha Boca do Mato-Rodoviária, em que o motorista já sai acelerando o mercedão enquanto você mal colocou o pé no veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ah! Um detalhe importante, essa confusão toda que pude observar tanto na pista do aeroporto, quanto no saguão de espera, não ocorreu agora, em pleno caos aéreo pelo qual passam atualmente os aeroportos brasileiros, mas há uns 6 meses atrás, bem antes da confusão virar oficial.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Parece que no mesmo ano em que comemoramos o centenário do vôo histórico de Santos-Dumont, a aviação brasileira resolveu encontrar uma maneira bastante original de homenageá-lo(perdoem minha ironia). Praticamente do dia para a noite descobrimos que a aviação aérea brasileira é quase primitiva, insegura e sucateada. Enquanto viajávamos em paz, em nossa santa ignorância, não tínhamos conhecimento do perigo a que estávamos expostos devido as condições de trabalho dos nossos controladores de vôo e de seus equipamentos ultrapassados, aos inúmeros casos de possíveis acidentes que por pouco não ocorreram(que só agora foram revelados), dos pontos cegos no céu do Brasil, isso para não falar do aumento do desrespeito pelo qual os passageiros são vítimas nos aeroportos brasileiros afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ano que deveríamos comemorar a façanha de um autêntico, genuíno e raro herói brasileiro, tivemos a tragédia do vôo da Gol. Tragédia que acabou ganhando contornos quase que bizarros pelo que tivemos que testemunhar. Primeiramente, com total precipitação a mídia e o governo insinuaram de maneira irresponsável que a culpa seria dos pilotos norte-americanos que pilotavam o Legacy, quase que afirmando que teriam desligado propositalmente o transponder, que teriam feito manobras arriscadas pelo céu da Amazônia, antes mesmo dos relatórios técnicos. No momento em que o jornalista que escrevia para o New York Times denunciou que o espaço aéreo brasileiro era um caos e que havia “buracos negros”, a indignação tomou conta da sociedade, afinal de contas: Quem esse gringo pensa que é para ficar esculhambando a gente? Nosso nacionalismo poucas vezes falou tão alto. O jornalista foi ridicularizado, recebeu xingamentos em seu blog e nosso Ministro da Defesa demonstrou na televisão toda sua indignação com tal declaração “estapafúrdia”. Poucos dias depois descobrimos que não possuíamos um “céu de brigadeiro” em nosso espaço aéreo, ao contrário, possuíamos um “céu de turbulência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes os passageiros aéreos eram confrontados com o desrespeito dos overbooking nos aeroporto, agora descobrimos que isso não era nada. Respeito é uma palavra em desuso num saguão de aeroporto no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse antes, não sou especialista na história e geografia da cidade de São Paulo, muitíssimo menos em aviação, pelo contrário, sou apenas um leigo, observador e mero curioso, mas isso não me impede de dizer(embora ninguém vá ler mesmo) que se alguma coisa não for feita, algo de muito podre pode vir a acontecer em Congonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. A frase utilizada como título deste post é de autoria do genial Aparício Torelly, mais conhecido como  Barão de Itararé&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116698715736042574?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116698715736042574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116698715736042574' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116698715736042574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116698715736042574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/h-algo-no-ar-alm-dos-avies-de-carreira.html' title='Há Algo no Ar Além dos Aviões de Carreira'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116624123307842661</id><published>2006-12-16T01:50:00.000-02:00</published><updated>2006-12-16T02:03:46.236-02:00</updated><title type='text'>Uma Análise Pseudo-Filosófica Sobre Mulheres em Compras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“- &lt;strong&gt;Estou completamente sem roupa!&lt;/strong&gt;”. Essa frase normalmente é dita por uma mulher contemplando seu armário, abarrotado de roupa. No fundo a frase tem um outro significado, o que ela de fato que dizer é: “-Estou de saco cheio dessas roupas todas”. A frase em questão costuma vir acompanhada de uma outra: “-Amanhã vou comprar um vestido novo”. Na verdade, um vestido novo significa também um cinto novo, um sapato novo, uma bolsa nova, muitas coisas novas, afinal de contas, é preciso comprar todo um leque de acessórios para poder combinar com o vestido. Até a presente data, não existe notícia de uma mulher que tenha saído para comprar um vestido e tenha voltado para casa com um vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa razão creio que é preciso ser realizado um profundo estudo filosófico e psicanalítico do comportamento das mulheres quando vão às compras. Na verdade nem sei se esse tipo de estudo já foi feito, provavelmente sim, mas em todo caso, resolvi eu mesmo fazer uma análise pseudo-filosófica do comportamento feminino num estabelecimento comercial, dando uma certa continuidade a linha de raciocínio que expus no meu post anterior sobre o Shopping Leblon. O fato da mais cândida e doce das mulheres, ao se encontrar dentro das 4 paredes de um estabelecimento comercial, se transformar na mais ávida e feroz criatura da face da Terra, capaz de atos extremos, como o de disputar à tapa uma mísera blusa com outra mulher, chegando até, se preciso for, rolar no chão, transformando o interior de uma pacata loja num ringue de vale-tudo, deveria por si só merecer as atenções da comunidade científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começo de conversa: mulher o-d-e-i-a entrar em loja vazia, afinal, se está vazia é porque a loja deve ser “caída”. Quanto mais cheia está a loja, mais o seu extinto a leva naquela direção, até porque uma loja que se preze tem mesmo é que estar apinhada. Então, atraídas por uma força superior, quase que num estado hipnótico, adentram a loja, nem percebem a vendedora a cumprimentando, já saem direto para os cabides aonde se deparam com uma multidão de mulheres disputando cada metro quadrado em frente das roupas e tal como um bom zagueiro de futebol, dão discretamente um “jogo de ombros” na “adversária” para poder se posicionar melhor em frente daquelas maravilhas tão desejadas. Olham TODOS os cabides, examinam a loja de cabo a rabo, cada canto, cada prateleira é minuciosamente vasculhada e nenhuma roupa consegue escapar do seu implacável olhar. Tiram umas 15 do cabide, olham e nunca estão satisfeitas com aquela cor, querem sempre a cor que não existe na loja: “-Você não teria essa blusa em cor pastel?” Separam umas 6 roupas e querem ver pelo menos 3 variações de cores para cada peça. Experimentam umas 5 e perguntam a opinião do marido. O marido sempre diz que ela está linda, mas é pura mentira, ele nem observou que ela está parecendo uma sapa com aquele vestido, ele quer mais que ela compre logo qualquer coisa para que possa sair daquele ambiente tenso e claustrofóbico. Mal sabe ele, que ainda vai ter que dar uma “opinião” sobre mais 4 vestidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dado também bastante observado: a mulher olhou um vestido e botou no varal novamente, porque a roupa não lhe disse nada. Basta uma outra chegar, pegar o mesmo vestido e se preparar para experimentar que ela solta: “- Ei, eu vi primeiro!”. Pronto, está formada a confusão. A vendedora tem que correr para apartar a briga, porque já sabe que as chances daquela disputada roupa ser rasgada são enormes, com cada uma puxando sofregamente a blusa em direção o seu o próprio peito, como se estivessem relembrando os tempos aonde praticavam cabo-de-guerra na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vendedoras, também merecem uma menção. Para começar, quem vai no shopping ou nas lojas de Ipanema e Leblon deve pensar que mora na Suécia, porque são todas louras, bonitas e “descoladas”. As feiosas e gordinhas ficam embalando as mercadorias e as que usam óculos costumam ficar no caixa. Vendedora tem um comportamento diferente com homens e mulheres. Com mulheres elas dão um “boa tarde”, deixam a mulher à vontade para olhar TODOS os cabides e só dizem: “-Se precisar de alguma coisa, meu nome é Priscila”. É bom dizer mesmo o nome, pois se a loja for a “Ecletic”, é absolutamente impossível saber quem é a “sua” vendedora, pois todas têm praticamente a mesma cara. Com os homens o comportamento muda, acompanham cada passo do homem, como se fossem uma sombra, sabem que se derem “mole” ele vai logo embora. Aliás, com o homem tudo é breve, seja para comprarem ou para desistirem. Eu por exemplo, só entro numa loja se algo da vitrine me chamou a atenção, já vou dizendo que quero aquela roupa da vitrine e já digo logo meu tamanho. Se bobear, nem experimento. Em aproximadamente 5 minutos já saí da loja com aquele produto e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que me deixa perdido numa loja é a nomenclatura das cores, depois de muitas tentativas frustradas de comunicação com as vendedoras, descobri que amarelo não é amarelo, é mostarda. Aquilo que eu vulgarmente chamava de vermelho é na verdade bordeaux ou grená. Agora existe também verde musgo, verde bandeira, verde água e até um tal de verde tomilho. No meu tempo era só verde claro e verde escuro. Descobri que existe também o marrom havana, mas que diabos é um marrom havana? Confesso que já me peguei na situação de ficar com cara de bovino ao ser indagado por uma vendedora se eu queria uma camisa pólo em cor gengibre ou ráfia. Como???? Por isso, nessa hora é sempre útil estar acompanhado de uma mulher para que ela possa fazer a tradução simultânea do sempre complicado diálogo entre um homem e uma vendedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, nós homens reclamamos, falamos e debochamos, mas lá no fundo gostamos. Porque sabemos que essas adoráveis criaturas que tanto amamos estão na verdade vivendo com paixão e intensidade esse momento em que vão à guerra das compras. Bem, gostamos até a hora em que chega a fatura do cartão de crédito.... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116624123307842661?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116624123307842661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116624123307842661' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116624123307842661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116624123307842661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/uma-anlise-pseudo-filosfica-sobre.html' title='Uma Análise Pseudo-Filosófica Sobre Mulheres em Compras'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116579062294307143</id><published>2006-12-10T20:39:00.000-02:00</published><updated>2006-12-11T08:38:34.470-02:00</updated><title type='text'>Impressões de um Provinciano sobre o Shopping Leblon</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes o Rio de Janeiro se parece mais uma cidade provinciana, quase que caipira. Nesses últimos dias parece que só um assunto domina as conversas e as páginas dos jornais: o tal do Shopping Leblon. Passo lá toda manhã à caminho do trabalho e todo santo dia ouço o motorista do ônibus fazer algum comentário sobre o tal empreendimento com o trocador. É como se fosse o primeiro shopping center da cidade do Rio de Janeiro. Utilizando o meu lado provinciano, peguei minha noiva Adriana pelo braço e rumei para o tal &lt;em&gt;shops center&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrar no dito cujo, tive que driblar o canteiro de obras e andar pelo meio da rua, evitando ser atropelado pelos carros para poder adentrar no mesmo. De cara uma série interminável de escadas rolantes aonde se sobe, sobe, sobe.... parecia mais aquela sucessão de escadas rolantes da Estação de Metrô da Cardeal Arcoverde(vulgarmente conhecida como Bat-Caverna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A horda(da qual faço parte) passeava seu sábado no lotado corredor do &lt;em&gt;shops center&lt;/em&gt;, pais com seus “adoráveis” rebentos. Rebentos estes carregando balões de gás, que sentiam enorme prazer em estourá-los, fazendo com que o já estressado povo carioca já cansado de tanto estampidos de tiroteio pela cidade, desse uma ligeira checada atrás para se certificar que era apenas um inofensivo balãozinho. Esses estouros nos acompanharam no decorrer de toda nossa visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha noiva resolveu entrar numa tal de “Espaço Fashion”. Nessa loja havia uma multidão, era gente que não acabava mais(aliás, mulher que não acabava mais). Lá estava eu, um solitário macho no meio daquela mulherada ensandecida, atacando os cabides de maneira desesperada, como se corressem para pegar a última roupa à venda em todo o Leblon. No caixa havia um bolo de mulheres saindo no tapa(literalmente) para conseguir pagar algo. Creio que se em vez de pagar, se simplesmente saíssem da loja com seu “objeto do desejo”, ninguém iria conseguir perceber. Logo encontrei outro homem, acompanhado por sua namorada, também com uma expressão um tanto assustada em seu rosto. Ele fez a pergunta chave para sua namorada: Como é que a gente faz para descobrir quem aqui é vendedora? Ele estava coberto de razão, era absolutamente impossível descobrir quem ali era vendedora. Mas creio que havia vendedoras, pois quando entrei alguém me deu “boa tarde”. Quem iria me dar boa tarde no meio daquela mulherada enlouquecida além de uma vendedora? Resolvemos sair de lá antes que a loja explodisse. Mas isso também foi uma tarefa árdua, me senti como se estivesse no Metrô de Tóquio, pois na hora que tentei sair, uma nova horda de mulheres entrava enlouquecida na loja, me jogando novamente para dentro. Mas depois de muito sangue, suor e lágrimas, consegui sair com vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No resto, as lojas completamente cheias e nada que não havia visto antes em outros lugares. Descobri uma loja que particularmente me encantou: “L’Occitane”. Verdade que tudo lá é beeeeem caro, mas a loja tem uma decoração toda inspirada no clima da Provence(quem leu meu post anterior[creio que ninguém] sabe do quanto isso me toca) e com aromas e produtos deliciosos. Outra loja que me encantou foi a livraria da Travessa. Adorei a sua filial no shopping, ampla, bonita e tem até uma cafeteria que me pareceu bem simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantendo o tal clima provinciano que se instalou pela cidade com o novo &lt;em&gt;shops center&lt;/em&gt;, famílias tiravam fotos pelos corredores, se sentindo como se estivessem desfilando numa "Bloomingdale’s" da vida ou talvez na "Gallerie Lafaiette". Até da árvore de natal tiravam fotos, como se já não bastasse aquela da Lagoa. Na verdade, percebe-se que o shopping foi inaugurado às pressas para pegar o período natalino, muitas lojas fechadas, nenhuma placa de sinalização interna foi vista e não faço idéia nem se tem banheiro. Enfim, vê-se claramente que é uma obra ainda em andamento e inacabada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que me chamou a atenção: anunciaram com pompa e circunstância que iriam contratar muita gente da cruzada São Sebastião, logo ali ao lado. Muito legal isso. Porém, lá dentro fiquei com a sensação de que o Shopping Leblon é uma espécie de “Casa Grande &amp;amp; Senzala” pós-moderna. Com o pessoal da Cruzada fazendo trabalhos de faxina, segurança, etc e as lourinhas dentro das lojas, jogando seu charme para os clientes e suas carteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praça de alimentação é fraquinha, com muita loja ainda para abrir. Mas porque diabos que com aquela vista panorâmica da Lagoa, colocaram um monte de vaso de flores impedindo que as pessoas possam comer apreciando a vista? A tal parte cultural ainda não está pronta, com seus cinemas e teatros. Quanto ao teatro eu já sabia, porque conversando esta semana com o seu Max, dono do teatro "Casa- Grande", ele já havia me antecipado que o teatro só abre em junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já completamente esgotado, resolvemos deixar o &lt;em&gt;shops&lt;/em&gt;. Na saída, a Afrânio de Melo franco estava apinhada de gente se encaminhando na direção contrária a nossa. Era tanta gente que a Afrânio lembrava até a Av. Nossa Senhora de Copacabana às 5 horas da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de lá em direção ao Rio Design Center, com a esperança que estivesse mais vazio. Puro engano. Entramos na "Ecletic". A "Ecletic" também merece um capítulo à parte. Para começar todas as vendedoras são iguais, acho que são &lt;em&gt;quadrigêmeas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pentagêmeas&lt;/em&gt;, sei lá. Observar as mulheres comprando numa loja é algo que merece uma tese de sociologia(algo que um dia farei). Elas olham TODOS os cabides, pegam uns 10 vestidos com 3 opções de cores para cada um. Fica aquele bando de mulher no meio do corredor da estreita loja, atravancando a passagem. Lá estava eu novamente no meio daquele bando de mulheres. Mas eis que surge um outro homem com sua respectiva. A mulher foi para o provador, botou a cara para fora e gritou: “Betoooooo!!!!”. E lá foi o Beto, tal qual Moisés no Mar Vermelho, atravessando corajosamente o corredor polonês de mulheres com uma cara de sofredor. Olhou a roupa, fez sinal de positivo e virou às costas. Três minutos depois: “Betoooooo”! Na quarta vez o Beto nem atravessou mais o mar de mulheres, de longe já apontou o polegar para cima. Para terminar o parágrafo "Ecletic", deixo uma pergunta no ar: Por que as bonitinhas são vendedoras e as gordinhas ficam lá em cima jogando para as vendedoras as roupas por estas solicitadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos depois na "Farm": Eles são bem malandros por lá. Colocaram um sujeito para servir Prosecco para os homens(nesse caso, para mim e para um senhor), assim ficamos caladinhos num canto enquanto as mulheres se debruçam nos cabides. Se a mulher demorar muito, periga o homem ficar de porre e liberar todo o limite do cartão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos nossa odisséia numa pizza no "Giusta" e a sobremesa no "Bibi Crepes". Quando saio do "Bibi" quem eu vejo? O Betooooooooooo!!!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116579062294307143?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116579062294307143/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116579062294307143' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116579062294307143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116579062294307143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/impresses-de-um-provinciano-sobre-o.html' title='Impressões de um Provinciano sobre o Shopping Leblon'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116536604430944411</id><published>2006-12-05T22:26:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T20:10:22.063-02:00</updated><title type='text'>Minha Aposentadoria na Provence</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/301712/provence10.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="206" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/440309/provence10.jpg" width="284" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Neste fim-de-semana fui ver “Um Bom Ano”, um filme despretensioso, dirigido por Ridley Scott e estrelado por Russell Crowe. Não sou aquilo que se pode chamar necessariamente de um admirador de Ridley Scott, nada contra, e muito menos de Russell Crowe, por quem nutro até uma certa antipatia. Na verdade, trata-se de um simpático e despretensioso filme, quase todo passando na região da Provence, adaptado de um livro de Peter Mayle. Mas o principal motivo que me levou a ver o filme foi outro: observar com olhos clínicos a região que escolhi para viver o resto meus dias, após minha aposentadoria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/352806/provence2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/242913/provence2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Peter Mayle, para quem não sabe, ficou notabilizado por escrever uma série de livros relatando experiências pessoais desde que largou sua carreira na publicidade para se “transformar num estrangeiro” em Bonnieux, uma pitoresca aldeia medieval encravada nas montanhas da Provence. Muitos acusam Peter Mayle de ser superficial, já os franceses e em especial os nativos da Provence torcem um pouco o nariz para Mayle, talvez com uma certa razão, por achar que ele os retrata de maneira um tanto caricatural e estereotipada. Sim, existem razões para se ter essa visão crítica de Mayle, mas devo dizer que sempre li com um enorme prazer seus livros, em especial “Um Ano na Provence” e devo confessar que Mayle tem uma pequena parcela de culpa nessa decisão que tomei para o fim dos meus dias. A descrição que costuma fazer das paisagens, dos locais, da comida e do estilo de vida provençal sempre me deixaram com um enorme desejo de viver como ele. Sempre me imaginei passeando pelas montanhas Lubéron, entre cedros, pinheiros e carvalhos diante de uma paisagem perpetuamente verde, fornecendo abrigo para javalis, coelhos e aves de caça. Sentado numa relva, entre flores silvestres, cogumelos e a alfazema que crescem entre as rochas, diante do sol de verão, observando de um lado os Alpes Baixos e do outro, o Mediterrâneo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi Mayle o principal responsável pela minha decisão, tomada há aproximadamente 10 anos, digamos que Mayle foi apenas a gota d’água que necessitava. Passei esses últimos anos sonhando estar em Bonnieux, com sua a paisagem dominada por uma igreja meio romana, meio gótica, sentado numa mesa do restaurante “Le Fournil”, localizado dentro de uma caverna adaptada, com seu belo terraço, fontes e toldos coloridos lembrando o clima da Cote d’Azur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do meu planejamento de vida, nesse momento estarei comprando minha casa provençal, que vista do alto aparecerá quase invisível por entre um bosque repleto de oliveiras e seus 50 hectares de vinhedos. Sentado na mesa, após uma bela refeição ao ar livre, apreciarei as montanhas ao meu redor, sem pensar no ontem e nem no amanhã, tendo apenas a certeza dos limites do meu corpo, observando ao longe o velho pastor levando suas ovelhas pela estrada de terra batida, com sua particular e sábia noção de tempo e de espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Observando toda aquela luminosidade que tanto encantou os impressionistas, certamente me virá à cabeça as cores de Cézanne, que logo ali, na próxima Aix-em Provence conseguiu imprimir na tela a perfeita adequação e&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/854262/cezanne.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" height="254" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/564176/cezanne.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ntre cor e forma num lirismo que exprimia em obras de pinceladas desorganizadas e em cores puras, utilizando manchas sobrepostas. Ali, Cézanne retratou com rara beleza e poesia a montanha Saint-Victoire, que mesmo desguarnecida de árvores, ergue-se majestosa, em cores cinza, azul ou bege, como se estivesse na ponta do céu. Ou ainda Renoir, no seu tênue limite entre o sonho e a realidade, me virá igualmente à mente com seus bucólicos piqueniques, aonde não podem faltar um bom vinho rosé da Provence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do dia, com o crepúsculo aos pouquinhos se aproximando, com uma sublime brisa acariciando meu rosto, poderei sentar na minha rede e em toda a paz do mundo ler os relatos de Giono sobre sua Manosque natal ou quem sabe Pagnol falando de Aubagne. Giono vai me descrevendo de maneira lenta toda a atmosfera e paisagens de Manosque em tempos quase medievais e quem sabe se a preguiça não tomar conta do meu corpo não possa pegar minha lambreta e vá visitá-la “in loco” para observar suas vielas, suas fontes e principalmente seus telhados “manchados por grandes placas de musgos dourados” e ali possa imaginar os locais por onde Ângelo se aventurou em “Le Hussard Sur le Toit”. Giono irá aos poucos me revelando também todo cenário de Aix-em-Provence e das terras dos Alpes de Haute-Provence, aonde na solidão dos altos platôs, até mesmo na neve insolente das alturas, esconde seus heróis e assassinos. Posteriormente, terei a companhia de Pagnol, invocando o passado da região, me relatando com extrema delicadeza, ternura e humor, os mais prosaicos, cotidianos hábitos, espertezas e velhacarias do homem provençal no seu contato direto com a terra, ali aonde Ugolin e Papet travaram uma guerra clandestina com o recém-chegado Jean de Florette, bloqueando secretamente a fonte que poderia irrigar as terras férteis de Florette, para poderem se apoderar delas. Ali, naquela rede, sem me preocupar com contas para pagar, violência urbana, taxa de juros, corrupção endêmica ou um possível rebaixamento do Fluminense para a 2ª divisão, estarei me extasiando com Pagnol, que vai me revelando a ruína lenta e quase sádica tanto das plantações de cravos quanto da saúde de Florette.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/531641/provence8.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="216" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/399879/provence8.jpg" width="265" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sim, a paz e a felicidade existem! Elas estarão me fazendo companhia na Provence, aonde ao cair da noite, estarei saciando meu ouvidos com a mais perfeita e linda música local, aonde será a vez de André Peyron me descrever o céu provençal na sua linda canção “La Grande Ourse”. Estarei então pronto para uma noite tranqüila de sono, já que no dia seguinte terei que pegar a estrada para ir a Avignon assistir um espetáculo no famoso festival de teatro que acontecerá naquele verão e no qual Philippe Torreton(que deverá estar com uns 120 anos de idade) estará protagonizando uma peça de Moliére.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito simples viver a aposentadoria com felicidade, bastam um certo planejamento e resolver uns míseros e pequenos detalhes para realizar essa meta que tracei para mim, tais como: Me tornar presidente da Caixa Econômica e conseqüente me aposentar com um salário condizente com o cargo, esperar que o Real esteja 3 vezes mais valorizado que o Euro, que eu receba uma permissão de residência(para que eu não acabe me tornando um “sans papier”) e finalmente, que ganhe sozinho na loteria para poder comprar essa tal casa provençal com 50 hectares de vinhedo. Enfim, detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é preciso ter um plano B caso meu projeto provençal vá por água abaixo. Caso não realize minha meta, me contentarei com uma aposentadoria  na Toscana. Basta fazer algumas adaptações, tipo trocar Cézanne por Giotto, trocar Pagnol por Stefano Petrarca, André Peyron por Ferrucio Busoni, etc, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim...para terminar esse texto, nada mais apropriado que o nosso velho Moreira da Silva:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;“...De repente&lt;br /&gt;De repepente&lt;br /&gt;Etelvina me acordou&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Está no hora do batente&lt;br /&gt;Foi um sonho, minha gente..." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116536604430944411?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116536604430944411/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116536604430944411' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116536604430944411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116536604430944411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/12/minha-aposentadoria-na-provence.html' title='Minha Aposentadoria na Provence'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-116492366262381615</id><published>2006-11-30T19:38:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T20:34:39.400-02:00</updated><title type='text'>Foi-se o Último dos Cafajestes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/439965/jece_01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="198" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/418679/jece_01.jpg" width="279" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Morreu nesta semana o último dos cafajestes: Jece Valadão. Provavelmente o maior anti-herói do cinema nacional. Adjetivos, nunca lhe faltaram em vida, fato aliás que parecia até lhe dar um enorme prazer. Entre os adjetivos mais utilizados quando seu nome era pronunciado, certamente estão os de “cafajeste” e “machão”, estereótipos nos quais, nunca tentou fugir, ao contrário, criou um personagem para sua vida real que se confundia com os papéis que realizava no cinema. “- Não tenho jeito e arquétipo para mocinho. A única vez que tentei ser ‘bom’ foi ridículo. Nem eu acreditei em mim”, disse certa vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para compor esse personagem para sua vida, costumava utilizar-se de expressões claramente inspiradas no universo rodrigueano, o que pode inclusive ser explicado pela convivência que teve com Nelson Rodrigues, que foi durante algum tempo seu cunhado(entre os inúmeros cunhados que deve ter tido em vida). Muito antes de Nelson Rodrigues se tornar uma unanimidade, de virar moda e se transformar em sucesso garantido de público no cinema(como em “Os Sete Gatinhos” e “A Dama do Lotação”), Jece já percebia a força que os textos de Nelson poderiam ter na tela grande. O parentesco lhe possibilitou ser o precursor em adaptar Nelson no cinema, como em “Bonitinha mas Ordinária” e “Boca de Ouro”(numa interpretação memorável).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/9898/jece%20boca%20de%20ouro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="294" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/6132/jece%20boca%20de%20ouro.jpg" width="230" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas apesar dessa imagem de “Brucutu” e “troglodita” que tentava passar, Jece era um ator excepcional, possuidor de uma força, de uma personalidade e de um carisma raros num ator. Afirmo que Jece será um nome sempre lembrado quando se falar em cinema brasileiro no século XX. Participou, seja, como ator ou produtor de alguns filmes fundamentais da cinematografia nacional e trabalhou com os mais importantes cineastas brasileiros. Em sua filmografia(de mais de 100 filmes), podemos destacar várias obras-primas, em filmes seminais do Cinema Novo, como em “Os Cafajestes”, “Rio 40 Graus” e “Rio Zona Norte”. É preciso também destacar seu papel como produtor, um dos poucos que soube ganhar dinheiro com o cinema(se o desperdiçou, aí é outra história), tinha o faro raro para perceber o potencial de um texto. Talvez tenha sido um dos mais modernos produtores de sua época.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos anos estava afastado do cinema, apenas alguns papeis esporádicos em filmes medíocres, como “Tieta”, de Cacá Diegues e a dispensável refilmagem de “O Cangaceiro”. Sua última atuação no cinema foi em “Garrincha, Estrela Solitária”, de 2003, um filme que tem, na minha opinião, seu lugar na história do cinema nacional como um dos piores que já assisti, que até mesmo por ser tão patético, acabou sendo, involuntariamente, muitíssimo divertido. Mas isso pouco importa para Jece. Se existe algo que nunca foi na vida, é politicamente correto, muito pelo contrário. Gostava de absurdos, extravagância e correr riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistir entrevistas de Jece, era garantia de muitas gargalhadas. Jece tinha muito humor, sarcasmo e principalmente: muita história para contar. Hoje procurei no You Tube algum vídeo com entrevistas suas, mas nada encontrei. A última que tive prazer em assistir foi no “Rolo Extra” para Pedro Bial, no Canal Brasil, aonde relatava detalhes, muito engraçados, por sinal, sobre os bastidores de “Os Cafajestes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que conheci Jece. Ele morava no mesmo prédio que minha avó. Recordo-me especialmente de um reveillon: minha avó tinha uma cozinheira(com 50 anos de casa), mais surda que uma porta, a Antônia. Às 4 da manhã a gente só ouve gritos, objetos quebrando, xingamentos e palavrões vindos da casa do Jece, a pancadaria estava comendo solta lá no 501. Entro na cozinha, encontro a Antônia catando arroz(às 4 da matina!!!),ela vira para mim e solta com a maior ingenuidade do mundo: “Tá animada a festa lá na casa do seu Jece, né?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo definitivamente ficou mais aborrecido sem Jece Valadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/1600/74097/jece%20-%20rio%2040%20graus.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="189" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3184/3014/320/811926/jece%20-%20rio%2040%20graus.jpg" width="244" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Abaixo, selecionei alguns filmes de Jece, que quem gosta de cinema deveria dar uma conferida. O repertório é eclético, desde chanchada, passando pelo cinema policial e chegando a filmes do Cinema Novo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Amei um Bicheiro(1952) – Jorge Ieli&lt;br /&gt;· Rio 40 Graus(1955) – Nelson Pereira dos Santos&lt;br /&gt;· Rio Zona Norte(1957) – Nelson Pereira dos Santos&lt;br /&gt;· Garotas e Samba(1957) – Carlos Manga&lt;br /&gt;· Os Cafajeste(1962) – Ruy Guerra&lt;br /&gt;· Boca de Ouro(1963) – Nelson Pereira dos Santos&lt;br /&gt;· MineirinhoVivo ou Morto(1967) – Aurélio Teixeira&lt;br /&gt;· Eu Matei Lucio Flávio(1979) – Antônio Calmon&lt;br /&gt;· A Idade da Terra(1980) – Glauber Rocha&lt;br /&gt;· Águia na Cabeça(1984) – Paulo Thiago&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Foto 1: "Asfalto Selvagem"(1964), de JB Tanko&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Foto 2: "Boca de Ouro"(1963), de Nelson Pereira dos Santos&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Foto 3: "Rio 40 Graus"(1955), de Nelson Pereira dos Santos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-116492366262381615?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/116492366262381615/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=116492366262381615' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116492366262381615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/116492366262381615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/11/foi-se-o-ltimo-dos-cafajestes.html' title='Foi-se o Último dos Cafajestes'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115266598883237710</id><published>2006-07-11T21:49:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T20:13:48.343-03:00</updated><title type='text'>Acabou-se o que Era Doce</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/1600/It??liacampe??.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/320/It%3F%3Fliacampe%3F%3F.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;o capitão italiano Canavaro ergue a taça&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminou mais uma Copa do Mundo e agora só nos resta voltarmos ao cotidiano. O futebol em si, não deixa lá muita saudade. O que sentirei falta mesmo é do clima da Copa, as discussões, as conversas pelas esquinas, no trabalho, as mesas redondas infinitas em todos os canais, enfim, impossível não se falar no assunto ao longo de todo o dia. Até quem não é muito ligado no assunto acaba se rendendo e quando se dá conta, já começa a lançar teses e fazer análises como se fosse um especialista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que faltou futebol nessa Copa. Para mim, a mais pobre que pude vivenciar, sem que tenha tido um jogo memorável sequer, daqueles que lembrarei para todo o sempre. O único jogo que vibrei e assisti sem piscar o olho foi Holanda X Portugal, não necessariamente pelo futebol apresentado, mas pela batalha campal. Foi uma Copa pobre, com pouquíssimos gols(a 2ª pior médias da história) e com a ausência dos craques.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi a Copa em que a força de equipe prevaleceu sobre o individualismo do grande jogador. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Beckham, Henry, Van Nistelrooy, Figo, todos abaixo do que já os vimos produzir. O único que apresentou um futebol digno de seu talento foi Zidane, mas que conseguiu com um ato, jogar toda a sua genialidade pela janela. Chegou longe quem teve força de conjunto, como Itália, França, Alemanha e Portugal, equipes que jogaram o futebol solidário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podemos chamar esse período atual do futebol como a “era Gattuso”. Esses são tempos em que um jogador como Gattuso entra no panteão dos imortais, ao lado de Beckembauer, Pelé, Garrincha, Maradona, Schiaffino. Em que um time como o italiano, recheado de Materazzis, Luca Tonis e Tottis pode se sagrar campeão mundial. Definitivamente, não são bons tempos para quem ama o futebol. Não quero com isso desmerecer e tirar os méritos da equipe italiana, apenas constato que o futebol chegou ao lugar mais baixo que poderia chegar, o pior é que não vejo luz no fim deste túnel. Parabéns para a Itália, só resta nos curvarmos aos novos campeões mundiais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Brasil, analisando de cabeça fria, creio que no final das contas foi um grande benefício para nós não termos ganho essa Copa. É preciso aprender a lição que a Copa nos deixa, que não se pode ganhar uma competição como essa apenas no nome e na tradição, se não tivermos &lt;strong&gt;foco&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;objetivo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;trabalho&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;solidariedade&lt;/strong&gt;, fatores que sobraram para a equipe italiana. É preciso priorizar o coletivo no lugar do individual, que o jogador tenha a noção da importância(e honra) que é ter a oportunidade de disputar (mais) uma Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é esperar que em 2010 possamos assistir futebol de verdade e que a seleção brasileira seja formada por jogadores de futebol e não por astros de publicidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115266598883237710?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115266598883237710/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115266598883237710' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115266598883237710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115266598883237710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/07/acabou-se-o-que-era-doce.html' title='Acabou-se o que Era Doce'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115233268191277969</id><published>2006-07-08T01:01:00.000-03:00</published><updated>2006-07-09T09:56:57.466-03:00</updated><title type='text'>Sessão de Auto-Flagelação</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante a grave crise econômica que o Brasil viveu em janeiro de 1999, apareciam todos os dias dezenas de economistas, todos com mestrados e doutorados em Harvard, Yale ou coisa que o valha, vários com passagens(para lá de mal sucedidas no Ministério da Fazenda) fazendo as mais sombrias e catastróficas previsões para o Brasil. Eu assistia aos tele-jornais com a impressão que o Brasil estava prestes a fechar as portas para balanço. Mas ao mesmo tempo, fiz questão de anotar as previsões e os números assombrosos de nossos gênios das finanças e constatei 1 ano depois que simplesmente nenhuma daquelas previsões se confirmaram, ne-nhu-ma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dar palpite, fazer previsões e dar opiniões é muito fácil, todo mundo faz com prazer. A Copa do Mundo é um outro período fértil para que isso ocorra, como já escrevi num texto anterior deste blog. Durante essa overdose futebolística ouvimos nas dezenas de mesas-redondas que se espalham pelos canais abertos e fechados de nossa televisão as mais diversas opiniões, palpites previsões, aonde coisas sensatas até são ditas, além de uma quantidade enorme de absurdos. É até natural que esse festival de bobagens ocorra, afinal é preciso preencher todo esse enorme espaço que a mídia dispõe para esse evento. Sabe como é, quanto mais se fala, maiores são as possibilidades de se dizer besteira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passamos um mês acompanhando a rabugice do Trajano, o ufanismo do Galvão, a teoria conspiratória do Juca Kfouri, o populismo do Milton Neves, os tediosos e inúteis conhecimentos táticos do PVC, as poesias carecas do Bial(como disse a Veja: “para Bial, a Copa é um sarau”). Mas também pudemos apreciar pessoas sensatas e equilibradas como o Fernando Calazans(que manteve uma linha coerente do início ao fim da Copa), o Tostão e o Cláudio Carsughi. Enfim, o cardápio foi variado, tinha para todos os gostos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de 1999, dessa vez não anotei as previsões dos nossos experts da bola, até me arrependo de não tê-lo feito, porque seria divertido confrontá-los com o que disseram e com as mudanças de suas opiniões da noite para o dia ao sabor do vento que soprava no momento. Afinal, comentarista não perde jogo, não perde dividida e não perde gols. Poderia agora transcrever aqui um verdadeiro festival de previsões furadas ditas por essa enorme fauna de gatos-mestres. Porém isso não seria lá nada original da minha parte, até porque a “Veja” já o fez brilhantemente em seu último número.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prefiro ser original e analisar a Copa usando o meu espelho, transcrevendo as besteiras que eu mesmo escrevi aqui nesse blog, constatando que se eu fosse vidente estaria morando debaixo da ponte, que na verdade e com muita dor no coração sou obrigado a admitir que não entendo patavinas de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;“No caso da França, afirmo que tal favoritismo é só no papel, mesmo que se classifique, não irá muito longe, pois o time é medíocre e envelhecido. Zidane ainda dá o toque de classe no meio, mas não é mais o mesmo”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ui!!! Eu disse isso???? Bem…disse! Mais precisamente no dia 21 de junho no texto “Uma Copa para os Idiotas da Objetividade”. Pelo jeito o idiota era eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;em&gt;“Mas a equipe que para mim melhor simbolizou esse império da mediocridade foi a equipe portuguesa”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;em&gt;“ainda acredito na equipe de Costa do Marfim.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;“após verificar com atenção a tabela dos jogos, fazer todos os cruzamentos possíveis e principalmente, consultar minha bola de cristal, já posso adiantar aqui que no dia 9 de julho de 2006, Cafu estará levantando o caneco após o Brasil derrotar a Inglaterra na final por 2X0. Querem que eu diga quem vai fazer os gols? :-B”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nossa!!! Ah! Mas até que eu tive alguns acertos, vai? Tá certo, não se comparam com o tamanho das asneiras de cima, mas deixa ver se limpo um pouquinho minha honra:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;“não caio mais nesse papo que “dessa vez a fúria vem com tudo”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;"Elejo o jovem Cristiano Ronaldo o jogar-símbolo da equipe mascarada. Cristiano Ronaldo é um belo jogador e tem um futuro promissor, mas espero que aprenda que seu futebol vai crescer muito na hora em que colocar todo o seu talento em prol do time".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;E finalmente, a prova que eu não caí no oba-oba da nossa imprensa e que minhas dúvidas antes da Copa começar eram para lá de pertinentes: &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;em&gt;“Dará certo o quadrado mágico? Ronaldo vai conseguir perder aquela pança obscena até o início da Copa? Nossos idosos laterais agüentarão o ritmo intenso de uma Copa do Mundo? Será nossa zaga confiável?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Só a última pergunta me foi respondida em campo, porque no resto, meus temores estavam corretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, penso que entre erros e acertos meu saldo não ficou lá muito positivo, mas penso que já é hora de terminar minha sessão de auto-flagelação. Não creio que tenha escrito mais asneiras sobre a Copa. Eu disse “escrito”, porque devo der “dito” mais um monte de bobagens, mas felizmente as palavras são como o vento…&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A Copa está acabando nesse fim-de-semana, diga-se de passagem, uma das piores de todos os tempos em termos técnicos e em 2010 tem mais. Espero estar aqui novamente para junto com meus coleguinhas das mesas-redondas, continuar desfiando um monte de bobagens. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;P.S. Previsão para domingo: Itália 1 X 0 França, gol de Totti aos 39 minutos do 2º tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115233268191277969?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115233268191277969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115233268191277969' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115233268191277969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115233268191277969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/07/sesso-de-auto-flagelao.html' title='Sessão de Auto-Flagelação'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115181623080688426</id><published>2006-07-02T01:41:00.000-03:00</published><updated>2006-07-02T10:24:42.006-03:00</updated><title type='text'>Do Complexo de Vira-Lata à Soberba Extrema</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/1600/sele????o.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/320/sele%3F%3F%3F%3Fo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Capa do Jornal Esportivo Lance, que estará nas bancas dentro de poucas horas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;que reflete bem o comportamento da Seleção Brasileira no jogo de hoje&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meados do século passado, Nelson Rodrigues criou uma metáfora para explicar o complexo de inferioridade que nos assolava frente aos altos, louros e bem nutridos europeus, o “complexo de vira-lata”. Os tempos eram outros, ainda não havíamos conquistado um título mundial sequer e de quebra ainda tomávamos surra atrás de surras até de nossos vizinhos argentinos e uruguaios. Depois disso ganhamos 5 Copas do Mundo e obviamente nossa mentalidade mudou muito no que diz respeito a nossa auto-imagem futebolística. Passamos a possuir então uma absoluta auto-suficiência e um orgulho das proezas de nossos craques nos gramados mundo afora. Pouco importa se somos um país miserável, com índices de violência alarmantes e possuidores de uma corrupção endêmica em todas as escalas da sociedade, afinal que importa nossas mazelas se somos os maiores do mundo e conosco ninguém pode dentro das 4 linhas. Fizemos da seleção brasileira o principal orgulho da nossa pátria e por causa dela, de vira-latas, passamos a nos sentir possuidores do melhor dos pedigrees.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que sempre me irritava na imprensa nacional antes da Copa começar era esse favoritismo exagerado atribuído para nossa seleção, não havia uma entrevista, uma matéria que esse hipotético favoritismo não fosse mencionado. Afirmo que jamais entrei nesse clima de oba-oba. Achava sim que tínhamos uma bela seleção, com potencial para ganhar a Copa e estávamos entre os favoritos. Mas sou possuidor de grande experiência em Copas do Mundo, experiência essa adquirida após horas e horas sentado num sofá assistindo centenas de jogos ao longo desses 28 anos que acompanho Copa do Mundo. Aprendi que em Copa do Mundo, não existe favorito absoluto, como tentaram nos fazer crer. Um time pode ter feito 4 anos de preparação com jogos magistrais, ter os melhores jogadores do planeta e simplesmente quando chega o momento, não joga nada. Outro pode ter feito uma eliminatória péssima se classificando às duras penas, com um elenco limitado e ainda assim sair campeã. Copa do Mundo se decide ali, apenas 20 dias antes da competição é que as coisas vão verdadeiramente começar a se desenhar, quando uma química começa a acontecer, o grupo se fecha e mesmo se não inicia jogando bem a Copa, às vezes uma simples vitória pode acender um pavio e acaba transformando jogadores medíocres em heróis épicos, a história está cheia de times assim, como a Itália de 82, o Brasil de 94 e 2002, mesmo a França de 98 e nessa Copa, a Alemanha e França estão seguindo por esse trilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o time considerado o grande favorito, o bicho-papão, com craques de “outro planeta” foi eliminado. Mas não foi uma eliminação qualquer, como já vi acontecer no passado, foi a eliminação mais melancólica que já pude presenciar numa seleção brasileira. Sou do tipo de torcedor que não me aborreço de ver meu time eliminado, desde que tenha lutado, dado sua alma em campo, brigado, mas que por esses caprichos do futebol, simplesmente foi eliminada, seja por uma fatalidade, porque o goleiro adversário pegou tudo ou outro motivo qualquer. Mas o que vi hoje foi a eliminação de uma seleção que esbanjava auto-confiança, empáfia e até arrogância, isso tudo sem ter jogado rigorosamente nada nessa Copa do Mundo e que na hora que entrou para decidir uma partida, demonstrou uma apatia nunca antes vista numa seleção brasileira. Perdemos para uma equipe francesa que foi amplamente superior a nossa, nos dominando completamente e sua vitória em nenhum momento esteve ameaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero cair na velha armadilha de após a eliminação ficar buscando culpados, até porque o time jogou mal como um todo, mas não posso deixar de demonstrar meu desapontamento pela maneira apática com que Ronaldinho Gaúcho disputou o torneio, a preocupação de Cafu e Roberto Carlos, nossos intocáveis cardeais, em buscar records(às vezes fiquei com a impressão que Cafu estava mais preocupado com isso do que com a Copa) e sobre Ronaldo, apesar de ter melhorado muito nos últimos jogos e de ter tentado alguma coisa no jogo de hoje, sempre achei que foi uma total falta de profissionalismo, que um jogador como ele, que já vinha parado há 2 meses, chegue numa Copa do Mundo com 95 quilos e que ao invés de ter se preparado para a Competição, tenha passado os 10 dias anteriores à apresentação de férias com a namorada em Dubai. Resumo da ópera: Foi uma seleção em que seus jogadores não tinham mais objetivos profissionais, não possuíam ambições, pareciam enfastiados e se transformaram burocratas da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio de Cafu, após o jogo, a frase que talvez melhor reflita a essa soberba que sempre caracterizou o comportamento do time nessa competição: "Dentro do campo, eu tinha a sensação de que poderíamos resolver o jogo de uma hora para a outra". Mas o pior veio depois, perguntado sobre o fim do seu ciclo na seleção, ele disse: "- nunca é o fim de uma geração. É muito cedo para falar isso”. Meu Deus! Será que ainda teremos que agüentar o Cafu em 2010 com 40 anos nas costas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No final, o tão falado quadrado mágico acabou sendo na verdade formado por Dida, Lúcio, Juan e Zé Roberto, que fizeram uma Copa perfeita. Não foi por acaso que foram justamente os jogadores que após o jogo estavam estirados nos gramados aos prantos, porque esses sim, se doaram inteiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso encerrar esse texto sem falar desse extraordinário jogador que vai abandonar os gramados após a Copa: Zinedine Zidane. Fez hoje uma das melhores partidas que vi um jogador fazer nesses últimos tempos, comandou a equipe francesa como um maestro regendo uma orquestra. Ditou o ritmo do jogo, distribuiu as jogadas e municiou Thierry Henry o tempo todo. Assisti ao jogo embevecido com sua maneira clássica de jogar. Zidane faz o futebol parecer simples, tal a facilidade com que controla a bola, isso sem precisar fazer malabarismos, como alguns jogadores brasileiros. Quem ama verdadeiramente o futebol, como eu, fica melancólico assistindo seus últimos momentos como jogador e desde já, sentindo nostalgia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115181623080688426?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115181623080688426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115181623080688426' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115181623080688426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115181623080688426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/07/do-complexo-de-vira-lata-soberba.html' title='Do Complexo de Vira-Lata à Soberba Extrema'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115154557098429876</id><published>2006-06-28T22:36:00.000-03:00</published><updated>2006-06-29T10:03:32.156-03:00</updated><title type='text'>Vinganças Vazias</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/1600/1950_3.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/320/1950_3.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Schiaffino marca o primeiro gol do Uruguai na final de 1950&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das palavras que mais tenho ouvido nessa Copa é “vingança”, ou alguns de seus sinônimos, como , “negra”, “desforra” ou “revanche”. Primeiro foi a Itália, que queria se vingar da Guus Hiddick pela eliminação para a Coréia do Sul, na época treinada pelo holandês. Agora vem a Inglaterra que está entalada com Felipão, que eliminou a equipe de Ericsson na última Copa(dirigindo o Brasil) e na última Eurocopa(com Portugal) e de quebra ainda menosprezou o convite para substituir Ericsson na direção do English Team após a Copa. Hoje me aparece Zagallo com toda sua eloqüência na televisão falando em vingança contra a França por causa de 98 e de um novo duelo entre Ronaldo X Zidane. Caso Brasil e Inglaterra consigam se vingar e conseqüentemente se enfrentem numa hipotética semi-final, novamente teremos a fome de vingança marcando esse jogo, pois será a vez dos ingleses quererem a desforra para cima da gente pelo ocorrido em 2002 e por Ronaldinho ter “humilhado” Seaman com aquele lindo gol do meio da rua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Penso que toda essa sede vingança é vazia e não leva a lugar nenhum. Por mais que vençamos a França, jamais nos sentiremos vingados por 98 e sinceramente, não vejo razão para que nos sintamos vingados. Afinal, ganharam aquele jogo na bola, simplesmente porque jogaram muito mais que nós e nada temos a contestar o resultado daquele jogo. Se nosso "Fenômeno" teve suas convulsões, que queriam que fizessem os franceses? Que entregassem o jogo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses episódios me remetem ao nosso sentimento em relação ao Uruguai. Desde que me entendo por gente, toda vez nos defrontamos com os uruguaios numa importante partida, seja em eliminatórias, Copa América, Copa do Mundo ou qualquer outra competição do gênero, vejo nas manchetes dos jornais brasileiros a tal palavra “vingança”. Tudo isso devido ao “Maracanazzo” que a equipe celeste nos impôs há já distantes 56 anos atrás. Desde 1950 já os vencemos diversas vezes nessas competições, inclusive já os eliminamos numa semi-final de Copa do Mundo e por mais que repetíssemos que era nossa vingança, nunca nos sentimos verdadeiramente vingados. No próximo confronto importante que teremos pela frente, ouviremos mais uma vez a mesma história. Eu não agüento mais “me vingar do Uruguai”!!! Não tenho esse ressentimento todo dentro de mim e além do mais, a verdade é que jamais nos sentiremos verdadeiramente vingados, porque o passado não se apaga, fica lá, definitivo e impiedoso na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso vençamos a França no sábado, os jornais de domingo estamparão em suas manchetes com letras garrafais a palavra “VINGANÇA”. Mas nem mesmo isso impedirá que jamais nos esqueçamos daquela final de 98. O melhor que deveríamos fazer é simplesmente tomar aquele episódio como algo importante para nosso aprendizado e crescimento, até porque eu acredito firmemente na tese de que 1958 só foi possível para nós, porque um dia tivemos aquele inesquecível 1950 no Maracanã que tanto nos ensinou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115154557098429876?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115154557098429876/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115154557098429876' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115154557098429876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115154557098429876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/vinganas-vazias.html' title='Vinganças Vazias'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115136489260376204</id><published>2006-06-26T20:28:00.000-03:00</published><updated>2006-06-26T20:47:36.486-03:00</updated><title type='text'>A Batalha dos Guararapes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/1600/batalha%20dos%20guararapes.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/320/batalha%20dos%20guararapes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quadro de Victor Meirelles retratando a Batalha dos Guararapes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Senhor, umas casas existem no vosso reino onde homens vivem em comum , comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam, obedecendo. Da vontade fizeram renúncia, como da vida. Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmos são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si...”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho da carta de Moniz Barreto ao Rei de Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano de 1648. Holandeses e portugueses travam uma batalha épica nos montes conhecidos por esse nome, nas circunvizinhanças de Recife. Apesar da superioridade numérica em soldados e armas, os regimentos flamengos não conseguiram sobrepujar os lusitanos, reforçados de brasileiros. Sem espaço para o movimento e ação de seus batalhões, os holandeses eram obrigados a combater aglomerados, sem poder aproveitar as vantagens de seus armamentos. Enquanto isso, os portugueses, mais hábeis no manejo da espada e no sistema de pelejar em guerrilhas, desalojaram o inimigo de suas posições nos montes que acabaram atolados sem que pudessem fazer uso de seus mosquetes. Sofreram mais de mil baixas, uma das quais o próprio comandante-chefe, tenente-general Von Sckoppe, ferido gravemente. Os holandeses não puderam conter a fúria do batalhão lusitano e acabaram deixando o Brasil para o domínio português em definitivo. Chamado de Poti pelos nativos, Filipe Camarão deu decisiva contribuição ao triunfo quando uniu suas tropas às de Fernandes Vieira, Vidal Negreiros e Henrique Dias. Em reconhecimento aos seus serviços, a coroa portuguesa concedeu o título honorífico de dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano de 2006. Holandeses e portugueses travam uma épica batalha em Nuremberg. Apesar de passar boa parte do jogo com superioridade numérica, os jogadores flamengos não conseguiram sobrepujar os lusitanos, reforçados do brasileiro Deco. Sem espaço para o movimento, os holandeses não puderam se aproveitar de sua conhecida técnica e talento. Enquanto isso, os portugueses lutavam com brios, se aproveitando de sua habilidade no sistema de pelejar em guerrilhas, bem ao estilo de seu comandante. Ao final da batalha, ambos os lados saíram com 2 baixas, sendo que o comandante holandês Marco Van Basten foi ferido em sua honra por não ter colocado no campo de batalha sua principal arma de artilharia, Van Nilsterooy, nem mesmo nos momentos em que tentavam a todo custo encurralar o esquadrão português. Acabaram deixando a Copa e conseqüentemente o Brasil para os portugueses numa possível semi-final. Chamado de Felipão pelos nativos, Luiz Felipe Scolari deu decisiva contribuição ao triunfo quando uniu seus conhecimentos e sua garra às tropas de Figo, Maniche, Cristiano Ronaldo, Pauleta e cia. Em reconhecimento aos seus serviços, a povo português aclamou Felipão com o novo Rei de Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115136489260376204?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115136489260376204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115136489260376204' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115136489260376204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115136489260376204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/batalha-dos-guararapes.html' title='A Batalha dos Guararapes'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115120921627369715</id><published>2006-06-25T01:07:00.000-03:00</published><updated>2006-06-25T11:43:16.783-03:00</updated><title type='text'>Um Deus Desfigurado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/1600/Kahn.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/320/Kahn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lehmann e Kahn, juntos num mesmo plano(mas só na foto)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gol da Alemanha, todo o banco comemora efusivamente(e ainda dizem que os alemães são frios), Klinsmann, sua comissão técnica e os reservas aos pulos e então observamos ali, isolado no canto, um Oliver Kahn completamente apático e indiferente a explosão de alegria e júbilo de seus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com defesas espetaculares, durante a última Copa do Mundo, Kahn foi alçado à categoria de herói da nação alemã. Foi graças a ele, que a Alemanha, com um dos piores times de sua história conseguiu a proeza de chegar a final da Copa da Coréia/Japão. Criou-se sobre sua figura toda uma mitificação, que impunha respeito aos atacantes adversários. Isso, até ele se deparar com Ronaldo. O mito então desmoronou, vimos no dia seginte as imagens dos jornais de um goleiro caído, derrotado. Um Deus desfigurado, mas ainda um Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ninguém tem dúvidas que Kahn tem seu lugar no panteão dos grandes Deuses do futebol alemão. Mas a imagem que ele deixa nessa Copa, é a de uma figura absolutamente terrena e humana, dono de alguns dos piores defeitos que os pobres seres mortais podem possuir: egoísta, sem espírito de equipe, sem senso de companheirismo e possuidor de uma ausência total de respeito por um colega de profissão, no caso, o atual defensor do arco alemão, Lehmann. Não é a tôa que se percebe a olhos vistos todo o isolamento que vive do resto da equipe bávara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x- &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora nas quartas-de-final teremos Alemanha X Argentina. Sem dúvida um jogo de prognóstico absolutamente imprevisível, A única coisa que posso dizer é que o vencedor sairá desse embate com a moral tão elevada que para mim será o grande favorito para a conquista do título. É esperar para ver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em Tempo&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiz essa postagem acima durante esta madrugada. Acabo de ver uma notícia no "Globo Online" que apenas confirma o que está escrito neste post. Eis a nota:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Plantão Reuters - 25/06/2006 - às 10:37&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Kahn pede explicação a Klinsmann por ser reserva&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"o goleiro Oliver Kahn afirmou que o técnico da seleção alemão, Juergen Klinsmann, devia a ele uma explicação por ter optado por Jens Lehmann, como goleiro titular da Alemanha na Copa do Mundo, embora Kahn não espere que o treinador vá efetivamente conversar com ele sobre o assunto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A cobertura televisiva da vitória da Alemanha por 2 a 0 sobre a Suécia, no sábado,mostrou imagnes de Kahn com a cara fechada assistindo à partida do banco, enquanto torcedores comemoravam na arquibancada. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Até recentemente eu estava firmemente convencido de que jogaria. Cada caminhada até o banco tem sido difícil. Eu assisto à partida, tento formar uma impressão do jogo e depois desapareço para o vestiário o mais rápido possível - afirmou.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Kahn afirmou que a única razão que ouviu para ser reserva seria que Lehmann estaria supostamente jogando 'um pouquinho' melhor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Me desculpa, mas você substitui quem foi goleiro titular por anos jogando com consistência porque outro está jogando 'um pouquinho' melhor? Isso não é justificativa para mim. Estou jogando em alto nível nos últimos dois anos. fui bem nos jogos da Copa dos Campeões, ganhei o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha duas vezes e tenho imensa experiência no torneio [Copa] - afirmou Kahn".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai pra casa, Oliver Kahn!!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115120921627369715?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115120921627369715/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115120921627369715' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115120921627369715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115120921627369715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/um-deus-desfigurado.html' title='Um Deus Desfigurado'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115090550770021997</id><published>2006-06-21T12:54:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T17:27:06.016-03:00</updated><title type='text'>Uma Copa para os Idiotas da Objetividade</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/1600/0014-orquestra.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/320/0014-orquestra.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Seleção argentina em campo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A Argentina é como uma orquestra comandada por um maestro. O Brasil é como uma banda de jazz, aonde todos improvisam."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Copa começa só agora a tomar seu rumo e podemos começar a vislumbrar o que se sucederá no seguimento da competição. Até agora a Argentina se apresenta como a equipe a ser batida. É um pouco cedo para afirmar isso, mas é a que apresentou o futebol mais consistente até o momento, demonstrou ser uma equipe de verdade, com padrão tático, equilíbrio entre os setores e ainda por cima, possui um belo banco de reservas. Lógico que para quem tem uma certa afinidade com os meandros desse tipo de competição, sabe que muitas vezes, o campeão só começa a se revelar de fato a partir das oitavas-de-final. Vide Itália em 82 e Brasil em 2002.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É uma Copa aonde até agora os craques não se apresentaram para o jogo, tais como Ronaldo, Ronaldinho, Beckham, Shevchenko, Henry, Rooney, Cristiano Ronaldo, Nedved, etc. Até o momento, só Riquelme vem flanando lépido e fagueiro pelos campos alemães. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da última Copa, parece que os favoritos irão se classificar na primeira fase, algum suspense ainda gira me torno de Itália e França. No caso da França, afirmo que tal favoritismo é só no papel, mesmo que se classifique, não irá muito longe, pois o time é medíocre e envelhecido. Zidane ainda dá o toque de classe no meio, mas não é mais o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que ainda é cedo para falarmos de decepções, como Brasil ou Inglaterra. Nas oitavas iremos tirar conclusões mais concretas, até porque, venceu quem tinha que vencer, perdeu quem tinha que perder e nenhuma grande surpresa despontou no horizonte. Uma Copa perfeita para os idiotas da objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115090550770021997?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115090550770021997/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115090550770021997' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115090550770021997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115090550770021997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/uma-copa-para-os-idiotas-da.html' title='Uma Copa para os Idiotas da Objetividade'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115034694431399106</id><published>2006-06-15T01:31:00.000-03:00</published><updated>2006-06-15T10:56:43.480-03:00</updated><title type='text'>O Império da Mediocridade</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminada a primeira rodada dessa Copa do Mundo, creio que ainda é prematuro tirar conclusões mais profundas sobre o que pode acontecer daqui para frente, mas a primeira impressão é que a mediocridade imperou em campo. Todas as equipes tidas como favoritas venceram seus jogos(com exceção da França), mas aos trancos e barrancos, apresentando um desempenho aquém do esperado e em alguns casos, diríamos que pífios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As equipes que obtiveram melhor desempenho, foram seleções consideradas de 2º escalão no universo do futebol: Espanha e República Tcheca. Embora, muita gente antes da Copa, já apontasse a República Tcheca como uma equipe que poderia ir longe. Quanto a Espanha...bem, gato escaldado tem medo de água fria, prefiro esperar o desenrolar do torneio, porque afinal, como já disse em um texto anterior, não caio mais nesse papo que “dessa vez a fúria vem com tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as equipes favoritas, a que apresentou um futebol mais convincente foi a Argentina, na suada vitória contra a boa equipe de Costa do Marfim. Achei interessante a maneira como a equipe Argentina tomou o pulso da partida, por vezes acelerando o jogo, por outras cadenciando, sempre sob a batuta do maestro Riquelme, ditando o ritmo do jogo. A equipe demonstrou maturidade, segurança e até nos momentos de pressão, conseguiu controlar a partida. Apenas discordo da opção de Pekerman para formar a dupla de ataque, preferia ver Messi e Tevez no lugar de Crespo(uma espécie de Serginho Chulapa portenho) e “El Conejito” Saviola(apesar de considera-lo também um bom jogador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra demonstrou contra o Paraguai que não aprendeu com os erros do passado, ao contrário, voltou a repeti-los com convicção. Dizem que essa seria a melhor geração de jogadores ingleses desde 66, mas me incomoda a forma covarde como voltaram a atuar. Nos primeiros15 minutos até deram a impressão que iriam golear o Paraguai, mas nada, “acharam” o seu golzinho e concluíram que era o suficiente. Se continuar assim, Ericsson e seus comandados não passam das quartas-de-final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil e Holanda venceram seus jogos por 1X0 contra equipes originárias da antiga Iuguslávia, Croácia e Sérvia e Montenegro, respectivamente. Como todos sabem, a Iugoslávia apresentava um dos jogos mais vistosos e técnicos da Europa e por isso todos sabiam que Brasil e Holanda não teriam vida fácil na estréia, mas mesmo com essas devidas ressalvas, ambas equipes ficaram devendo, faltou brilho. Outra semelhança entre Brasil e Holanda é que resolveram escalar 2 outrora grandes atacantes mas que atualmente mais se parecem com 2 postes: Ronaldo e Van Nisterooy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da França, não os culpo pelo 0X0 com a Suíça, as forças ocultas falaram mais alto. Sim, as forças ocultas! Para quem não sabe, explico melhor: Logo após aquele gol de Petit aos 45 minutos do 2º tempo na final da Copa de 98, um macumbeiro baiano colocou a equipe gaulesa na boca do sapo. Segundo fontes que contactei, o baiano teria jogando uma maldição aos compatriotas de Asterix: “Ficarão 100 anos sem marcar gol numa Copa do Mundo”. Vendo o jogo, pude perceber que o macumbeiro baiano é bom mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alemanha também ganhou, mas não convenceu. Pois é aí que mora o perigo! Afinal, quando é que a Alemanha jogou bem na primeira fase? Agora pergunte quantas vezes chegou na final. Nunca devemos menosprezar a Alemanha, ainda mais quando jogar mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a equipe que para mim melhor simbolizou esse império da mediocridade foi a equipe portuguesa. Jogou contra a seleção que tecnicamente é sem dúvida a pior da Copa e venceu por 1X0 sem jogar rigorosamente nada. Figo até tentou realizar alguma coisa de útil, mas como tradicionalmente acontece com Portugal em competições importantes, a “equipa” jogou com uma empáfia inexplicável. Afinal, o que Portugal fez de importante no futebol mundial para a equipe ter aquela auto-suficiência toda em campo? Elejo o jovem Cristiano Ronaldo o jogar-símbolo da equipe mascarada. Cristiano Ronaldo é um belo jogador e tem um futuro promissor, mas espero que aprenda que seu futebol vai crescer muito na hora em que colocar todo o seu talento em prol do time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, quero deixar um parágrafo para as equipes africanas, que me decepcionaram bastante. Passaram a primeira fase em branco. Apenas a Tunísia arrancou um empate...da(s) Arábia(s). Mas ainda acredito na equipe de Costa do Marfim, que apesar da derrota para Argentina, me parece uma boa equipe, com potencial para honrar o bom desempenho que as equipes africanas tiveram nas últimas copas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está começando a 2ª rodada, espero que finalmente possamos ver uma partida de futebol, afinal, já é hora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115034694431399106?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115034694431399106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115034694431399106' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115034694431399106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115034694431399106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/o-imprio-da-mediocridade.html' title='O Império da Mediocridade'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-115000193804647355</id><published>2006-06-11T01:53:00.000-03:00</published><updated>2006-06-27T21:43:22.290-03:00</updated><title type='text'>Arqueros Argentinos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/1600/Amadeo%20Carrizo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3184/3014/320/Amadeo%20Carrizo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Amadeo Carrizo&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Durante muitas décadas, houve uma grande escola de goleiros no futebol, na minha opinião, a melhor de todas: a escola argentina arqueros. Utilizo o verbo no passado porque essa grande escola fechou suas portas no dia 13 de junho de 1990, mais precisamente aos 12 minutos do 2º tempo do jogo entre Argentina X União Soviética, no momento em que Nery Pumpido fraturou sua perna e foi substituído por Sérgio Goycochea(ou simplesmente "Goyco", como prefere Maradona), a partir daí, o que vimos foi uma sucessão de goleiros argentinos que jamais conseguiram chegar a se firmar na responsabilidade de manter essa mitológica tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a Argentina fez sua estréia na Copa do Mundo da Alemanha enfrentando a seleção da Costa do Marfim tendo Roberto Abbondanzieri defendendo suas traves. Porém, a partida de hoje não foi uma prova suficiente para podermos saber se “Pato”(como os argentinos o chamam) Abbondanzieri será digno dessa dinastia, até porque, pela pontaria da equipe adversária, só nos foi permitido que víssemos uma defesa importante realizada, por sinal, uma excepcional defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma certa divergência nos meios futebolísticos argentinos sobre a sua escolha como titular. Acreditam alguns que ele não é lá muito confiável, inclusive teria falhado em alguns recentes amistosos. Parte da imprensa argentina defendia que a titularidade deveria caber a Germán Lux, goleiro do River Plate, que por sinal, não foi sequer convocado pelo selecionador argentino José Pekerman. Não sei se nessa polêmica residiria algo relacionado com a histórica rivalidade de Boca Juniors X River Plate, mas o fato é que tenho visto Abbondanzieri atuar com certa freqüência nesses últimos 3 anos, seja no Boca Juniors, seja na seleção e devo dizer que tenho uma boa impressão sobre ele, o acho seguro, com bom senso de colocação, tranqüilo e é acima de tudo, um goleiro econômico no momento de realizar suas defesas, me lembrando um pouco(pelo menos no estilo) um outro “pato” argentino, “Pato” Fillol. Mas Abbondanzieri não é mais uma criança(está com 32 anos), é já um goleiro experiente que chegou tarde à seleção e portanto, não deverá ter lugar cativo por muitos mais anos. As próximas semanas nos dirão se finalmente o arco argentino estará novamente nas mãos de alguém digno de ali se postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que essa fantástica escola teve seu início na década de 20, época em que brilhou Américo Tesorieri, mas seu apogeu ocorreu na década de 50, quando reinou no arco argentino Amadeo Raúl Carrizo, que muitos consideram como o maior goleiro da história do futebol sul-americano. Carrizo chamava a atenção por sua técnica elegante, sua habilidade por antecipar o pensamento do atacante, sair do gol como um artista e foi um dos primeiros a saber sair jogando(já que antes os goleiros se limitavam a colocar a bola em jogo dando chutões para o alto) e com isso iniciar os contra-ataques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor argentino José Pablo Feimann, tem uma teoria sobre a razão da decadência dessa escola, por sinal, relacionada com Carrizo: “&lt;em&gt;Os arqueros argentinos&lt;/em&gt; s&lt;em&gt;e dividem em duas categorias de gerações. 1) Os que viram jogar Amadeo Carrizo, os que ficavam atrás do alambrado e observavam o mestre com devoção e claro, aprendiam. 2) Os que não viram agarrar Carrizo e cortaram a tradição”.&lt;/em&gt; Feimann completa seu raciocínio&lt;em&gt;: “Entre os arqueros que aprenderam com Carrizo estão os da geração em torno da década de 60, geração de grandes arqueros. Nestor Errea, Poletti, “el Loco” Gatti, “el Gato” Andrada, Buttice, Augustín Irusta, José Miguel Marin e Augustín Cejas. Logo em seguida Fillol prolongou a tradição e a partir daí se cortou. Os arqueros de hoje não sabem bloquear um atacante quando vem com a bola dominada: saem pedindo clemência, não antecipam, não põem o corpo atrás das mãos. Não dominam a área. Não saem para cortar os cruzamentos. Não sabem que a bola na pequena área é do arquero, sem desculpas&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Feimann tem uma boa dose de razão em sua tese. Os arqueros argentinos sempre chamaram atenção por saberem sair do gol como poucos, serem absolutamente econômicos nas defesas, sem precisar fazer saltos acrobáticos. Hugo Gatti costuma dizer que um arquero não precisa voar: se realmente sabe, se conhece os segredos do seu posto, sempre estará colocado aonde chega a bola. Nesse aspecto, Fillol foi um virtuoso. Não me recordo de vê-lo fazer uma grande ponte, de voar numa bola, mas chegava em todas com extrema serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pumpido foi o último bom goleiro argentino que vi, apesar daquele frango clamoroso contra Camarões em 90. Quando Goycochea o substituiu, não acreditava no que via, pela primeira vez assistia a um goleiro argentino que não sabia sair do gol, aliás, cabe ressaltar: Goycochea quando saía do gol, parecia mais um patético caçador de borboletas. Minha opinião sobre Goycochea coincide com a de Feimann, que o considera um dos piores goleiros da história do futebol argentino. Desde essa fatídica data de 13 de junho de 1990, nunca mais um arquero conseguiu se firmar diante dos 3 paus de uma seleção argentina, confesso que até tive uma esperança em Roa, mas não passou de uma vã esperança. Veremos se Abbondanzieri vai nos dar a felicidade de termos o regresso dessa arte, pois ver um grande arquero argentino em ação, é um dos maiores espetáculos que um amante de futebol pode ter na vida. Mas sinceramente, creio que ainda não vai ser dessa vez.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-115000193804647355?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/115000193804647355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=115000193804647355' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115000193804647355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/115000193804647355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/arqueros-argentinos.html' title='Arqueros Argentinos'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-114987348914562997</id><published>2006-06-09T14:12:00.000-03:00</published><updated>2006-06-09T16:08:14.666-03:00</updated><title type='text'>Desconstruindo Imagens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma situação muito decepcionante que me ocorre com certa freqüência é quando vejo um ídolo do meu passado. Tenho na minha memória todos os meus ídolos de infância e adolescência ainda no seu esplendor físico e no auge da sua juventude. Então passa-se o tempo e fico anos, talvez décadas sem vê-los e me deparo então com uma outra pessoa, que apesar de seus documentos atestarem se tratar do mesmo, para mim é um ser absolutamente estranho e desconhecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante esse longo período que fico sem vê-los, penso que ainda são imagem e semelhança daquele ser que tenho gravado comigo, como se o tempo não passasse para eles e então descubro que o tempo também é implacável com aqueles seres iluminados. Às vezes penso que melhor seria se nunca mais os visse, deixando-os intocáveis para mim, sem defeitos, só virtudes, seres perfeitos, acima do bem e do mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Copa do Mundo talvez seja a época mais apropriada para desconstruirmos essas imagens, aonde podemos nos deparar a cada momento com esses senhores que tanto nos fizeram sonhar e fizeram com que num determinado momento quiséssemos ser iguais a eles. Muitas vezes descobrimos que além de gordos, carecas e acabados, aquele ser outrora perfeito, é muitas vezes alcoólatra, tacanho, egocêntrico, mesquinho e até ignorante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro de Platini, que era de longe, o jogador que mais encheu meus olhos durante a adolescência. Não perdia um jogo da seleção francesa e da Juventus só para ver sua técnica e observar a maneira como ele colocava seus atacantes toda hora na cara do gol. Hoje, confesso que me incomoda ver a maneira arrogante como se coloca em toda entrevista que dá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro período fértil para esse festival de decepções acontecia durante aqueles torneios de masters que o Luciano do Valle promovia no final da década de 80 e início de 90. Ali tive a oportunidade de ver jogadores que conhecia apenas de ouvir falar e que não tive oportunidade de ver no auge de suas carreiras, mas que mesmo assim eu os tinha como mitos, verdadeiras lendas vivas. Então eu olhava aqueles simpáticos velhinhos barrigudos correndo atrás da bola e pensava: Esse que era o famoso Neeskens? Olha lá o Fachetti! Nossa! Como o Bob Charlton está careca! Bem, no caso do Bob Charlton, a careca já o acompanhava desde os seus tempos de jogador profissional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a pior decepção não vem no aspecto físico, mas no aspecto moral, quando descobrimos que aquele nosso antigo ídolo tem algo que na nossa visão de mundo possa ser considerado uma falha de caráter, ou tenha convicções que se chocam com as nossas. Até hoje me incomoda ver em Romerito, que tantas alegrias me deu defendendo meu pobre Fluminense, um ardoroso defensor do General Strosnner, ou de lembrar da minha decepção quando Nelson Piquet anunciou seu voto em Fernando Collor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo aprendi a relevar esse tipo de atitude de ídolos e aprendi a separar a "pessoa jurídica" da "pessoa física", algo assim como por exemplo, a dicotomia esquizofrênica entre Pelé X Edson. O fato é que os ídolos das nossas infâncias, assim que terminassem suas carreiras, deveriam ser congelados para sempre e assim só nos lembraríamos do quanto éramos felizes por poder apreciar toda a sua arte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-114987348914562997?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/114987348914562997/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=114987348914562997' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114987348914562997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114987348914562997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/desconstruindo-imagens.html' title='Desconstruindo Imagens'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-114943567216242365</id><published>2006-06-04T12:37:00.000-03:00</published><updated>2006-06-04T12:47:50.246-03:00</updated><title type='text'>Hinos Nacionais</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Allons enfants de la Patrie&lt;br /&gt;Le jour de gloire est arrivé !&lt;br /&gt;Contre nous de la tyrannie&lt;br /&gt;L'étendard sanglant est levé ! (bis)&lt;br /&gt;Entendez-vous dans nos campagnes,&lt;br /&gt;Mugir ces féroces soldats ?&lt;br /&gt;Ils viennent jusque dans nos bras,&lt;br /&gt;Égorger vos fils, vos compagnes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Aux armes citoyens !&lt;br /&gt;Formez vos bataillons !&lt;br /&gt;Marchons! marchons !&lt;br /&gt;qu'un sang impur&lt;br /&gt;abreuve nos sillons !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às vésperas da final da Copa de 98, ao me perguntarem meu prognóstico sobre o jogo, ponderei que a França levava uma certa vantagem contra o Brasil porque iria entrar em campo sob efeito de doping. Sim, considero “La Marseillaise” um enorme estimulante para qualquer equipe. Não consigo ouvir esse hino sem me arrepiar e se estivesse em campo, corria o risco de cantar o hino dos adversários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas se fizermos uma observação um pouco mais apurada sobre os hinos nacionais que escutamos durante a Copa do Mundo, veremos que nesse aspecto, o fair-play tão pregado pela FIFA, não entra lá muito em campo. Em sua grande maioria, falam de guerra, de morrer pela pátria, pegar em armas, derramar o sangue inimigo, além de um enorme tom ufanista. A própria “Marseillaise” que tanto mexe comigo, é na verdade um hino de guerra. Foi composta em 1792, em pleno período revolucionário, com a finalidade de levantar a moral as tropas francesas que enfrentavam os invasores estrangeiros e foi composta por um capitão do exército, Claude-Joseph Rouget de Lisle. Diz sua letra:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Avante, filhos da Pátria/O dia da Glória chegou/O estandarte ensangüentado da tirania/Contra nós se levanta/Ouvis nos campos rugirem/Esses ferozes soldados?/Vêm eles até nós/Degolar nossos filhos, nossas mulheres/As armas cidadãos!/Formai vossos batalhões!/Marchemos, marchemos!/Nossa terra do sangue impuro se saciará!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos hinos foi composta no auge do nacionalismo, durante o século XIX, mas fica a pergunta, não seria a Copa do mundo um contexto inadequado para sua execução? Afinal, muitas vezes o futebol tem sido usado como pretexto para exacerbações desse nacionalismo. Vejamos algumas letras: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hino de Angola:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Angola, avante!/Revolução pelo poder popular/ Marchemos, soldados angolanos”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hino de Portugal:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Às armas, às armas/Pela pátria lutar/Contra os canhões marchar, marchar”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hino do Irã:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Ó mártires/Seus gritos de dor ecoam no tempo”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto não podemos nos queixar, afinal, nosso contemplativo hino está “deitado eternamente em berço esplêndido” a observar toda a beleza de nosso “formoso céu formoso e límpido”. O problema é fazer os jogadores cantarem letra tão difícil, porque “ouviram do Ipiranga” ainda vai, mas quando chega no “lábaro que ostentas estrelado”, sai de baixo. Por isso, considero injusto as críticas que fazem aos nossos jogadores pelo fato de não saberem cantar nosso hino. Existe uma corrente favorável em trocarmos o hino nacional por “Aquarela do Brasil”, mas tenho minhas dúvidas quanto a eficácia dessa resolução, afinal alguém sabe o que seria um “mulato inzoneiro” ou “a merincória luz da lua”? O melhor mesmo é nossos intrépidos jogadores continuarem seu treinamento de ventríloquo com o hino nacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o Brasil não é o único país da Copa que fica louvando suas belezas naturais, nesse campo temos companhia de países como Suécia, República Tcheca, Trinidad e Tobago. Reparem:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hino da Suécia:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Salve, ó mais adorável país sobre a Terra/O teu sol,os teus céus, os teus alegres prados verdejantes.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hino da República Tcheca:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Onde a água borbulha pelos rios/E pinheiros sibilam entre os rochedos/Um jardim glorioso com flores de primavera.”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hino de Trinidad e Tobago:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Lado a lado ficamos/ Ilhas do mar azul do Caribe.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas analisando do ponto-de-vista estritamente musical, observamos que poucos hinos possuem alguma relevância nesse campo, além do fato de que poucos foram escritos por compositores ilustres, como Joseph Haydn para a Alemaha, Mozart da Áustria e Gounod para o Vaticano, se bem que esses dois últimos nem estarão na Copa. Mas alguns conseguem escapar dessa mediocridade, cito princilpalmente o hino da antiga União Soviética, que na minha opinião era o mais lindo hino que existia. Um dos aspectos que lamentei pelo fim da União Soviética, foi justamente saber que nunca mais iria ouvir essa belíssima melodia composta por Alexander Alexandrov. Também vale registrar os belos hinos da Alemanha, da Hungria e da Espanha. Quanto ao da Espanha, é bom lembrar que a letra foi eliminada do hino após o fim da ditadura franquista. Por isso, Raul, Casillas, Pujol &amp; cia só vão aparecer na televisão cantarolando o tradicional “la-lalá-lalááá...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar esse texto sobre hinos, lembro uma historinha de Garrincha durante a Copa de 1962. Brasil e Chile em campo perfilados para escutarem o hino, quando começam os primeiros acordes do hino nacional. Garrincha vira-se para Didi, ao seu lado e cochicha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rapaz! Não sei  nome dessa marchinha não, mas ela toca lá fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então começa o &lt;em&gt;zumviramduipiranga&lt;/em&gt;...com Didi tentando disfarçar a gargalhada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-114943567216242365?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/114943567216242365/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=114943567216242365' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114943567216242365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114943567216242365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/06/hinos-nacionais_114943567216242365.html' title='Hinos Nacionais'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-114894937960187524</id><published>2006-05-29T21:19:00.000-03:00</published><updated>2006-05-29T21:43:05.550-03:00</updated><title type='text'>Os Mauricinhos de Parreira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de receber a mais alvissareira notícia desde que a seleção brasileira se reuniu: “Adriano e Edmilson se estranham durante coletivo”. Andava tenso, mas agora tudo se acalmou e já começo a pensar em guardar o lexotan. Sim, havia(e creio que ainda há) um enorme problema nessa seleção do Parreira: tudo está certinho demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, seleção brasileira que se preze tem que ter confusão, polêmica, briga, rivalidades à flor da pele. Mas nada disso acontece, parece até que o que estamos lendo é o noticiário da seleção sueca. Dessa vez não contamos nem com a colaboração da sempre prestimosa imprensa. Isso tudo é muito, mas muito preocupante mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista coletiva após o treino: Parreira fala, todos fazem com a cabeça que concordam com tudo e no final deixa o recinto sob salva de palmas. Cadê aqueles jornalistas raivosos de outrora? Cadê o Juarez Soares? Cadê o Mario Sérgio? Ninguém polemiza mais? Que saudades do João Saldanha!!!! Nem a velha rixa entre imprensa paulista e carioca temos mais, afinal 21 dos 23 jogadores atuam na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Carlos não diz mais aquelas frases antológicas, do tipo “não sei como alguém pode viver com menos de R$ 20 mil reais por mês”. Ronaldo só se salva porque Cicarelli foi um rio que passou em sua vida, mas não me surpreenderia se pelo andar da carruagem resolvesse reatar com a menina sorriso Milene “mira quien baila” Domingues. Ronaldinho Gaúcho reconheceu a paternidade da criança que teve com uma dançarina do Faustão. O Dida entra em campo mudo e sai calado. Juan, que teoricamente seria nosso xerife, é um doce de menino. Juninho Pernambucano, Cafu, Julio César...ah! Tudo família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saudades do Romário brigando pela janelinha do avião, do Renato Gaúcho pulando(literalmente) o muro da concentração, do Leão dando um soco no Marinho Chagas, do Rivelino saltando do banco de reservas e comunicando ao Coutinho que ia entrar em campo, do Dunga dando uma cabeçada no Bebeto. Bons tempos aqueles!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na década de 90, a virilidade, a força e a pegada foram personificadas na “era Dunga”, agora temos também um jogador que pode melhor personificar essa ditadura politicamente correta em que vivemos, “a era Kaká”. Sim, Kaká é o jogador-símbolo desse bom-mocismo que contaminou a seleção. Casou virgem, está sempre penteadinho, bem vestido, crítica o que todo mundo crítica, elogia o que todo mundo elogia, tem sempre na ponta da língua aquelas frases “tocantes”, do tipo: "se Deus quiser vou ajudar os companheiros a conseguir uma nova vitória" e nas horas vagas ainda usa aqueles óculos dignos daqueles execráveis CDFs que já passaram pelas nossas vidas. Sim, nessa seleção tem até o genro que toda mãe pediu a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos esperar de uma seleção tão certinha numa Copa do Mundo? Creio que só um jogador pode nos salvar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! É Edmundo!!!!&lt;br /&gt;Ah! É Edmundo!!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-114894937960187524?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/114894937960187524/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=114894937960187524' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114894937960187524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114894937960187524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/05/os-mauricinhos-de-parreira.html' title='Os Mauricinhos de Parreira'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-114870431295461333</id><published>2006-05-27T01:11:00.000-03:00</published><updated>2006-05-27T01:34:35.810-03:00</updated><title type='text'>Pitonisas de Plantão</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Renato na Copa 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Copa do Mundo vai se aproximando e começa aquela velha ladainha de sempre: Quem ganhar a Copa? Entramos então naquele velho exercício especulativo, aonde encontramos palpiteiros em cada esquina que passamos, todo mundo vira um especialista, chegando ao cúmulo de até traçar o perfil tático da seleção de Trinidad e Tobago. As pitonisas estão por todos os lados e lógico, acompanhadas de uma enorme dose de soberba nacionalista, nos auto-intitulando franco favoritos para levantar o Caneco. Reconheço que existem razões claras para nos julgarmos tão favoritos assim, mas mesmo o mais otimista dos videntes nacionais têm em sua cabeça uma série de dúvidas: Dará certo o quadrado mágico? Ronaldo vai conseguir perder aquela pança obscena até o início da Copa? Nossos idosos laterais agüentarão o ritmo intenso de uma Copa do Mundo? Será nossa zaga confiável? Mesmo para essas dúvidas, sempre é possível se fazer algum tipo de previsão. Mas, para consolo, o palpiteiro não é uma figura tipicamente nacional, encontramos essa espécie por todos os cantos do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as inquietudes que nos cercam, definitivamente uma em especial deixa minha convicção no título um tanto abalada: Os palpites do Pelé. Afinal fomos apontados pelo Rei como os favoritos. Pronto! Acendeu o sinal vermelho! E põe vermelho nisso!!!! Eu, particularmente, já cheguei a conclusão que Pelé não entende patavinas de futebol, lógico que não chego ao extremo de fazer coro com o Romário e dizer que “o Pelé calado é um poeta”, mas que como pitonisa ele dá lá suas caneladas, isso dá! Quem não se lembra da Colômbia de 94, apontada por Pelé como a favorita para aquela Copa e no final, depois daquele papelão(não é, Higuita?), sempre que se referiam a ela, vinha acompanhada do irônico vocativo: “a favorita do Pelé”. E a Iugoslávia de 98? A França de 2002? Pô, Pelé! Não dá para apontar a Argentina dessa vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em época de Copa aparece também a “celebridade demagoga”, é uma espécime formada sobretudo por grandes ídolos do passado, jogadores que figuram na memória afetiva dos amantes do futebol, jogaram pelas mais diversas seleções e deixaram seu nome na história, por isso mesmo, sempre querem deixar uma imagem simpática para nós que permanecemos a recordar suas façanhas em campo. Basta chegar uma televisão do Brasil, a tal celebridade demagoga abre um largo sorriso, exalta todas as virtudes do futebol brasileiro e não titubeia em afirmar que o Brasil é franco favorito. Ele dará a mesma resposta se chegar uma televisão da Argentina, apenas tomará o devido cuidado de substituir o substantivo próprio “Brasil”, por “Argentina” e assim por diante. Lógico que se aparecer uma televisão do Turbequistão, não chegará ao cinismo de apontá-la como favorita, mas igualmente abrirá um largo sorriso e afirmará com ênfase que esta “valente seleção vai surpreender muita gente durante a Copa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o lugar aonde provavelmente encontraremos o maior número de pitonisas por metro quadrado é na Inglaterra, país em que se encontra aquela tal bolsa de apostas de Londres, aonde se aposta tudo que é possível e imaginário, desde a cor da calcinha da Rainha Elizabeth até o número de bombas que o Bush jogará no primeiro ataque que fizer a Teerã. Bem, no momento em que escrevo este texto, o Brasil lidera a bolsa de apostas londrina, pagando 11:4, seguido pela Inglaterra com 13:2 e Alemanha com 7:1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem um palpite que eu não caio mais, é aquela já velha e manjada história sobre a Espanha. Toda Copa vem aquela conversa fiada: “Dessa vez vocês vão ver, a fúria vem com tudo, os caras estão babando!” E em toda Copa a história se repete, com a “fúria” aprontando aquele fiasco monumental. Que não me venham novamente com esse papo furado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a experiência adquirida em 10 Copas do Mundo, aprendi a ouvir com educação todos os palpites, dos mais coerentes, aos mais absurdos, mas no fundo, penso que tudo isso não passa de uma enorme bobagem. Por essa razão evito cair na tentação de fazer esses exercícios de futurologia. Até porque, após verificar com atenção a tabela dos jogos, fazer todos os cruzamentos possíveis e principalmente, consultar minha bola de cristal, já posso adiantar aqui que no dia 9 de julho de 2006, Cafu estará levantando o caneco após o Brasil derrotar a Inglaterra na final por 2X0. Querem que eu diga quem vai fazer os gols? :-B &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28444213-114870431295461333?l=filosofia-de-botequim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/feeds/114870431295461333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28444213&amp;postID=114870431295461333' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114870431295461333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28444213/posts/default/114870431295461333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-de-botequim.blogspot.com/2006/05/pitonisas-de-planto.html' title='Pitonisas de Plantão'/><author><name>Renato Mello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11991407725416242400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_QVSxsgPrbLg/TLO7mCssYOI/AAAAAAAAAX0/iYLg4CxBkDo/S220/Imagem_211_bigger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28444213.post-114818634410276903</id><published>2006-05-21T01:34:00.000-03:00</published><updated>2006-06-22T13:40:11.133-03:00</updated><title type='text'>O Fim da Inocência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Renato na Copa&lt;/em&gt; 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma Copa aproxima-se, a 10ª de minha vida, mas na verdade é a 8ª desde que tenho o futebol em minhas reminiscências. Foi no ano de 1978, em terras argentinas, nos meus tenros 8 anos de idade que comecei a tomar contato com a gama de sentimentos que estão envolvidos numa mera partida de futebol e passei a entender que mesmo “a mais sórdida pelada é de uma complexidade Shakespeariana”, como já ensinava Nelson Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me com uma certa riqueza de detalhes desse meu primeiro contato com o significado de uma Copa do Mundo, acompanhando aquela um tanto estranha seleção do Cláudio Coutinho, aonde conheci nomes que seriam referência(para o bem e para o mal) na minha vida, tais como Zico, Roberto Dinamite, Leão, Mario Kempes, Passarella, Michel Platini e um certo atacante italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei, mas ainda não entendia bem a lógica desse esporte. Afinal, por que diabos o Brasil tinha obrigatoriamente que ganhar da Espanha para se classificar, se estava invicta, já que tínhamos empatado com Suécia e Áustria? Por que tanto desespero quando a Argentina fez o 5º gol contra o Peru? Já não tinham feito 4 antes, que diferença faria mais um golzinho? Por que meus colegas falavam no dia seguinte tão mal do pobre Quiroga(o goleiro peruano)? Só porque ele tinha nascido na Argentina, ora bolas? Como assim, tinham dois campeões? Se um era moral, o outro era o que então? Por que só eu torci para a Argentina contra a Holanda? Por que tanto ódio de los hermanos? Por que? Por que? Por que? Perdoem-me, não se esqueçam que eu era apenas uma inocente criança de 8 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a Copa, o vírus do futebol já circulava no meu sangue. Um ano depois, passou nos cinemas nacionais o filme oficial da competição, que assisti entusiasticamente no minúsculo Cine Jóia, em Copacabana. Um dos aspectos que ficou marcado para mim naquele filme, era um certo atacante italiano, a quem o narrador do filme sempre se referia como o "biônico Paolo Rossi". Confesso que saí da sala impressionadíssimo com esse ser tão especial, que me parecia ser um jogador do outro mundo. Nessa altura, eu era(e sou) torcedor do Fluminense, mas aquela, definitivamente, não era uma boa época para se torcer pela equipe das Laranjeiras. Como era difícil torcer para um time que tinha Tulica, Osni, Parrara, Fumanchu, Mirandinha.... contra aquela máquina do Flamengo, comandada por aquele sujeito que adorava nos humilhar, um tal de Zico. Acompanhei à distância o escândalo das loterias no futebol italiano e nunca esqueci da cena passada no Jornal Nacional com o "biônico Paolo Rossi" indo para cadeia, acusado de participar do esquema e ainda pegar uma suspensão de 2 anos. Os anos foram passando, o Fluminense apanhando nos pés de Zico, Paolo Rossi retornando aos gramados após cumprir sua suspensão e acima de tudo, eu contava os dias para o início da Copa de 82, a primeira que eu me prometia viver intensamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como os gregos, que faziam pausas em suas guerras internas para se unirem e assim poderem derrotar os inimigos externos, dessa vez Zico não era um inimigo, estava ao meu lado, pronto para no calor da luta, ostentar a aguda empunhadura à proa, para exterminar quem ousasse nos desafiar. Nas ruas o clima era de total euforia, um enorme "já ganhou" tomou de assalto a todos nós, Zé da Galera mandava o Telê colocar ponta, o Luiz Ayrão estourava nas rádios com “Meu Canarinho” e até o nosso lateral esquerdo Júnior dava o tom no “Fantástico” soltando o seu “Voa, Canarinho Voa"...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Voa, canarinho voa&lt;br /&gt;Mostra pra esse povo que és um rei&lt;br /&gt;Voa, canarinho voa&lt;br /&gt;Mostra lá na Espanha o que eu já sei&lt;br /&gt;Verde, amarelo, azul e branco&lt;br /&gt;Forma o pavilhão do meu país&lt;br /&gt;O
